Leitura da Torá: Porção Semanal: Acharê Mot (02/05)

   

 
 Levítico 16:1-18:30
 
 
Os mandamentos descritos na Parashá Acharê Mot (Vayicrá 16:1-18:30), seguem cronologicamente as mortes trágicas dos dois filhos mais velhos de Aharon, Nadav e Avihu, sobre as quais lemos na Parashá Shemini há algumas semanas. 

A porção desta semana começa com uma longa descrição do serviço especial de Yom Kipur, a ser realizado no Mishcan pelo Cohen Gadol. O serviço incluía a confissão do Cohen Gadol em seu próprio nome e em nome de toda a nação; a seleção por sorteio entre duas cabras, uma das quais seria a oferenda pelo pecado nacional, e a outra seria empurrada de um penhasco no deserto, como portadora dos pecados do povo; e as complicadas cerimônias de aspersão de incenso e sangue a serem realizadas no Codesh HaKedoshim (Santo dos Santos). 

Seguindo a ordem de que Yom Kipur e suas leis de jejum e abstinência de trabalho seriam observadas eternamente pelo povo judeu como um dia de perdão, a Torá proíbe a oferenda de corbanot fora das instalações do Mishcan. O sangue não pode ser ingerido, e durante o processo da shechitá (abate ritual), uma porção do sangue derramado deve ser coberta. A porção da Torá conclui com uma lista dos relacionamentos sexuais imorais e proibidos, e a ordem de que o povo judeu mantenha e assegure a santidade da terra de Israel.

 
Mensagem da Parashá
 
 
 
Instinto animal
 
Por Yoel Spotts
 
Na porção desta semana da Torá encontramos vários mandamentos que aparentemente têm pouco em comum. Começamos com uma listagem das leis e práticas de Yom Kipur, então passa para a proibição de comer sangue. Finalmente, a porção conclui com uma discussão dos relacionamentos proibidos. Desprezando a possibilidade de que estes mandamentos em particular foram jogados juntos ao acaso para formar a porção Acharê Mot da Torá, certamente seremos capazes de descobrir um tema comum, conectando estes vários tópicos.

De forma bem interessante, vemos que a Torá proíbe o consumo do sangue de qualquer animal, mesmo aqueles que são casher. Desse modo, a Torá não apenas exclui a grande maioria das criaturas de nossa dieta, como limita nossa licença quanto aos permissíveis. Além disso, a Torá exige de nós um dia de total e absoluta abstinência de toda alimentação. As restrições e regras parecem quase esmagadoras.

De fato, descobrimos uma estrutura muito similar a respeito dos relacionamentos proibidos. Na porção desta semana, a Torá lista para nós os indivíduos impróprios que não devemos escolher como companhia. Entretanto, isso não é tudo. A Torá regula severamente o relacionamento mesmo com as pessoas que nos são permitidas. Uma união adequada deve ser precedida por kidushin, a santificação do casamento. Um casamento mal sucedido deve ser terminado pela concessão de um documento de divórcio, ou guet. Relacionamentos extramaritais são vistos com desdém. Dessa forma, vemos que a Torá coloca severas restrições e limitações sobre os alimentos que comemos e sobre nossos relacionamentos.

As semelhanças não param por aqui. A porção desta semana não é o único local em que encontramos estes dois tópicos agrupados juntos. De fato, o Rambam coloca as Leis dos Relacionamentos Proibidos e as Leis dos Alimentos Proibidos na mesma seção em seu código da Lei Judaica. O Rambam denomina esta seção, curiosamente, de kedushá. Embora "kedushá" seja geralmente traduzida como "santidade", muitos comentaristas assinalam que o termo também conota a noção de "separado" ou "distinto". 

Dessa maneira, poderia parecer que o Rambam deseja nos transmitir que estas duas áreas da lei nos possibilitam separar e distinguir a nós mesmos. 

