O Suicídio Segundo o Judaísmo

Por Fernando Bisker – Dos EUA para Rua Judaica.

Saiu no jornal a notícia do suicídio da modelo e atriz brasileira; dois meses após suicídio do noivo. O motivo seria por não aguentar o sofrimento da ausência do noivo, por não suportar a solidão e os contratempos que vivera. Além deste episódio, outros diversos casos aconteceram nos últimos anos no meio artístico dos Estados Unidos, em que pessoas com muito sucesso, dinheiro, fama e poder decidem tirar suas próprias vidas movidos  pelo sentimento de vazio, de solidão, de infelicidade, entre outros. É uma notícia triste, que deixa a todos com uma interrogação: “Tão jovens e tão bonitos; tantas alternativas…”

Vejamos o que diz o judaísmo sobre o suicídio.

Nossa literatura sagrada e milenar nos explica que, ao contrário do alívio buscado ao cometer o ato, muito pelo contrário — os problemas só pioram. Várias leis de luto e procedimentos relativos ao corpo são diferentes para os suicidas.

Mas por que é tão sério assim o suicídio?

Nossos sábios explicam que, ao ser colocada neste mundo, a pessoa já carrega em seu DNA espiritual uma série de provações e testes específicos que terá de passar durante a vida. Para alguns será o teste da riqueza, para outros o teste da pobreza. Para uns, beleza escultural, e para outros, imperfeições. Toda esta carga vem pré-determinada; além da carga adquirida ao longo da vida, e faz parte do saldo também de contas de vidas passadas. Não sabemos os motivos e não temos como decifrar as razões pelas quais cada um recebeu seus “carmas” nesta vida.

Em geral, de acordo com nossos livros, aquela pessoa que nasce com tendência suicida, pode ser que teria cometido o suicídio em uma vida anterior. Ao cometer o ato, sente-se uma tremenda dor espiritual enquanto a alma deixa o corpo, além do sofrimento espiritual que terá que passar, e, na melhor das hipóteses, existe a chance da reencarnação.

Novamente haverá a mesma tendência, ou ainda mais forte. O objetivo é que desta vez, com tendências ainda maiores, possa se superar e tentar consertar o erro passado. Evidentemente, o número de chances para retornar a este mundo não é ilimitado, e não está a nosso critério. Nunca se sabe quando será a última chance.

Uma mulher conhecida aqui de Miami havia recebido 2 milhões de dólares de herança de seu marido. Vivia em uma bela casa, dirigia uma Lexus do ano, viajava a Bahamas pelo menos uma vez ao ano.

Deprimida, decidiu recentemente suicidar-se, deixando os dois filhos adolescentes órfãos de mãe e pai.

Por quê? Depressão? O que leva uma pessoa a quem parece não faltar nada condenar-se à própria morte? E mesmo a quem pode parecer faltar tudo, o quê pode ser pior do que não dar a si mesmo a chance de recomeçar?

Neste caso, ainda há um dano irreparável aos filhos e a família. Em resumo, não adianta fugir dos problemas. Por piores que sejam, eles terão que ser resolvidos — neste mundo ou no plano espiritual, com maior ou menor grau de resistência.

Fonte: http://www.ruajudaica.com/

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