Tu Bishvat – 9 de fevereiro, 2009 – 15 de Shevat (continuação)

 
 
Ficha técnica
 
TU BISHVAT
Ano Novo das Árvores
Comemora-se: 15 de Shevat
Duração: 1 dia
Proibições: Nenhuma, dia normal.

COSTUMES

Tu Bishvat é celebrado comendo-se várias espécies de frutas, algumas da nova estação. Especificamente é costume comer dos frutos pelos quais a Terra de Israel é enaltecida. São
mencionadas sete espécies (duas de grãos e cinco de frutas) conforme o versículo da Torá: "Uma terra de trigo e cevada, uva, figo e romã; uma terra de azeitona e mel (de tâmaras)."

 

Este dia possui um significado especial, pois o ser humano é comparado à árvore, conforme escrito na Torá: "Pois o homem é como uma árvore no campo."

Uma árvore brota a partir de uma semente; cresce, atinge a maturidade, dá frutos, e de suas sementes outras árvores crescem, frutificam-se, etc. Assim também é o ciclo da vida humana.

 

 

O embrião se desenvolve, nasce, cresce e amadurece e, com o passar dos anos, o ser humano se reproduz. Os frutos do judeu são Torá e mitsvot. Assim como árvores brotam a partir de uma semente, também deve-se assegurar que mais judeus cresçam espiritualmente, gerando seus próprios frutos. Um judeu não pode se contentar apenas com sua colheita espiritual e sim, deve aproximar outros de sua herança.

Uma árvore é parte do reino vegetal. Plantas, ao contrário dos animais, morrem se forem desenraizadas do solo; sobrevivem apenas quando continuam recebendo nutrientes da fonte. Um judeu, também, subsiste e cresce espiritualmente apenas quando ligado a sua fonte: Torá e judaísmo. Não é suficiente estudar Torá ou cumprir mitsvot uma só vez; é preciso receber constantemente alimento da fonte. E da vida.

Tu Bishvat: o ano novo das árvores

 

 

Antigamente, o povo judeu na Terra Santa comemorava o décimo quinto dia do mês hebraico de Shevat como o marco do início da nova estação dos frutos em Israel. Esta época do ano marca o ponto médio do inverno quando a força do frio diminui, a maioria das chuvas do ano já caiu e a seiva das árvores começa a subir. Como resultado, os frutos começam a se formar. Esta data até hoje é comemorada como o aniversário das árvores em Israel.

Da mesma forma como D’us faz com os seres humanos, no primeiro dia de Tishrei, Rosh Hashaná, D’us no dia 15 de Shevat determina qual a quantidade de frutos e folhas que cada árvore produzirá durante o ano; se crescerá satisfatoriamente, florescendo ou secará até morrer. Isto demonstra que o Criador do Universo e de todas as espécies, inclusive plantas e árvores, cuida de cada uma de Suas criaturas, determinando seu destino.

As frutas crescidas antes desta data eram consideradas frutas "velhas", e as que eram colhidas a partir desta data, eram recebidas como "novas". Esta distinção era essencial no tocante aos mandamentos da Torá de separar a terumá e o maasser – a separação dos frutos destinados aos cohanim e leviyim.

A tribo de Levi não possuía campos ou pomares. Seus membros dedicavam-se integralmente ao serviço Divino no Templo Sagrado e ao ensinamento do conhecimento de D’us ao povo. Por este motivo, a Torá ordena que uma certa parte da colheita deva ser outorgada a eles.

Atualmente o Rosh Hashaná La’ilanot, Ano Novo das Árvores, é comemorado através da recitação de bênçãos antes e após a degustação de frutos novos da estação, especialmente as espécies de frutas da Terra de Israel: azeitona, tâmara, uva, figo e romã e outras novas para que se possa recitar a bênção adicional, Shehecheyánu. Ao provar dos novos frutos e recitar as bênçãos reconhecemos D’us como o Criador do mundo, da natureza e de tudo nela contido.

Uma analogia entre a árvore e o ser humano pode ser feita. Assim como a árvore está em constante crescimento, também nós devemos crescer; do mesmo modo como produz seus frutos, também devemos produzi-los. Em Tu Bishvat devemos renovar o crescimento pessoal, assim como as árvores começam a retirar a umidade e nutrientes da terra.