Agora, finalmente as peças se encaixam nos lugares certos. Quando D’us criou o universo, colocou tanto o homem como o animal neste planeta. À primeira vista, o homem parece não ser diferente de qualquer outra criatura. Afinal, ambos se alimentam, ambos procriam, e ambos praticam as mesmas atividades físicas mundanas. Não somos, então, diferentes dos animais que perambulam pela terra? Os dons da fala, raciocínio e liberdade são todos indicativos de que o homem é na verdade diferente e separado dos animais. Entretanto, quando deixamos que nossos desejos animalescos reinem livremente, agindo sem quaisquer restrições, estamos na verdade demonstrando que não somos melhores que nosso cachorro ou gato de estimação. Quando continuamos a satisfazer nossas ânsias gastronômicas e a ser escravos de nosso apetite carnal, reduzimo-nos a um mero ajuntamento de carne e ossos. 

Por este motivo, a Torá contém tantas proibições na área de ingestão de alimentos e relacões sexuais. A Torá nos prescreve o controle de nossos desejos básicos a fim de nos "separar" e "distinguir" de todas as outras criaturas. Demonstrando nossa força de vontade e nossa disciplina, podemos nos elevar acima de meros seres físicos. Não admira que após ter introduzido estas leis na porção da Torá desta semana – o jejum em Yom Kipur, abster-se de ingerir sangue, e evitar os relacionamentos proibidos – a Torá comece a porção da próxima semana com a admoestação "kedoshin te’heyu – serás santo e distinto", pois apenas santificando estes aspectos físicos de nossa vida podemos ter sucesso também em nossa busca espiritual.

 
Seleções do Acharê Mot
 
 
O Côdesh Hacodashim 

No dia em que os filhos de Aharon, Nadav e Avihu faleceram, D’us disse a Moshê: "Veja que seu irmão Aharon não repita o erro de Nadav e Avihu! Porque desejavam tanto aproximar-se de D’us, entraram no Côdesh Hacodashim, Santo dos Santos sem permissão. Por causa disso, foram punidos.

Nenhum judeu, exceto o cohen gadol, deverá jamais entrar no Santo dos Santos. A Shechiná ali repousa. Mesmo Aharon, o cohen gadol, pode entrar ali apenas quatro vezes em Yom Kipur para fazer o serviço. Se entrar uma quinta vez, será punido por D’us." 

Havia apenas uma pessoa que era diferente: D’us disse a Moshê: "Você, Moshê, é diferente. Pode entrar no local mais sagrado a qualquer hora que desejar, porque você é extremamente santo."
D’us ensinou Moshê o serviço especial de Yom Kipur. Explicaremos aqui algumas das leis principais:

Yom Kipur

O próprio cohen gadol deveria realizar todo o serviço no dia de Yom Kipur

Todos os corbanot de Yom Kipur eram oferecidos pelo próprio cohen gadol, não por qualquer outro cohen. Por que? Neste dia D’us perdoa os pecados do povo judeu. Por isso, os corbanot (sacrifícios) eram tão importantes que deveriam ser oferecidos pelo cohen mais sagrado de todos, o cohen gadol.

As roupas do Cohen Gadol

Um cohen gadol usava oito vestes enquanto fazia o serviço. Destas oito, quatro não continham ouro.

Em Yom Kipur, antes que o cohen gadol entrasse no Santo dos Santos, removia suas quatro vestes de ouro para que ficasse apenas com as quatro de linho branco. Por que?

Como D’us perdoa os pecados do povo judeu em Yom Kipur, o cohen gadol deve ser muito cuidadoso para não permitir que o anjo acusador ache alguma coisa para criticar sobre Benê Yisrael. Se o cohen gadol vestisse vestes "de ouro", o anjo acusador apontaria para o ouro e lembraria D’us : "Benê Yisrael fez um bezerro de ouro!"

Uma outra razão pela qual o cohen gadol vestia apenas túnicas de linho ao entrar no Santo dos Santos era que vestes de linho são brancas. O branco sugere pureza e perdão. Isso demonstra que o cohen gadol está pedindo a D’us que perdoe os pecados de Benê Yisrael.

O nome sagrado de D’us 

O nome de D’us é tão sagrado que quando lemos a Torá ou quando rezamos, não pronunciamos as letras do nome de D’us como são escritas. Ao invés disso, dizemos A-donai, que significa "Meu Mestre."

Entretanto o cohen gadol em Yom Kipur tinha que pronunciar o nome Divino – Yud Hey Vav Hei – por completo. Ele pronunciava este nome dez vezes em Yom Kipur. 

Quando as pessoas no pátio ouviam o sagrado nome de D-us sair da boca do cohen gadol, todos se prostravam e respondiam: "Baruch Shem Kevod Malchutô Leolam Vaed"– "Bendito seja o nome (de D’us ) que Seu glorioso reino perdure para toda a eternidade."

