Leitura da Torá: Porção Semanal: Matot e Massê (18/07)

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Vivendo Com o Rebe

A porção Massê começa: "Estas são as jornadas…" enumerando as quarenta e duas viagens dos Filhos de Israel, desde quando saíram do Egito até chegar ao Jordão, perto de Jericó. (Yarden Yericho). O fraseado da Torá, no entanto, levanta uma questão óbvia. Usou apenas uma jornada "da terra do Egito". Por que então a forma plural de "estas são as jornadas?"

O termo Mitzrayim (Egito) deriva da palavra meytzarim (restrições). Mitzrayim, portanto, refere-se não somente a um país específico mas também a uma condição de confinamento, tanto físico quanto espiritual.

O termo Yericho deriva da palavra rei’ach (cheiro). Alude também a Mashiach, sobre quem se diz: "veharicho (Ele o deixará perfumado) com o temor a D’us…" (Yeshayahu 11:3). Assim Mashiach é chamado "moir’ach veda’in – ele está apto a julgar uma pessoa meramente pelo seu ‘cheiro’ (Sanhedrin 93b).

As 42 jornadas, portanto, dizem respeito aos 42 estados de deixar Mitzrayim (restrições pessoais ou nacionais e confinamentos), antes que cheguemos à verdadeira e suprema liberdade de Yericho, a redenção messiânica.

O êxodo do Egito físico foi realmente uma liberação, mas somente relativa à escravidão prévia. Em termos de nossa meta suprema não foi ainda a verdadeira e total liberdade. Cada uma das 42 jornadas representava uma progressão adicional, um ascensão libertadora relativa ao estado precedente. Em termos do nível final e mais elevado a ser atingido, no entanto, este permanecia uma forma de Mitzrayim.

O termo "jornadas" (no plural) assim, nos ensina que devemos sempre pressionar, progredir e ascender, independentemente de realizações passadas. Nós somos, e permanecemos, no Mitzrayim, de uma forma ou de outra, até que cheguemos a Yarden Yericho – a liberdade de Mashiach – brevemente em nossos dias.

Extraído de Living with Mashiach, por Rabi Immanuel Schochet, adaptado das palestras do Rebe.


A Terra Santa…onde você está

 
Rabi Shmuel M. Butman

 

Um chassid certa vez perguntou ao Tsêmach Tsêdek, Rabi Menachem Mendel, terceiro Rebe de Chabad-Lubavitch, se deveria estabelecer-se na Terra de Israel. O Tsêmach Tsêdek replicou: "Transforme o local onde você está em Terra Santa."

O que significa essa resposta? Para responder, devemos primeiro entender o que é Erets Yisrael, a Terra Santa.

A Terra Santa é um lugar onde a Divindade, a santidade e o Judaísmo são abertamente revelados. Num sentido supremo, isso será realizado na Era Messiânica, quando o Templo Sagrado será reconstruído e a observância de todos os mandamentos associados com a santidade da terra serão restaurados.

Esta é a essência da Era Messiânica. O relacionamento entre o homem e D’us não será mais baseado somente na fé, mas também será nutrido por uma percepção direta da Presença de D’us aqui na terra. O cenário físico do mundo não mudará na Era da Redenção. O que será diferente é nosso conhecimento e percepção de D’us.

A diretiva "Transforme este local em Terra Santa" significa que todo indivíduo deve e pode atrair a Divindade à sua vida e ao seu ambiente.

Cada um de nós deveria saber que seu "lugar", ou seja, cada dimensão de nosso ambiente e cada momento do tempo que vivemos pode ser transformado na Terra Santa, num local onde a Divindade seja abertamente revelada.

 

A vida como ela é

 

Por Yanki Tauber, baseado nos ensinamentos

O irmão mais novo de minha mulher casou-se na semana passada, e observando o jovem casal arrumando o novo lar lembrou-se de todas aquelas etapas da vida quando dizemos a nós mesmos: "Ok, agora está começando. Agora é pra valer."

Quando terminamos o Ensino Médio – é aí que a vida começa. Então percebemos que não é bem assim; primeiro temos que conseguir um diploma, primeiro precisamos nos casar, mas então nossos amigos casados sorriem e dizem: "Isso não é nada, estão apenas brincando de casinha, espere até nascer o primeiro filho, então vocês entenderão o que é a vida."

Porém estamos ainda trabalhando para deslanchar a carreira, e quando conseguimos isso percebemos que os planos realmente sérios terão de esperar até que as crianças cresçam e possam cuidar de si mesmas, e então é apenas uma questão de sobreviver àqueles anos que faltam para a aposentadoria, para que possamos começar a viver.

