Entrevista: Mashina – considerada a maior banda de rock de Israel

 

Yuval Banai (vocalista), Avner Hodorov (pianista), Michael Benson
(baixista), Shlomi Bracha (guitarrista), Yggy Dayan (baterista)

 

Que tipo de musica vocês ouviam no início de carreira e quais os cantores de Israel que vocês mais curtem?

A música que mais nos influenciou foi o rock dos anos 70. Depois vivenciamos o “new wave” dos anos 80 e foi o início de nossa carreira. Ouvimos mais a música de periferia e não o “pop” comercial. Com o rock ocidental que tocava pelo mundo, mesclamos um pouco de elementos orientais música de nossas raízes. Em Israel nossa música fazia parte da música de muitos artistas que tocavam conosco na noite e nos clubes, como Rami Fortis, Jean Conflict, Minimal Compact e a banda Click. Curtimos bastante no passado Shalom Hanoch, Arik Einstein, Kaveret, Ariel Zilber e hoje também, além da músicas israelenses antigas que nos acostumamos a ouvir desde a infância.

Conhecem algo sobre a música brasileira? Qual é a expectativa de tocar no Rio de Janeiro?

No mundo todo tocam a música brasileira e aqui em Israel também. Ela é de muita qualidade. A Debi cunhada do baterista Yggy é brasileira e sua família sempre esteve envolvida com a música brasileira em Israel. Ela nos apresentou a vários artistas, ritmos e sons variados. Ouvimos Gilberto Gil, Gal Costa, Caetano e Tom Jobim que vieram se apresentar em Israel, além de bandas como os Paralamas, Kid, Barão que também gostamos. Estamos realmente bastante emocionados e ansiosos de conhecer o Rio de Janeiro e tocar na festa do Habonim. Ouvimos de várias pessoas que já estiveram no Brasil sobre o importante trabalho do movimento juvenil. Sobre o Brasil, ouvimos sobre as praias, as paisagens, a boa comida, mas o que mais marca as pessoas com quem conversamos, é a solidariedade e a simpatia do povo brasileiro.

O que o Mashina pode transmitir aos jovens? Vocês acham que a música pode ser uma forma de aproximação entre os povos?

Através da nossa música podemos transmitir um pouco mais de nossas raízes, nossa cultura e nossa realidade. A música é parte importante na vida do nosso povo e na educação judaica, principalmente aos jovens da diáspora. É uma forma também de aproximar os judeus espalhados pelo mundo do Estado de Israel. Afinal de contas como diz uma de nossas músicas “ein makom acher” (“não há outro lugar”). Temos nos apresentado muito para o público geral, fora da comunidade judaica e israelense que vive fora de Israel. Achamos que a música, sim, tem um papel importante na aproximação e coexistência entre os diferentes povos. Quando a mensagem na música é positiva, de paz e apolítica, como é a nossa música, o público sente e se identifica. Se todos aqueles que brigam entre si, tocassem e cantassem, acreditamos que não teríamos guerras no mundo.

Artistas de Israel às vezes são hostilizados em alguns países por onde se apresentam. Isso já aconteceu com o Mashina?

Sempre escutamos de colegas que, infelizmente, isso ainda acontece em alguns países. Fizemos há pouco tempo alguns shows na Suíça e nos EUA. Teve um caso de uma passeata anti-Israel na mesma hora que nos apresentávamos num grande teatro. Só soubemos do episódio depois do show ter acabado. Mas não nos recordamos de sofrer atos hostis pela nossa condição de judeus israelenses. Graças a Deus, dos shows, lembramos sempre do carinho e reconhecimento do público pelo nosso trabalho.

Como é a agenda da banda e como será o próximo trabalho?

O Mashina vem se apresentando bastante em Israel e em vários países pelo mundo. Viajamos muito aos Estados Unidos. Em maio deste ano fizemos dois shows memoráveis para milhares de pessoas. Um em Los Angeles e o outro em Nova York. Em Israel terminamos agora uma grande turnê com o cantor Ehud Banai e estamos concentrados na gravação de um DVD baseado no nosso Show Unplugded com os melhores momentos de nossas carreiras. Cada músico da banda tem a sua carreira paralela, mas estar com a banda compondo, cantando e curtido juntos tantos anos na estrada é um prazer e é gratificante. Somos praticamente uma só família. A todos no Brasil, nossa mensagem é de Shalom e esperamos que gostem do show e venham nos assistir também em Israel.

 

Fonte: Jornal ALEF: Ano 14 | Edição 1.255 | 03 de dezembro de 2008 –  www.jornalalef.com.br 

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