Sempre que o nome de D’us era mencionado, este era louvado. Esta era uma regra do Bêt Hamicdash: quando o grande nome de D’us era pronunciado, deveria ser louvado.

O Santo dos Santos era a parte mais sagrada do Bet Hamicdash , porque a Shechiná repousava entre sobre a arca. A Shechiná é tão sagrada que a pessoa não pode vê-la completamente enquanto vive. O grande tsadic, Moshê, pode ver a Shechiná apenas "por trás". O cohen gadol em Yom Kipur nunca viu a Shechiná claramente, porque quando queimava o incenso no Santo dos Santos, a fumaça enchia o aposento. Mesmo assim, apenas um homem muito santo sobreviveria ao entrar no Santo dos Santos.

Antes que o cohen gadol entrasse, uma corrente de ouro era presa a seu pé. Ele era puxado para fora caso morresse lá.

O cohen gadol ficava temeroso quando entrava no local mais sagrado.

O que lhe dava coragem era saber que grande zechuyot (méritos) o acompanhavam. D’us o protegeria especialmente por causa destes grandes méritos: a Torá, o brit-milá, o Shabat, a cidade de Yerushalayim e as Tribos de Israel.

Leis especiais de Yom Kipur
 

D’us disse a Moshê: "Todos os anos, em dez de Tishrê, o Povo de Israel deve guardar Yom Kipur. Yom Kipur é o dia no qual Eu perdôo seus pecados."

Em Yom Kipur todo judeu deve jejuar o dia todo.

Após a destruição do Bet Hamicdash, o povo judeu perguntou a D’us: "Senhor do Universo! Não temos corbanot para oferecer em Yom Kipur. O que faremos?"

D’us respondeu: "Agora vocês devem fazer a avodá (serviço) com seus lábios. Rezem a Mim ao invés de oferecerem corbanot! Suas tefilot me são tão caras quanto o serviço do Bet Hamicdash .
Eis a razão pela qual passamos todo o Yom Kipur rezando e fazendo teshuvá. Pronunciamos viduy (confissão de nossos pecados) em todas orações.

O dia de Yom Kipur tem o poder especial de apagar nossos pecados, mais do que qualquer outro dia do ano.

Rabi Akiva costumava dizer: "Quão afortunados são vocês, Israel! Perante Quem se purificam? Diante de seu Pai nos Céus! D’us é chamado de micvê. Da mesma forma que um micvê purifica a pessoa que é tamê, assim D’us purifica vocês de sua tum’á." Em outras palavras, ao fazermos nosssa parte para nos purificar – quando dizemos viduy e fazemos teshuvá em Yom Kipur – então D’us remove de nós a impureza.

Uma história:
Não devemos adiar a teshuvá

Na juventude, um judeu de nome Rêsh Lakish e dois de seus bons amigos eram salteadores de estrada. Costumavam render viajantes e roubá-los de seus bens.

Certa vez Rabi Yochanan encontrou o jovem Rêsh Lakish e ficou impressionado com ele. "Você deveria desistir de sua ocupação pecaminosa e devotar sua força e sua mente ao estudo de Torá," disse-lhe.

Rêsh Lakish ouviu Rabi Yochanan e disse aos amigos: "Começarei a estudar no Bet Hamicdash. Querem me acompanhar?" Mas seus amigos não se interessaram; preferiram permanecer assaltantes.

Quando Rêsh Lakish começou a estudar Torá, tornou-se cônscio da gravidade de seus erros. Jejuou, rezou, confessou seus pecados e prometeu a D’us que jamais retornaria a seus antigos dias de perversidade. D’us aceitou sua teshuvá e perdoou-o integralmente.

Rêsh Lakish tornou-se tão profundamente interessado no estudo de Torá que permanecia constantemente na Casa de Estudos. Tornou-se um famoso mestre de Torá, conhecido também por sua confiança em D’us. Nunca guardava dinheiro, ao contrário, costumava dividi-lo entre os pobres.

D’us fez com que Rêsh Lavish e seus dois amigos morressem no mesmo dia. 
Os dois companheiros puderam ver que Rêsh Lakish fora conduzido ao Gan Eden, enquanto os anjos carregavam suas almas até uma parte do Guehinom onde ladrões e assaltantes eram punidos.

