Leitura da Torá: Parashá Ki Tissá (14/03)

Moshê pune os adoradores do bezerro

Quando Moshê observou o povo, percebeu que a Presença Divina os havia deixado. Todos os adoradores tinham suas testas cobertas por lepra.

No momento que Moshê entrou no acampamento, seu irmão Aharon estava parado próximo do bezerro com um martelo levantado em sua mão, pronto para dar o retoque final na imagem, com mais algumas batidas. Sua intenção era de dizer ao povo que o bezerro ainda não estava pronto, impedindo-os assim de adorá-lo naquela hora. No entanto, vendo seu irmão parado com uma ferramenta, ajudando a construir a imagem, Moshê entendeu a situação erroneamente, sua cólera se ascendeu contra seu próprio irmão.

"O que este povo te fez", trovejou Moshê, "para que você trouxesse este grande pecado sobre eles?"

Aharon se defendeu: "Por favor, que a ira do meu mestre não seja direcionada a mim. Sabes que os elementos mais baixos do povo têm testado D’us constantemente. Eles exigiram que eu lhes desse alguém que o substituísse, sem saber que ainda estavas vivo. Perguntei se alguém tinha ouro, e eles rapidamente me trouxeram todo o ouro que estava em sua posse e joguei-o dentro do fogo – como é que eu iria saber que sairia este bezerro?"

Apesar de Aharon ter agido da maneira errada, Moshê compreendeu as nobres intenções do seu irmão.

Em seguida, Moshê queima o bezerro no fogo e o tritura até transforma-lo em pó. Moshê misturou o pó com água e o deu de beber a todos os judeus.

Qual foi o sentido disso?

Em primeiro lugar, fez com que todo judeu que pensara que o bezerro era um deus compreendesse que estava enganado. O bezerro não era um deus, pois havia terminado no estômago de um homem!

Em segundo lugar, D’us fez um milagre com a água. Todo judeu que havia servido o bezerro de ouro deliberadamente mas que não podia ser castigado pelo tribunal, pois não havia sido avisado, nem tinha testemunhas que o tivessem visto pecar, sentiu que o estômago se inflava como um balão. Continuou crescendo e crescendo até explodir e ele morrer.

Mas os judeus que não tinham pecado não foram afetados pela água. Àqueles que eram inocentes, Moshê deu uma bênção especial para compensá-los pelo humilhante processo pelo qual tiveram que passar, prometendo: "Seus filhos com certeza entrarão em Israel!"

Moshê proclamou: "Aquele cujo coração for totalmente dedicado a D’us, que venha até mim!" Moshê precisava de pessoas íntegras e capacitadas para formar um tribunal que executasse os pecadores.

Somente a tribo de Levi respondeu ao chamado de Moshê. Todas as outras tribos tinham contribuído com jóias para o bezerro.

Moshê ordenou-lhes: "Desembainhem suas espadas. Todo judeu que foi advertido por duas testemunhas para que não adorasse o bezerro de ouro e que foi visto mais tarde por duas testemunhas a servir ao bezerro, deve ser morto por vocês. Mesmo se o homem for seu parente ou amigo, devem matá-lo!"

Os levitas executaram três mil pessoas com espadas, todos eles egípcios convertidos.

O resto do povo de Israel podia facilmente ter impedido que os levitas matassem esses judeus, mas nem um só deles protestou. Pois os judeus eram verdadeiros justos que obedeciam a Moshê. Sabiam que estes mereciam ser punidos desta forma pelo seu pecado, e aceitaram sem discussão.

Na manhã seguinte, Moshê informou o povo de que ele retornaria ao céu para rogar a D’us que os perdoasse. Moshê, em sua grande sabedoria, primeiramente eliminou o bezerro de ouro, e somente depois pediu Seu perdão.

Moshê raciocinou que seria inapropriado pedir a D’us por perdão enquanto o bezerro ainda existisse.

"Antes vou destruí-lo", pensou, "e depois pedirei perdão a D’us pelo pecado."

Para o povo ele disse: "Vocês agiram muito mal! Todos vocês são culpados por não ter protestado contra o bezerro! Deixem-me retornar a D’us; quem sabe alcançarei o perdão pelo vosso pecado!"

