“Dez milagres foram feitos para nossos antepassados no Templo Sagrado”

 

 
Escrito por Mashuah Cohen com Ensinamento dos Sábios do Talmud, fontes do Talmud, Midrash, Irvin Bunim   
 
Ponderamos milagres coisas tão incomuns e admiráveis que erguem nosso olhar para D-us, para além-mundo do fato humano e terreno. Comprovam que existe um D-us, para além da realidade humana. Mas estes dez milagres, para nossa admiração, não foram acontecimentos avulsos como os outros milagres da Torá. Estes 10 milagres incidiram regularmente, e por conta dos Cohanim e do Templo Sagrado, eram recorrentes. Muitos destes milagres eram realizados por Hashem para manter o trabalho dos Cohanim no Templo Sagrado, em sinal de comprometimento com suas promessas para com os filhos de Aarão. E estes milagres garantiam que os rituais dos Cohanim eram seguidos sem interpéries, dificuldades, obstáculos ou interferências, e eram uma forma de demonstração da aprovação de Hashem ao alto valor dos Cohanim, do Templo Sagrado, e da reverência que todo povo LHE concedia. “Dez milagres foram feitos para nossos antepassados” e, portanto tinha o propósito de nos levar conhecimento e mensagem para nossos ancestrais.

 

1) Nenhuma mulher nunca abortou devido ao odor da carne sagrada do sacrifício.
2) A carne sagrada nunca apodreceu
3) Nunca foi vista uma mosca no matadouro
4) Nunca impureza alguma se sucedeu ao Cohen Gadol na véspera do Yom Kippur
5) Nunca a chuva apagou o fogo do altar
6) Nunca o vento prevaleceu sobre a nuvem de fumaça
7) Nunca se encontrou impureza no Ômer, nem nos dois pães, nem nos pães da preposição
8) Nunca faltou lugar para se prostar a larga
9) Nenhuma serpente ou escorpião feriu alguém em Jerusalém
10) Nenhum homem disse ao seu companheiro “Não encontro lugar para pernoitar em Jerusalém”

1) Nenhuma mulher nunca abortou devido ao odor da carne sagrada do sacrifício.
 A carne a ser sacrificada ficava durante o dia sendo assada sobre o fogo do altar, e o seu cheiro podia ser sentido pelo Templo inteiro. Mas somente os Cohanim e suas famílias podiam comer a carne sagrada, que era a melhor de todas carnes, vinda dos primeiros animais, dos mais perfeitos encontrados, e sempre dos primeiros cortes das partes nobres. A Guemará reconhece registra que uma mulher grávida costuma ter desejos repentinos por comida e que negá-la causa grande angústia. Em casos extremos pode levar ao aborto. Na época do Templo Sagrado, mulheres grávidas vinham trazer seu sacrifício e entregar nas mãos de um Cohen, e frequentemente o cheiro da carne sendo assada lhes causavam um desejo intenso de saboreá-la. Os Cohanim presenciavam e deparavam semanalmente com esta situação. Porém, jamais nenhuma mulher, por mais descontente que ficava, visto que somente os Cohanim e suas famílias podiam consumir esta carne, teve uma crise de aborto ou princípio de alguma fase do aborto.

2) A carne sagrada nunca apodreceu
 Outras versões, em Avot de Rabi Natan B39, Rashi, Machzor Vitry, Rabênu Ioná, também afirma que jamais a carne sagrada dos Cohanim se infestou com vermes. Contam nossos pais Cohanim, registrado na Misnhá, que a oferenda inteira ou parte dela tinha que ser queimada no altar, mas nem toda carne recebida para os sacrifícios diários podia ser queimada naquele mesmo dia, nem mesmo até a noite seguinte ou semanas seguintes. A carne separada para ser queimada no Templo Sagrada era deixada ao lado do altar por dois ou três dias, antes de ser colocada sobre o fogo contínuo. Então, a carne de certas oferendas tinha de ser comida pelos nossos pais Cohanim naquele mesmo dia, na noite seguinte, e no dia seguinte, e sempre para estas carnes o consumo era realizado dentro do Templo Sagrado. Como somente uns poucos Cohanim, selecionados para esta tarefa naquele dia, podiam manusear um grande animal, era sempre preciso deixar muita carne para o dia seguinte. Sem meios para refrigerar as carnes, os Cohanim percebiam que estas nunca estragavam, e que era um milagre diário, constatável por eles na vida diária de adoração, santidade e de prestação religiosa e espiritual. O clima quente de Erets Israel contribua para o rápido apodrecimento das carnes que não eram consumidas no dia do corte. O Talmud testemunha que nenhum verme ou bactéria de decomposição chegaram a sete homens justos; o Midrash aplica esta verdade e a amplia para toda geração que escutou as palavras do Todo-Poderoso no Sinai.  Também os Cohanim, pela santidade e separação em que ministravam, viviam em clima de pureza e ápice espiritual de tal forma que jamais, vermes e ou bactérias de decomposição contaminaram as carnes  sagradas dos Cohanim. Sabemos que com a santidade, transcenderá a morte para merecer a imortalidade e a ressurreição.