O Lubavitcher Rebe promoveu certa vez um farbrenguen (reunião chassídica) em honra de um grupo de chassidim que estava voltando naquela noite para seus lares em Israel. Conforme a noite avançava, aumentava o número de participantes que lançava um olhar ao relógio na parede. O avião deveria decolar em algumas horas, e ainda precisavam fazer as malas e cuidar dos assuntos de última hora. Percebendo sua ansiedade, o Rebe sorriu e contou a seguinte história:

Foi na metade da década de 1920, nos tenebrosos dias da tentativa bolchevique para desenraizar a fé judaica na Rússia Soviética. O sogro do Rebe, Rabi Yossef Yitschak Schneersohn, que liderava a rede subterrânea destinada a manter vivo o judaísmo, era constantemente vigiado pela Yevsektzia e NKVD (Polícia Secreta), que o seguiam onde quer que ele fosse. Todos sabiam que era apenas uma questão de tempo antes que agarrassem sua presa.

"Certa noite, bem tarde" – relatou o Rebe – "entrei no estúdio de meu sogro em seu apartamento em Leningrado. Por várias horas, ele estivera recebendo pessoas em yechidut (audiência privada entre o Rebe e um chassid) – uma tarefa física e espiritualmente extenuante para um Rebe. Em mais ou menos meia hora, ele teria de sair para a estação de trens, onde pegaria um trem rumo a Moscou para uma reunião com um homem de negócios estrangeiro com a finalidade de conseguir fundos para apoiar sua obra. Desnecessário dizer, encontrar com um cidadão estrangeiro – um ‘capitalista’ – especialmente para os propósitos mencionados, era extremamente perigoso; naqueles dias, muitos perderam a vida por ‘crimes’ bem menores.

"Para minha grande surpresa, encontrei meu sogro trabalhando calmamente em sua mesa, arrumando seus papéis, como se estivesse em meio a um dia normal de trabalho. Não havia sinal do cansaço de passar várias horas escutando pessoas com os dilemas mais dolorosos e pessoais, e nenhum sinal do fato de que em meia hora ele estaria saindo para a estação numa missão perigosa. Não pude conter-me e perguntei-lhe: ‘Sei que o Chassidismo Chabad é baseado no princípio de que a mente governa o coração. Sei a espécie de educação que o senhor recebeu e como foi treinado no auto-sacrifício pelos judeus e pelo judaísmo. Mas a este ponto? Poder sentar-se à mesa numa hora dessas, como se não houvesse nada mais em seus planos?’

Como resposta, Rabi Yossef Yitschak disse ao genro: "Não podemos fazer nossos dias mais longos, nem podemos adicionar horas a nossas noites. Porém, podemos maximizar nosso aproveitamento do tempo, considerando cada segmento de tempo como um mundo em si mesmo. Quando devotamos uma porção de tempo – seja uma hora, um dia ou um minuto – a uma determinada tarefa, devemos nos concentrar totalmente naquilo que estamos fazendo, como se não existisse mais nada no mundo."

O ensinamento do Chassidismo Chabad devota muita discussão à qualidade de penimyut. O que é penimyut? A palavra mais aproximada que temos é "interioridade". Penimyut significa integridade, profundidade e consistência. É o oposto de superficialidade e equivocação. O conhecimento não pode ser separado da experiência, e conhecimento e experiência não podem se apartar da ação. Você jamais encontrará partes do penimi – seu cérebro, seu coração, suas ações – ao contrário, encontrará sempre a pessoa completa ali. O penimi não pensa simplesmente um pensamento, vivencia um sentimento, faz uma ação – ele os vive.

Quando ele devota uma parcela de tempo – seja uma jornada, uma hora, um dia, um minuto – a uma determinada tarefa, está totalmente investido naquilo que está fazendo, como se nada mais existisse no mundo. Isso não equivale a dizer que vive indiscriminadamente. Pelo contrário; é profundamente consciente das diferenças entre coisas importantes e coisas de menor importância, entre meios e fins, entre jornadas e destinos. Mas esteja envolvido no que for, está completamente ali. Nunca está simplesmente "fazendo" ou "livrando-se de alguma coisa". Quando se aplica a algo, está totalmente investido em fazer aquilo a que se propôs.

A leitura da Torá desta semana inclui o registro, por Moshê, das 42 ‘jornadas’ dos israelitas pelo deserto – quarenta e duas jornadas que, segundo Rabi Yisrael Báal Shem Tov, são revividas na jornada pessoal de cada indivíduo durante a vida.

As 42 jornadas são, evidentemente, fases e estágios de uma jornada maior – o progresso desde os confins do Egito até a Terra Prometida. Mas cada uma é também uma entidade em si mesma – a Torá as chama de "jornadas" (massaot), não "estações". Não estamos aqui para passar pela vida, a Torá está nos dizendo: "Estamos aqui para vivê-la!"