Moshê salva o povo de Israel da destruição

No 19º dia de Tamuz, Moshê subiu ao Céu mais uma vez, lá permanecendo por quarenta dias, até o dia 29 de Av, implorando perdão a D’us.

Ele rezou: "Mestre do Universo, o Senhor mesmo levou-os ao pecado, já que os carregaste de ouro e prata durante o Êxodo do Egito. Um leão só dá uma patada se uma bandeja cheia de carne for colocada ao seu lado."

Moshê, então, apresentou seus argumentos a favor do povo com tanta intensidade que sentiu seu corpo todo ferver. Ele estava realmente doente de preocupação pelo pecado do bezerro de ouro.

"Por que, D’us, Tua ira deve arder contra o Teu povo que tiraste do Egito? Eles nunca tiveram a intenção de fazer do bezerro um ídolo; eles o fizeram com o intuito de criar um intermediário sobre o qual Tua presença pudesse pairar. Mesmo ao fazer o bezerro, eles não Te desprezaram; eles queriam me substituir.

"Mais ainda, leve em consideração o fato de eles terem vivido entre os egípcios, que eram idólatras."

Um pai decidiu que chegara a hora do seu filho começar a ganhar a vida. Ele alugou uma loja em uma área nada respeitável e trouxe-lhe os produtos necessários para que este se transformasse num vendedor de perfumes e cosméticos. Ao indagar um pouco mais tarde sobre o bem-estar do seu filho, foi informado de que este se associara com as libertinas da vizinhança. A ira do pai não tinha limites. "Vou matá-lo por isso!", exclamou. Mas um amigo da família rogou: "Como é que ele poderia ter se portado de outra maneira? Ele é jovem e inexperiente. De todas as possíveis profissões, você escolheu para ele a de um vendedor de perfumes e colocou-o num ambiente corrupto!"

Similarmente, Moshê implorou a D’us: "Não fique irado – Tu os tiraste do Egito, uma terra onde todos adoravam cordeiros. Eles estavam simplesmente imitando os costumes do Egito! Estão acostumados aos ritos daquele país e ainda não se habituaram aos Teus caminhos! Espere um pouco, e eles com certeza farão atos que serão agradáveis perante Ti!

"Se os destruir, os egípcios acreditarão que seus astrólogos predisseram a verdade ao afirmar que o povo de Israel pereceria no deserto. Deixe que a Tua cólera se extinga e revogue o decreto do Teu povo!"

Moshê estava pronto a perder a própria vida pelo povo, fazendo um trato com D’us: "Se não perdoá-los, apague meu nome do Teu livro."

Finalmente, Moshê fez uso da mais poderosa arma de defesa, o mérito dos patriarcas. Voltando-se em direção à caverna de Machpelá, exclamou perante os patriarcas: "Ajudem-me nesta hora, quando seus filhos estão prestes a serem abatidos como cordeiros!" Os patriarcas levantaram-se e posicionaram-se diante dele.

Dirigindo-se a D’us, Moshê orou: "Lembre-se de Avraham, Yitschac e Yaacov, Teus servos para os quais jurastes em Teu Sagrado Nome, ‘Eu multiplicarei sua semente como as estrelas do céu!’ Lembre as doze tribos sagradas, Teus servos, e salve o povo judeu em seu mérito!"

Ao cabo de quarenta dias de incessante oração, D’us finalmente concordou em perdoar o povo de Israel – não em seu próprio mérito, mas por conta dos seus antepassados. Disse D’us: "Levante-se e lidere o povo de Israel até a Terra Santa! Meu anjo, e não Minha presença, irá à frente de vocês. Decidi que, em vez de destruir o povo de Israel de uma vez, removerei os efeitos do seu pecado gradualmente através das gerações. Sempre que cair uma punição sobre o povo judeu por conta de seus pecados, incluirei nela um pouco da punição pelo pecado do bezerro de ouro.

Após Moshê ter orado durante quarenta dias, D’us concordou em não castigar o povo de Israel. Disse: "Ao invés de castigá-los, agregarei uma pequena parte do castigo pelo pecado do bezerro de ouro a cada castigo que impuser aos judeus no futuro."