3 – Nunca foi vista uma mosca no matadouro
 Sabemos pelos nossos pais Cohanim, e também registros nas Escrituras Sagradas, que havia uma área ao norte do altar totalmente aberta ao ar livre, e que havia oito suportes de pedra, onde se fixavam blocos de madeira de cedro com ganchos de ferro de cada lado. Nestes ganchos nossos pais Cohanim penduravam os animais já sacrificados previamente no altar. Estes animais eram depois despejados sobre as mesas de mármore adjacentes, onde também se lavavam as partes do animal que seriam queimadas sobre o altar. Seria de esperar enxames de moscas sobre estas carnes, devido ao constante manuseio e armazenamento, sem precauções especiais. Entretanto, nunca foi vista uma mosca sequer, pelos nossos pais Cohanim, no Templo Sagrado, nem em qualquer câmara deste, seja aberta ou fechada. Como dizem nossos sábios: “a má inclinação se assemelha a uma mosca e se aloja nas duas válvulas do coração”. Lemos que o profeta Elisha costumava comer na casa de certa mulher em Shunam sempre que passava por aquele caminho. Então esta mulher dizia ao seu marido: “Eis que agora percebo que este é um homem de D-us”. Mas como questiona o  Talmud, como saber qual o motivo para tal declaração? Um sábio dizia sempre que era por que ela jamais havia visto moscas em sua casa, enquanto Elias estava comendo na mesa, e estava em sua casa. Se a mosca simboliza a inclinação para as coisas do mal, Elias tinha de tal forma vencido suas lutas interiores que sobrepujou a sua mosca interior. Primeiro em seu coração e depois em volta de si, Elias tinha a santidade do Templo de Jerusalém, onde inseto não poderia aparecer, pois o coração é o Santo dos Santos (T.B Sandrinh 106b).

4 – Nunca impureza alguma sucedeu o Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) no Yom Kipúr.
 No dia do Yom Kupúr, o dia da expiação dos pecados de todo Israel, todos os serviços de sacrifícios e oferendas, no dia mais sagrado do ano judaico, era realizado pelo Cohen Gadol. Tudo dependia deste sucessor de Aarão, irmão de Moisés. “Porque neste dia fará o Cohen Gadol, expiação por vós para vos purificardes de todos os vossos pecados” (Levítico 16:30 com entendimento de Ibn Ezra, Sforno et all). Mas para que ocorressem os rituais o Cohen Gadol precisava estar ‘tahor’, isto é, ritualmente puro, caso contrário era proibido pisar no Templo Sagrado.  Contam nossos sábios que a maior humilhação que poderia ocorrer com o Cohen Gadol seria o fato de este sofrer de “polução noturna”, caso este que o invalidaria de forma degradante para os serviços sagrados estendendo tal drama e constrangimento público para todo Israel. O Talmud relata as cautelas para proteger o Cohen Gadol. Antes que findasse o pôr do sol do dia anterior ao Yom Kippur o Cohen Gadol não poderia comer demais, para evitar sonolência. Conta a tradição que passava toda noite estudando a Torá. Se o Cohen Gadol era também um sábio da Torá, então este expunha temas sobre da Torá, caso contrário eram os sábios que expunham os temas da Torá. Antes o primeiro sinal de cansaço, os Cohanim jovens, ainda aspirantes ao trabalho sacerdotal, pela idade, entrelaçavam os dedos no Cohen Gadol e diziam “Meu senhor Cohen Gadol, ficai de pé e daí uma volta sobre o piso” (com os pés descalços e sobre o piso de mármore). Assim conseguiam manter ocupado o Cohen Gadol até a hora de suas obrigações.