"Senhor do mundo, isso não é justo!" gritaram ambos. "Conhecemos o judeu que foi levado ao Gan Eden – nós três costumávamos assaltar juntos! Merecemos tratamento igual!"
D’us respondeu-lhes: "Rêsh Lakish fez teshuvá e vocês não!"

"Então faremos teshuvá agora," responderam os dois.

"Tarde demais," declarou D’us. "A pessoa pode fazer teshuvá apenas durante a vida. Depois que morre, é recompensado somente pelo que fez durante sua vida."

O homem é comparado a um viajante que empreende uma jornada pelo oceano. Os víveres que preparou quando estava em terra, terá ao seu dispor no navio. Aquele que nada prepara, morrerá de fome.

Esta história nos ensina que um judeu jamais deve adiar a teshuvá. Se souber que cometeu uma transgressão, deve tomar a resolução de jamais repeti-la. Entretanto, D’us selecionou um tempo especial para fazer teshuvá: Yom Kipur. Nesta época, D’us aceita teshuvá mais facilmente.

Porém há algumas transgressões não são perdoadas em Yom Kipur, mesmo que a pessoa faça teshuvá:

1 – Ofensas cometidas com a certeza de que serão perdoadas em Yom Kipur – se alguém diz: "Cometerei pecados durante todo o ano, porque sei que D’us me perdoará assim que eu fizer teshuvá em Yom Kipur," essas transgressões não serão perdoadas. 

2 – Ofensas feitas ao próximo, a menos que lhe peça perdão – Se um judeu pecou contra D’us, por exemplo, se realizou trabalho proibido no Shabat, D’us o perdoa após fazer teshuvá. Mas se um judeu ofende o próximo judeu – por exemplo, insulta um amigo – sua teshuvá não é suficiente. Deve também procurar o amigo e pedir-lhe perdão.

Então, quando fizer teshuvá – a qualquer tempo, e particularmente antes de Yom Kipur – assegure-se de pedir perdão à cada pessoa que tenha ofendido.

O Midrash esclarece como nossos ilustres Sábios pediam perdão uns aos outros:

Rabi Yirmiy’áhu teve um desentendimento com Rabi Abba, e decidiu aplacá-lo. Quando chegou à casa de Rabi Abba, sentou-se no degrau da porta de entrada. Neste exato momento a empregada saiu. Estava carregando água suja e derramou um pouco sobre Rabi Yirmiy’áhu.

"Estou me transformando em lixo aqui," disse ele. "É melhor ir-me embora." Dito isso, começou a caminhar para casa.

Neste ínterim, Rabi Abba ouviu o que a empregada fizera e correu atrás de Rabi Yirmiy’áhu para desculpar-se com ele. Quando Rabi Yirmiy’áhuiu o viu, voltou-se para pedir desculpas.
Mas Rabi Abba disse: "Nada disso, eu é que devo pedir perdão e não o contrário, porque você foi maltratado em minha casa."

Perdoaram-se mutuamente e tornaram-se amigos outra vez.

Corbanot – Sacrifícios

Adam e Nôach, bem como nossos patriarcas – Avraham, Yitschac e Yaacov – construiram altares sobre os quais ofereciam corbanot a D’us. Mas, uma vez construido o Bet Hamicdash, D’us ordenou: "Nenhum judeu pode oferecer-Me um corban sobre um altar fora do Mishcan (ou do Bet Hamicdash )."

Caso eles tivessem recebido permissão de construir altares em qualquer lugar, os judeus logo teriam imitado as nações não-judias que construiram tais altares para ídolos. Já que um judeu sempre deveria ir ao Mishcan ou ao Bet Hamicdash para fazer sua oferenda, não chegaria a oferecer sacrifícios a ídolos.

A Torá nos faz três advertências sobre a proibição de ingerir sangue ou comer um animal que não seja casher:

1 – Um judeu não pode ingerir sangue de um animal: Como explicamos anteriormente, nossos Sábios decretaram que carne e frango devem ser salgados para extrair seu sangue.

2 – Não podemos comer nevelá: A nevelá é um animal que morreu por si mesmo, ou que não foi abatido exatamente como ordena a lei. Não podemos ingerir a carne do animal nestas condições. Podemos apenas comer a carne se no animal foi feita a shechita, o abate de acordo com a Halachá, Lei Judaica.