Moshê, então, retornou ao seu povo. Apesar de ter evocado a piedade Divina, salvando assim o povo da destruição, Moshê ainda não obteve perdão pelo pecado.

Por que o povo judeu cometeu o pecado do bezerro de ouro

A grandeza da Geração do Deserto não pode ser subestimada. D’us a escolheu dentre todas as outras para receber a Sua Torá, sabendo que eles eram justos. Eram fortes em espírito e controlados em sua má inclinação.

Se é assim, por que é que eles tropeçaram no pecado do bezerro de ouro? Por que D’us não os protegeu do pecado, como Ele usualmente procede com os justos?

D’us permitiu que o pecado do bezerro acontecesse para servir como sinal de esperança e encorajamento para os judeus no futuro. O incidente do bezerro de ouro provaria que, não importa o quão distante uma comunidade se desvie do caminho da Torá, nunca estará longe demais para fazer teshuvá. Se, depois de um pecado tão grave como este, o povo judeu foi aceito novamente por D’us, nenhuma comunidade poderá afirmar que caiu baixo demais para retornar a D’us.

É preciso também ter em mente que o grau de dificuldade de um teste é proporcional à grandeza da pessoa (ou da geração). Quanto maior for o nível espiritual, mais severa será a provação: o povo judeu foi submetido a um grande teste. Era exigido que abandonassem o raciocínio humano e que se ativessem à palavra de D’us. (Eles foram testados para ver se colocariam sua fé absoluta nas palavras do profeta de D’us, Moshê. Este prometera que retornaria, portanto era esperado deles que acreditassem, apesar das suas razões lógicas para assumir que Moshê não voltaria, tendo portanto uma justificativa visível para procurar um substituto.)

A subseqüente condenação do pecado da geração por D’us era relativa às suas grandes capacidades. D’us culpou toda a comunidade por não ter protestado. Na verdade, somente os convertidos egípcios (três mil pessoas, ou cinco por cento da população) serviu ativamente ao bezerro de ouro.

Depois do pecado do bezerro, Moshê remove sua tenda para fora do acampamento

Depois do pecado do bezerro, ao ouvir que a presença Divina não permaneceria mais no meio do povo para guiá-los, Moshê raciocinou: "O discípulo deve seguir o exemplo do seu mestre. D’us está aborrecido com o povo judeu, retirou-se do meio deles. Portanto, devo fazer o mesmo."

Ao deixar o acampamento, a presença Divina o seguiu e pairou sobre a sua tenda. Todo aquele que solicitasse D’us deveria ir até a tenda de Moshê. Sempre que Moshê saía de sua tenda, o povo se levantava em respeito a ele, exclamando, admirados: "Vejam este grande homem que tem a garantia de que, aonde quer que ele vá, a presença Divina o seguirá!"

Sempre que o povo de Israel via a nuvem da presença Divina descendo sobre a tenda de Moshê, ajoelhava-se perante ela. Depois que D’us terminava de passar as instruções para Moshê, este retornava ao acampamento para transmiti-las aos anciãos.

Pela maneira deferente com a qual todo o povo se prostrava perante a presença Divina, D’us viu o quanto almejavam o retorno da Sua presença. Por isso, disse a Moshê: "Se tanto o mestre como o aluno demonstram sua cólera para com o povo de Israel, como eles sobreviverão? Retorne ao acampamento!"

"Não retornarei", redargüiu Moshê..

"Se é assim, seu discípulo Yehoshua irá substituí-lo!", disse-lhe D’us.

"Sabes que a minha decepção com eles foi em Tua honra!", replicou Moshê.

Mesmo assim, ele retornou ao acampamento, porém tentou revogar o decreto Divino de que a Presença Divina não mais guiaria o povo de Israel. "Não aceito Tua decisão de que um anjo nos guiará", disse para D’us. "Se for assim, prefiro não sair mais daqui! Não prometeste guiar-nos pessoalmente, apesar de saber do futuro pecado do bezerro? Como então podes dizer agora que mandarás um mensageiro à nossa frente? Se nos tratas desta maneira, não mais seremos distintos de todas as outras nações. Eles são guiados por um anjo da guarda; agora Tu pretendes que nós também sejamos guiados por um anjo? Como posso aceitar esta mudança de liderança?"