5- Nunca a chuva apagou o fogo do altar.
 Segundo conta a reminiscência, o Talmud e nossos pais Cohanim, o altar para o sacrifício permanecia em um espaço totalmente aberto, exposto as intempéries. Mesmo com as tempestades e chuvas fortes este fogo nunca se apagou, mas se sustentava intenso em todo tempo. Os Cohanim se deslumbravam diariamente em épocas de chuvas e tempestades, pois presenciavam repetidamente este milagre. O fogo e a água, opositores de natureza, se tornavam amistosos e compelidos a colaborar entre si. O fogo do altar era necessário para realização dos sacrifícios e não poderia se apagar: “Um fogo constante deve ser mantido aceso sobre o altar” Levítico 6:6. Nossos pais Cohanim só podiam garantir a ininterrupção do fluxo de madeira para manter as chamas, quando necessário, mas a chuva estava além do seu mando. Entretanto, o Céu interferia e fazia água e fogo, estabelecerem um armistício para abranger o desígnio do Criador diante dos Cohanim e no Templo Sagrado.

6 – Nunca o vento prevaleceu contra a nuvem de fumaça
Avot de Rabi Natan (A35) adiciona: “Quando a coluna de fumaça emanava do altar das oferendas sendo queimadas, ela subia como uma haste até o céu. Quando a coluna de incenso emanava do altar de ouro, ela entrava no Santo dos Santos”. O altar de cobre dos sacrifícios ficava num espaço aberto de 187 por 135 cúbitos (um cúbito mede de 50 a 60 cm). A fumaça que subia do altar santo nunca era perturbada por nenhum vento, tão forte era a presença do espírito sagrado que preenchia o Santuário. No altar das oferendas a haste de fumaça subia retamente ao céu, sem desvios e sem dispersar. Todos os Cohanim podiam ver este milagre, diariamente, como forma de saber que Hashem jamais abandonou seu povo, os escolhidos para ministrar o sacerdócio sagrado. Os Cohanim habitavam junto ao milagre, viviam a sobrenatural todos os dias e jamais deixaram de presenciar o constante comparecimento do Todo-Poderoso em meio aos seus rituais no seu Templo Sagrado. Sabemos que a oferenda do incenso era feita por apenas 1 Cohanim sorteado para aquela tarefa, uma das mais desejadas e nobre. Conta a tradição e o Talmud que o Cohen sortudo que ganhava o sorteio para oferecer o incenso sagrado naquele dia era abençoado grandemente. Sua aparência física mudava para melhor imediatamente após esta oferenda, passando a brilhar e emanar uma luz e brilho que todos da família e amigos podiam presenciar. Acompanhando deste milagre físico, nos conta a tradição no Talmud, que todo Cohen sorteado para oferecer o incenso sagrado também prosperava grandemente até o final de sua vida, e que todos tiveram morte com idade avançada tamanho benefício do contato direto com a shekiná do Todo-Poderoso. Nunca o vento prevaleceu contra a nuvem de fumaça. Por dois mil anos os Cohanim tem sido sacudidos pelos ventos que sopram agora sem o Templo Sagrado, fora de suas missões e propósito. Porém a promessa da aliança perpértua do sacerdócio não deixará que os verdadeiros Cohen saiam do curso vital e abençoado.

7- Nunca se encontrou impureza no ômer, nem dos dois pães nem nos pães da proposição.
Se o ômer se tornasse impuro antes de chegar ao Cohen no Templo Sagrado só seria possível aprontar outro ômer no Pêssach seguinte. A preparação da cevada para a oferenda entregue ao Cohen era bastante complicada, e só se preparava o suficiente para um ômer. Além disto, boa cevada madura era difícil de encontrar nesta época do ano. Se houvesse qualquer impureza no ômer, como nenhum pão ou grão da colheita do ano poderia ser comido até o ômer ser trazido, isto criaria grandes dificuldades para o povo de Israel. O Céu colaborou para que isto não acontecesse. O ômer nunca se tornou passul, ritualmente impuro para ser entregue ao Cohen no Templo como oferenda. “nem dos dois pães”. Em Shavuot eram oferecidos dois pães (minhchá), assados na nova colheita do primeiro trigo que havia amadurecido depois da cevada. Esta é a nova minhchá que não somente é a primeira oferenda da colheita do trigo, mas a primeira oferenda vegetal do ano no Templo Sagrado. Caso se tornassem impuros durante o iom tov (dia festivo) inúmeros israelitas deixariam de obter perdão pelos seus pecados ou de tornar-se ritualmente puros. Na vida religiosa de Israel prevaleceriam as privações e misérias. Mas uma vez, a Providência assegurou que nenhum acidente ocorresse e que todo ômer trazido nunca obtivesse impureza.