3 – Não podemos comer terêfa: Chamamos terêfa ao animal que foi ferido por outro animal. Também é chamado terêfa se um órgão vital está faltando, ou se o órgão está tão danificado que o animal não conseguiria sobreviver por mais doze meses. É proibido comer a carne de um animal terêfa, mesmo que tenha sido abatido de acordo com a Lei Judaica.

A mitsvá de kisuy hadam – cobrir o sangue de animais selvagens casher e pássaros.

D’us ordenou: "Se você abater um cervo ou pássaro, deve cobrir o sangue com terra por cima e por baixo do animal." Entretanto, não é necessário que o sangue de animais domésticos que abatemos seja coberto.

Como a vida de uma pessoa depende do sangue, a Torá ordena que tenhamos respeito por todo tipo de sangue. Assim como devemos enterrar uma pessoa morta porque seria desrespeitoso não cobrir seu corpo com terra, assim devemos respeitar o sangue de animais silvestres e aves casher, cobrindo-o.

O Midrash nos relata por que animais selvagens merecem ter seu sangue coberto.

Você certamente se recorda da história de Kayin e Hevel, filhos de Adam. Kayin assassinou o irmão porque estava com inveja dele.

Quem enterrou Hevel?

O Midrash nos conta que os pássaros e os animais da selva cavaram um buraco e puseram o corpo de Hevel dentro.D’us recompensou-os pela boa ação. O shochet recita uma berachá (bênção) ao abater qualquer animal ou ave casher. Vacas, ovelhas e cabras merecem apenas aquela berachá feita sobre eles. Entretanto, animais selvagens casher (como o cervo) e aves, recebem uma segunda berachá como recompensa por sua boa ação: antes de cobrir seu corpo coberto com sangue o shochet – ou algum outro judeu que esteja presente – fala uma berachá adicional.

Casamentos proibidos

Moshê advertiu o Povo de Israel: "Quando vocês viveram no Egito, viram que os egípcios tiveram relações incestuosas com parentes próximos. Irmão com irmã, a mãe com filho. Quando você chegar à terra de Canaã novamente verão os Canaanitas se relacionarem com parentes próximos. Vocês, como povo sagrado, não podem imitar este comportamento perverso. Mantenham-se distantes de todos os matrimônios que proibi."

Aqui estão alguns dos casamentos proibidos:

Um judeu não pode desposar a mãe, madrasta, irmã, filha, neta, tia, ou nora. Não pode casar-se com uma mulher e pegar sua irmã, filha ou neta como segunda esposa. Entretanto, se sua mulher morre, ele tem permissão de desposar a irmã dela. Um judeu não tem permissão de contrair um matrimônio proibido, mesmo se for ameaçado de morte por não obedecer.

Se ignorar as advertências da Torá e intencionalmente realizar um casamento proibido, D’us diz: "Punirei este judeu com karêt". Karêt significa "cortar". Esta é a pior das punições possíveis, pois esta pessoa é cortada de D’us e do resto do povo judeu.

A Torá adverte que, D’us não o permita, se muitos judeus cometerem esta transgressão, "A terra irá cuspi-los fora," o que significa que o povo judeu será expulso de Erêts Yisrael.

Como um estômago delicado que não tolera comida estragada, Erêts Yisrael é tão santo que não pode abrigar judeus que cometem transgressões. Os canaanitas, que habitaram a terra antes de chegarem os judeus, foram expulsos porque cometeram terríveis pecados. Mas a falha de um povo consagrado por D’us é muito mais grave.

D’us prometeu: "Aquele que cumprir Minhas mitsvot viverá por causa delas" (18:5).

Isso não significa que a pessoa que cumpre as mitsvot não morrerá. D’us prometeu: "Aquele que cumprir Minhas mitsvot viverá – no Mundo Vindouro – por causa delas."

Após a morte, D’us leva a alma ao Gan Eden onde a mantém até techiyat hamêtim, a época da resurreição dos mortos. Então, renonstituirá o corpo e devolverá a alma para habitar nele. A pessoa, então viverá para sempre, apreciando a glória de D’us o tempo todo. Esta é a mais grandiosa recompensa imaginável.

 
 
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