SOLIDÃO, NEM MAIS NEM MENOS

 

 

brunokampel

Por Bruno Kampel
 
 
A solidão é a capital do silêncio e o país no qual habitam todas as ausências. É uma cidade povoada por ruas que não se cruzam, por esquinas que não se encontram, por nuvens que sempre chovem, por humanos que não se entendem, por perdidos que não se acham, e sempre que nos deixamos hipnotizar por seus mutismos definitivos e as suas respostas sem perguntas, escorregamos nas entrelinhas da nossa angustia existencial, porque nos transformamos num mero cenário sobre o qual o medo de ter medo de estar sozinhos pesa mais do que o desejo de estar acompanhados; e o silêncio que nos impede vocalizar o que pensamos e sentimos fala mais alto do que a necessidade de esgrimir sonoramente o direito ao uso da palavra; e o temor reverencial que o calar nos impõe é mais forte que a vontade de gritar de alegria e tremer de emoção com que sonhamos.
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