8)  Nunca faltou lugar para se prostar a larga
“Três vezes por ano, aparecerão todos os teus homens diante do Eterno, teu Deus, no lugar que Ele escolher (no Templo de Jerusalém); nas festas dos pães ázimos (Pêssach) nas festas das semanas (Shavuot) e nas festas das cabanas (Sucót)” Deuteronômio 16:16, Êxodo 23:15-17 – 34:18,22-23. “Mesmo se todo povo de Israel entrasse no pátio do Templo, havia lugar para eles” segundo Avot de Rabi Natan (A35) e continua: “Quando as pessoas se levantavam ou sentavam, estavam tão apertadas que ninguém poderia colocar um dedo entre eles, mas ao prostrar-se havia espaço suficiente equivalente à altura de um homem”. Maguet Avot acrescenta que em Yom Kíppur, quando o Cohen Gadol pronunciava o nome inefável do Todo-Poderoso, o Tetragrama (o qual após destruição do Templo não é mais pronunciado como se escreve) e as pessoas se prostavam – então o milagre da abertura de espaço acontecia. O Midrash relata que, quando as pessoas se curvavam, havia um cúbito para cada lado de espaço entre elas e as demais – de modo que não podia ouvir a oração (as confissões de pecado) do outro.  Razão da história e dos ensinamentos: quando nos sentimos “apertados” e “cercados” é hora de nos prostarmos.

9) Nenhuma serpente ou escorpião feriu alguém em Jerusalém
A serpente é aludida no Talmud como uma das cinco espécies de animais mortíferos que podem ser mortos durante o Shabbat. Contudo, nenhuma pessoa foi fatalmente ferida por estes animais. Rabi Abraham Cohen-Azulai comentou que não está escrito “não picou” ou “não feriu”, ou seja, mesmo que padecendo acidentais mordidas, ninguém faleceu delas. Jerusalém resguardava seu povo. Ninguém foi seriamente ferido lá, segundo Avot de Rabi Natan (A35,B39) e se alguém fosse ferido próximo de Jerusalém, bastava contemplar para os muros da cidade para ficar curado (B39). O Todo-Poderoso não achou outra cidade para ali edificar o seu Templo Sagrado. E dentre todos os povos da terra, escolheu os filhos de Aarão (Cohen) para serem seus ministros sagrados. O comentário do Ruach Chaim conseguiu enxergar sentido mais profundo ainda: “Não é a criatura que mata, mas o pecado”. Ora, em Jerusalém havia os Cohanim (plural de Cohen) para receberem os pecados da expiação, e o Templo Sagrado, onde ofertavam e sacrificavam ao Todo-Poderoso, portanto, as pessoas pecavam, mas pelos sacrifícios realizados pelo Cohanim no Templo Sagrado estes se arrependiam, e as libertavam de suas culpas. Assim as pessoas poderiam até ser abocanhadas pela serpente, mas não expiravam por este motivo.

10) Nenhum homem disse ao seu companheiro “Não encontro lugar para pernoitar em Jerusalém” 
Outras fontes mencionam sentidos amplos alegando que também nunca faltou forno para assar o cordeiro do Pessach, nunca faltaram camas, nunca foram alugadas casas, pois estas pertenciam a todas as tribos de Israel, nunca foram alugadas camas ou roupas de cama (portanto, as acomodações nunca eram cobradas). Para compensar, os Cohanim doavam aos moradores de Jerusalém, as peles, e couros dos sacrifícios do Templo. Os visitadores também habituavam trazer uma linhagem de cordeiros do Egito para as oferendas dos Cohanim no Templo, cujas peles finas valiam quatro ou cinco selaim: elas ressarciam amplamente seus anfitriões. Rashi também opinou e teceu comentário alegando que os residentes da cidade santa nunca puderam declarar que as condições econômicas e que os cabimentos eram tão poucos ou opressivos que fosse impraticável para eles permanecer lá. Todos que estiveram lá por um ano inteiro descobriram meios para sustentar-se e ninguém se viu obrigado a recorrer à filantropia. Isso também é mérito conferido ao Templo. Uma comunidade cercada pela santidade, se mantinha próspera, bela e atraente. E quanto mais abençoada era a comunidade, melhor podia adequar o grande número de visitantes que aparecia às festas citadas. Aproximar-se da santidade, trabalhar em prol do que é consagrado e observar as norma da Torá são a chave para apartar as esfinges invencíveis.

 

Fonte: http://www.cohen.org.br/

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