D’us concordou com o pedido de Moshê, demonstrando que um justo possui a grandeza de anular um decreto Divino. D’us postergou Seu decreto de mandar um anjo à frente do povo de Israel até a época do sucessor de Moshê, Yehoshua.

Moshê pede para entender os caminhos Divinos

Quando D’us aceitou a oração de Moshê, este percebeu que aquele era um momento de benevolência Celestial. Por isso, aproveitou a oportunidade para apresentar um pedido adicional a D’us:

"Por favor, mostre-me o plano segundo o qual Tu manipulas os acontecimentos do mundo. Mostre-me a futura recompensa que está reservada para os justos!"

"Saiba", disse D’us, "que nenhum olho humano, nem mesmo o do maior profeta, pode contemplar a última recompensa do mundo vindouro. Eu, porém, lhe demonstrarei uma fraca reflexão dos prazeres espirituais do Paraíso. Enquanto Minha Glória passar, cobrir-te-ei com minha nuvem. Você verá uma fração da Minha Glória, porém não poderá vê-la inteiramente enquanto você estiver vivo."

Moshê teve uma visão dos diferentes tesouros reservados aos justos. Eles passaram perante seus olhos. Finalmente, D’us lhe mostrou um enorme tesouro.

"De quem é este?", perguntou Moshê.

"Este é o tesouro daqueles que não têm méritos, mas que lhes outorgo Minha graça, já que sou piedoso."

Aquele tesouro era imenso, pois a maioria das pessoas não são merecedoras da recompensa que D’us lhes outorga.

Moshê aprende de D’us as treze qualidades da misericórdia

Moshê disse a D’us: "Ensina-me a orar pelo povo de Israel depois que pecam. Os judeus quase foram destruídos depois que fizeram o bezerro de ouro. Quero saber qual é a melhor forma de despertar Tua misericórdia no futuro."

D’us respondeu: "Ensinarei a ti Minhas qualidades de misericórdia. Ensina-as aos judeus e diga-lhes: ‘Quando invocarem Minhas treze qualidades de misericórdia hei de perdoar vossos pecados e serei misericordioso convosco.’"

Eis aqui o que D’us ensinou Moshê a orar:

"Ado-nai, Ado-nai E-l Rachum [ve]Chanun Êrech apáyim [ve]Rav chêssed [ve]Emet, Notser chêssed laalafim, Nossê avon [va]Fêsha [ve]Chataá [ve]Nakê"

Estas palavras significam:

1. Ado-nai – Sou um D’us misericordioso com as pessoas antes que pequem (mesmo que saiba que logo pecarão).

2. Ado-nai – Sou igualmente misericordioso com as pessoas depois de pecarem, se fizerem teshuvá (arrependimento).

3. E-l – Julgo a cada pessoa autenticamente.

4. Rachum – Sou misericordioso com os pobres e oprimidos e os salvo de seus opressores.

5. Chanun – Sou generoso mesmo com aqueles que não o merecem.

6. Êrech apáyim – Demoro a castigar, mesmo a um malvado. Sou lento a castigá-lo pois lhe dou tempo para fazer teshuvá.

7. Rav chêssed – Minha qualidade de bondade é tão grande, que posso salvar uma pessoa do castigo mesmo que seus pecados sejam mais numerosos que seus méritos.

8. Emet – Pago a recompensa que prometi àqueles que merecem.

9. Notser chêssed laalafim – Se uma pessoa cumpre uma mitsvá recompenso seus filhos até duas mil gerações posteriores.

10. Nossê avon – Perdôo até uma pessoa que pecou porque seu instinto mau o persuadiu a fazer o mal, se faz teshuvá.

11. Fêsha – Perdôo até uma pessoa que pecou com a intenção de causar-me aborrecimento, se fizer teshuvá.

12. Chataá – E perdôo o pecado cometido intencionalmente.

13. Nakê – Se um pecador faz teshuvá, suspendo seu castigo e voltarei a ser bondoso com ele.

Além de ensinar a Moshê treze qualidades de misericórdia, D’us lhe ordenou que repetisse ao povo judeu a advertência de não forjar imagens. Não queria que voltassem a pecar como o haviam feito com o bezerro de ouro.