A raiz simboliza a conexão com a fonte, nossa fé; o tronco representa a parte principal que sustenta e representa o estudo da Torá e o cumprimento das mitsvot e o fruto está ligado com o resultado: a meta atingida, nossa influência positiva e contínua na preservação de nossos valores. Devemos constantemente lembrar que acima da natureza encontra-se D’us "regando" seus filhos através do legado do estudo e prática da Torá, os verdadeiros recipientes de bênçãos para que possam crescer continuamente em todas as estações.

O Sêder de Tu Bishvat

Há diversas formas de comemorar este dia tão especial em nosso calendário. Refletir sobre a imensidão dos milagres encontrados na natureza, já é um forte motivo para celebrar a data de Tu Bishvat.

Preservar a natureza, plantar árvores, transmitir amor e cuidados com as plantas, também é positivo. Mas comemoramos o aniversário das árvores agradecendo ao Criador pelas bênçãos que nos envia nos fornecendo sustento e abençoando todas Suas criaturas através da ingestão de novos frutos, conforme o costume askenazita, ou conforme os sefaraditas. Estes seguem a comemoração cabalística originária da cidade de Tsefat, que toma a forma de um sêder, similar ao de Pêssach, onde cerca de 12 frutas seguem uma determinada ordem de degustação, acompanhadas por leituras específicas.

 

As doze frutas

 

 

  Trigo

É a base de sustento, mas necessita de muito trabalho para crescer, ser colhido e processado (a cevada, embora não esteja incluída neste sêder, é uma das sete espécies pelas quais Israel é enaltecida. Usada com frequência para alimentar animais, sua designação para o ômer inspira nossos esforços na subjugação de nosso instinto animal).

Azeitona

Fornece o melhor óleo quando o fruto é esmagado. O azeite flutua sobre outros líquidos.

Tâmara

É frequentemente uma metáfora para a retidão, pois a tamareira é alta, frutífera e impenetrável a mudança de ventos, assim como devemos ser.

Uva

Possui a capacidade de transformar-se em diferentes tipos de alimentos (passas) e bebidas (vinho), da mesma forma como cada um possui o potencial de êxito em algum aspecto da Torá e no cumprimento de seus preceitos e pode ser especial a sua maneira.

Figo

Deve ser colhido assim que amadurece, pois logo estraga. Analogamente, devemos ser rápidos nas mitsvot (preceitos) à mão antes que a oportunidade seja perdida.

Romã

Assim como as mitsvot, a romã possui 613 sementes (se você tiver paciência de contar!) lembrando que "mesmo a pessoa que possui falhas, está repleta de méritos, assim como uma romã é repleta de sementes."

Etrog

É considerado extremamente belo e é fundamental na festa de Sucot. A cidra permanece na árvore durante todo o ano, beneficiando-se de todas as estações, ensinando que devemos ser autênticos o ano todo.

Maçã

Ela leva 50 dias para amadurecer, do mesmo modo que os judeus levam 50 dias para amadurecerem entre a saída do Egito em Pêssach e Shavuot, preparando-se para o recebimento da Torá. Assim como a macieira produz frutos antes das folhas, assim devemos cumprir mitsvot sem o pré-requisito da compreensão, conforme afirmamos na outorga da Torá: "Nassê venishmá", "Faremos [e depois] entenderemos."

 
Noz

 

A noz divide-se em quatro, correspondendo às letras do Tetragrama e às quatro "rodas da Carruagem Divina". Como possuem duas cascas que devem ser removidas, uma dura e outra mole, assim também devemos sofrer a circuncisão física e espiritual.

Amêndoa

Significa entusiasmo em servir a D’us, pois a amendoeira é sempre a primeira a florescer. É por isto que o cajado de Aharon fez brotar especificamente amêndoas.

Alfarroba

Demora mais para crescer que qualquer outra fruta. Lembra-nos da necessidade de investir muitos anos no estudo da Torá para obter um entendimento claro e valioso.

Pêra

Pêras de diferentes cepas ainda mantêm muita afinidade, nos ensinando a importância de nos mantermos coesos promovendo a união de nosso povo.

 

Fonte: http://www.chabad.org.br/

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