 

História chassídica relacionada à parashá Massê

 

Versículo 33:1

Estas são as jornadas dos filhos de Israel

Nosso capítulo se inicia: "Estas são as jornadas dos filhos de Israel." Entretanto, prossegue para contar os 42 acampamentos nos quais eles pararam durante sua caminhada pelo Deserto do Sinai!

Porém estes acampamentos não foram um fim em si mesmos, apenas estações ao longo do caminho e meios para levar a nação de Israel em direção à sua meta de chegar à Terra Prometida. Por isso, as próprias paradas são chamadas de "jornadas."

Rabi Menachem Mendel Schneerson, Lubavitcher Rebe


O chassid e o tolo da Feira de Leipzig

Certa vez, Rabi Hillel de Paritch foi dominado por um intenso desejo de passar o Shabat com seu Rebe, Rabi Menachem Mendel de Lubavitch. Mas realizar este desejo era uma outra história: a semana já estava adiantada, e a distância entre Babroisk (onde Reb Hillel morava na época) e Lubavitch era enorme. Parecia não haver meios de conseguir chegar ao Rebe em tempo para o Shabat.

Mas então um jovem chassid ofereceu-se para fazer a viagem. Seu cintilante coche novo e os soberbos cavalos dariam conta do recado, insistiu ele. Entretanto, o tempo era de suprema importância, e Rabi Hillel deveria aceitar duas condições: viajariam pela auto estrada (geralmente, Reb Hillel recusava-se a fazer uso da estrada pavimentada, pois esta fora construída pelo perverso czar Nikolai) e Rabi Hillel não passaria muito tempo em suas preces.

Devido às circunstâncias, Reb Hillel concordou.

Naquela noite, dormiram em uma estalagem à beira da estrada. Pela manhã, o jovem rezou, fez seu desjejum e então procurou Reb Hillel. Ainda rezando. Pouco depois procurou-o novamente – a mesma coisa. Passaram-se as horas, e o chassid mais velho continuava a abrir seu coração perante o Criador.

Quando Reb Hillel finalmente terminou, seu companheiro de viagem estava bastante aborrecido. "Não entendo – o senhor queria passar o Shabat com o Rebe, e prometeu apressar-se com as preces. Agora nossas chances de chegar a Lubavitch em tempo estão arruinadas!"

Reb Hillel respondeu: "Vamos dizer que você desejasse viajar à Feira de Leipzig para adquirir uma mercadoria rara, que não se encontra em nenhum outro lugar. Mas no caminho encontra outro mercador, que está oferecendo os mesmos artigos a um preço muito bom. Apenas um tolo diria: ‘Mas preciso ir a Leipzig!’ O objetivo da viagem não é uma cidade ou outra, mas a mercadoria desejada.

"Por que uma pessoa procuraria o Rebe, se não fosse pelo seu conselho sobre ‘o serviço do coração’? Se não for para aprender como despertar a pessoa ao amor e reverência a D’us em oração? Portanto, se no caminho para Lubavitch minha prece tem sucesso, eu deveria dispensar a mercadoria e correr para Leipzig?"


Shabat, Kuguel e lição em altas finanças

 

Por Steve Hyatt

O Shabat no Chabad ao norte de Nevada, localizado no centro da "Maior Cidadezinha do Mundo", Reno, é sempre uma ocasião festiva e alegre. Desde o frango assado até o kugel de batatas de dar água na boca, Rebetsin Sarah Cunin agrada nossas papilas gustativas com muitas das melhores iguarias do Shabat.

Lembro-me de um Shabat em especial há alguns meses. Sexta-feira à noite fomos festejar com os deliciosos quitutes da Rebetsin. No dia seguinte, Rabi Mendel Cunin liderou nossa crescente congregação durante um animado serviço matinal de Shabat, após o qual todos se reuniram para compartilhar e apreciar juntos um maravilhoso kidush.

Entre suntuosos pedaços de bobka de chocolate e transbordantes colheradas de cholent fumegante (cozido que é mantido quente durante todo o Shabat), discutimos as verdadeiras alegrias do Shabat e as leis pertinentes à proibição de trabalhar neste dia especial. A maioria de nós estava confusa sobre a definição de trabalho, e o que pode ou não pode ser feito no Shabat.

Aprendemos que trabalho é definido como as tarefas associadas com a construção do santuário nos tempos antigos. Depois de uma acalorada discussão, todos passamos a entender melhor este conceito básico e tão importante. Divertindo-nos imensamente, continuamos a atirar perguntas ao Rabino, e com a agilidade de um campeão ele as respondia com graça e paciência.