D’us também ensinou a Moshê mais leis sobre as festividades: Pêssach, Shavuot e Sucot. E introduziu Rosh Hashaná e Yom Kipur, momentos de julgamento e perdão. Advertiu Moshê: "O povo judeu guardará somente as festividades de D’us e não estabelecerá suas próprias festividades como o fez quando pecou com o bezerro de ouro."

Moshê permanece no Céu por quarenta dias para receber as segundas tábuas

D’us ordenou a Moshê que esculpisse um segundo par de tábuas. "Já que você quebrou as primeiras tábuas, é seu dever de esculpir as novas.", disse-lhe D’us.

D’us lhe revelou uma jazida de safira dentro da terra abaixo de sua tenda. Moshê usou aquela safira para esculpir as novas tábuas. D’us presenteou Moshê com o material restante. Moshê ficou muito rico. Ele não coletara nenhum dos despojos do Egito na hora do Êxodo; em vez disso, estava ocupado localizando o caixão de Yossef e preparando-o para a jornada no deserto. Por isso, agora foi recompensado por D’us com riquezas.

Moshê se tornou um homem muito rico. Mas ele não considerava as riquezas importantes. Sabia que o dinheiro acompanha a pessoa apenas enquanto vive (e às vezes, até o perde antes). Porém, há uma forma de riqueza que permanece junto a uma pessoa para sempre: seu conhecimento da Torá. Esta é a verdadeira riqueza que Moshê valorizava.

D’us ordenou a Moshê que subisse ao cume do monte Sinai cedo pela manhã, sozinho, dizendo: "As primeiras tábuas foram dadas ostensivamente, em meio a uma demonstração pública. Por isso foram quebradas. Estas segundas tábuas devem ser dadas de forma discreta e sem alarde."

Moshê subiu ao monte Sinai no primeiro dia de Elul e permaneceu no campo Celestial por quarenta dias. Esta foi a sua terceira estadia no Céu (perfazendo um total de cento e vinte dias).

Durante estes quarenta dias no Céu, D’us ditou para ele toda a Torá e lhe ensinou sua explicação oral.

No dia 10 de Tishrei, D’us perdoou o povo de Israel pelo pecado do bezerro, dando a Moshê as segundas tábuas nas quais Ele escrevera tudo novamente. D’us designou este dia como um dia de perdão para todas as futuras gerações: o chamado Yom Kipur.

O rosto de Moshê resplandece

Quando Moshê regressou do Monte Sinai em Yom Kipur com as segundas tábuas, os judeus se afastaram dele, temerosos. Pois seu rosto brilhava com um resplendor tão forte como se emitisse raios de sol. As pessoas não se atreviam a aproximar-se. "Talvez Moshê seja um anjo de D’us", exclamaram.

Seu receio era por conta do pecado do bezerro; antes do seu pecado, eles eram capazes de visualizar o fogo de glória Divino no Monte Sinai sem medo. Tendo pecado, no entanto, eles tremiam mesmo diante dos raios que brilhavam na face de Moshê.

Moshê chamou os anciãos, e lhes disse: "D’us os perdoou pelo pecado do bezerro de ouro e lhes deu novas tábuas. Os anciãos perguntaram a Moshê por que seu rosto brilhava, e descobriram que Moshê nada sabia sobre isso. Nem sequer percebera que lhe havia acontecido algo de especial. Quando o povo viu os anciãos falarem com Moshê, finalmente se atreveram a chegar perto.

Por que D’us fez o rosto de Moshê resplandecer?

D’us queria mostrar ao povo como Moshê era especial. Haviam pecado terrivelmente ao buscar um novo guia quando Moshê demorou a descer do Monte Sinai. O povo deveria ter permanecido fiel a Moshê, pois era um homem tão nobre que os raios da Shechiná resplandeciam sobre seu rosto.

Moshê viu-se forçado a cobrir sua face fulgurante com um véu, somente descobrindo-a ao falar com D’us ou ao ensinar as palavras de D’us para o povo de Israel.

Quando o povo de Israel dedicava-se ao estudo da Torá, eram imbuído de força para suportar a visão dos raios de glória. Esta é uma demonstração da grandeza à qual o estudo da Torá é capaz de elevar um ser humano.

 

Fonte: http://www.chabad.org.br/

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