Durante aquela tarde alguém perguntou ao Rabino se era permitido ter um negócio que permanecesse aberto no Shabat, mesmo que o proprietário judeu não trabalhasse, mas sim guardasse o Shabat. O Rabino deixou claro que um judeu deveria afastar-se desse tipo de empreendimento e além disso, não deveria extrair qualquer lucro financeiro de dinheiro ganho no Shabat.

Não prestei realmente muita atenção nessa parte da discussão porque não sou dono de um negócio e não faço coisa alguma para ganhar dinheiro no Shabat.

Encerramos aquela tarde com uma maravilhosa discussão sobre o conceito de coincidência. No fim, todos concordamos que não existe essa história de coincidência na vida, e que a mão de D’us pode ser vista em muitas maneiras diferentes, bastando a pessoa simplesmente abrir os olhos e o coração.

Mais tarde naquele dia, cheguei em casa e ouvi alguém deixando uma mensagem na secretária eletrônica. Era a corretora de imóveis, chamando do Oregon. Ela estava informando que após cinco meses de tentativas para vender minha casa, cinco meses durante os quais eu não recebera uma única oferta, finalmente tínhamos uma proposta legítima para o imóvel. Ela prosseguiu dizendo que a pessoa estava deixando o país para umas férias e que era imperativo fechar o negócio imediatamente.

Fiquei ali na porta, paralisado, com medo. Tínhamos nos mudado do Oregon para Reno em janeiro. Durante meses, eu rezava a cada dia para que "hoje" fosse o dia de alguém querer comprar nossa casa. Com o passar dos meses, fiquei cada vez menos esperançoso de que conseguíssemos vendê-la a um preço justo. Quanto mais o tempo passava, mais preocupado eu ficava.

E agora estava literalmente de pé na entrada de minha casa nova e a corretora dizia que tínhamos de responder imediatamente, ou poderíamos perder o único negócio existente. Uma voz em minha cabeça começou a gritar: "Pegue o telefone! Não estrague o negócio, pegue o telefone agora mesmo!"

Enquanto eu passava pela porta, a corretora desligou. Creio que fiquei ali parado olhando para o telefone durante uma hora. Parte de mim estava insistindo para chamá-la de volta, mas a outra parte ficava me lembrando que era Shabat, e que eu deveria esperar até o dia seguinte. Enquanto eu travava esta monumental batalha interior, as palavras de Rabi Cunin voltaram à minha mente.
"Em última análise, nada positivo jamais deriva de dinheiro ganho no Shabat. De alguma forma, termina por se perder ou para pagar algum compromisso negativo. Não importa como você encare isso, uma transação financeira conduzida no Shabat JAMAIS compensa a longo prazo."

Finalmente, respirei fundo e caminhei lentamente para outro aposento. Disse a mim mesmo que apesar do pânico em meu coração, era mais importante abraçar os próprios valores e fé, que deixá-los de lado quando eles pareciam ser de certa forma inconvenientes.

Passei o restante do dia lendo e relaxando. Após o término do Shabat, peguei calmamente o telefone e liguei para a corretora no Oregon. Ela me informou que depois de me telefonar, ela descobrira que realmente não poderíamos fazer negócio naquele dia pois o corretor da pessoa que queria comprar a casa estaria fora da cidade até segunda-feira. Ela desculpou-se por ter deixado uma mensagem tão urgente, mas pensara que tínhamos apenas um dia para consumar a venda.
Fingindo indiferença, eu disse a ela que isso não era um problema, e perguntei de que precisávamos para fechar o negócio. Discutimos a oferta, preparamos uma contra-oferta e combinamos conversar no dia seguinte. Dentro de 36 horas a partir de minha conversa com a corretora, o comprador e eu concordamos quanto ao preço e a venda foi consumada.

Enquanto eu depositava o fone lentamente no gancho, maravilhei-me pela série de eventos que tinha acabado de ocorrer. No decorrer dos anos desde que encontrei Chabad, descobri que a procura para tornar-me mais observante e mais espiritual é uma jornada gradual construída passo a passo. Às vezes a jornada é fácil, e em outras vezes as lições são difíceis. Mas uma coisa é certa; a jornada está sempre repleta de encanto e entusiasmo.

Nos últimos seis anos, posso relatar numerosas conversas sobre a alegria e os prazeres do Shabat. Mas foi apenas neste Shabat em especial, neste Beit Chabad específico, que me encontrei envolvido nessa singular discussão sobre o Shabat. Uma discussão que me impediu de comprometer meus valores e fazer algo de que me arrependeria depois. E se isso não bastasse, somente quando tive de me defrontar com isso e tomar a decisão certa, que finalmente vendi minha casa no Oregon.

Coincidência? Acho que não.

 

Fonte: http://www.chabad.org.br/

 

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