MULHERES NA TORÁ – Grupo Chassidismo

 

PELA REFUAH SHLEIMAH DE CHAIM DAVI BEN MESSODY, SHMIL CHUNE BEN ROIZEN, LAIA BAT BAIA E TODOS AQUELES QUE NECESSITAM DE UMA CURA IMEDIATA.
SHABAT SHALOM!


B"H

16 de Cheshvan de 5769 * 14 de Novembro de 2008

MULHERES   NA   TORÁ

Parashá Vayeira

Uma Rosa Com Qualquer Outro Nome

Seu nome define você? Você sabe o que significa seu nome? Você consideraria como um objetivo viver à altura do significado de seu nome? Meu nome em inglês é Stacey, cujo significado não é adequado para ser impresso em uma revista judaica. Basta dizer que eu descobri seu significado em uma aula de gramática grega antiga na qual o professor nos apresentou a terminologia grega de certos conceitos fundamentais de uma religião ocidental que se separou do Judaísmo por volta do início da era comum. Meu nome judaico é Zesil Nechama, “doce conforto”. Este é o meu desafio, o meu objetivo: como posso viver à altura deste nome? Às vezes é muito mais fácil ser Stacey.

Sarah, a mãe do Povo Judeu, tinha três nomes. Muitos estão acostumados com seu nome de Sarai, anterior a Yitzchak. Tanto Sarai quanto Sarah significam “princesa”. D’us mudou os nomes de Sarah e Avraham, adicionando a ambos a letra hebraica “hey” como parte de sua renovação espiritual ao se tornarem os pais do Povo Judeu. Muitas pessoas não estão cientes do terceiro nome de Sarah, Yiscah. Entre as listas de genealogias no final da Parashá de Noach, que lemos duas semanas atrás, nós somos primeiro apresentados a Sarah, conhecida, então, como Sarai. A Torá nos diz: “E Avram e [seu irmão] Nahor pegaram para si esposas. O nome da esposa de Avram era Sarai, e o nome da esposa de Nahor era Milkah, a filha de Haran, pai de Milkah e pai de Yiscah”  (Bereshit 11:20). Em virtude da interseção literária, parece que o nome de Sarai é equivalente a Yiscah! (O nome Yiscah foi primeiro transposto para o inglês por Shakespeare em “O Mercador de Veneza” como a personagem Jéssica). Os Sábios perguntam por que ela é chamada Yiscah, um nome que só aparece uma vez em toda a Torá? Sua resposta é baseada na definição etimológica de seu nome. O nome Yiscah tem, dentro dele, as letras hebraicas que significam “ver” ou “visão”. Os Sábios nos dizem que Sarah via, com ajuda da Inspiração Divina. Ela era uma profetisa, a primeira mulher profetisa da Torá.

Mesmo que tenhamos aprendido a duas semanas que Sarah era uma profetisa, nós não vemos suas profecias em ação até esta semana na porção Vayeira. Depois que Sarah dá à luz e desmama Yitzchak, ela fica incomodada pelo que vê nas interações de seu filho com Yishmael, o filho de sua serva Hagar, entregue por ela a Avraham antes que fosse capaz de conceber. Ela diz a Avraham que Hagar e Yishmael deviam ser expulsos da casa. Compreensivelmente, isto foi muito difícil para Avraham: como poderia ele abandonar sua concubina e seu filho primogênito? D’us intervém e diz a Avraham: “Não considere isto errado aos teus olhos por causa do menino e de sua escrava. Sobre tudo que Sarah te disser, ouça-a, pois [somente] através de Yitzchak a semente será considerada tua” (Bereshit 21:12). A aprovação das palavras de Sarah por D’us mostra que ela não era apenas uma mãe preocupada com seu único filho. Em vez disso, ela era uma profetisa preocupada com o futuro do Povo Judeu!

O Maharal de Praga (filósofo judeu do século 16) formula uma surpreendente questão sobre o uso do nome de Sarah nestas duas passagens. Ele pergunta se não teria feito mais sentido para o nome Yiscah, relacionado com profecia, se ele tivesse sido usado na passagem acima em vez de apenas aparecer na lista das genealogias. Não teria feito mais sentido tanto em termos de oferecer um entendimento mais claro à primeira frase e também reforçando a postura profética desta frase?

O Maharal soluciona esta questão com uma incrível percepção sobre o caráter de Sarah e o significado de seus nomes. A Torá está, na verdade, nos enviando uma mensagem muito importante sobre nossos ancestrais espirituais ao escolher estes nomes. Ao usar o nome Yiscah tão cedo nas genealogias ao se referir a ela como a filha de Haran – sem relação com seu papel como esposa de Avraham – a Torá está nos dizendo que Sarah tinha seu próprio e exclusivo relacionamento com D’us, independente da conexão de Avraham com o Todo-Poderoso. Ela era uma profetisa por mérito próprio, enquanto também era conhecida simplesmente como a filha de Haran antes de ser a esposa de Avraham! Avraham (que significa “pai de uma grande nação”) e Yiscah/Sarah (“princesa profética”) eram dois indivíduos que buscavam por D’us em um mundo de idolatras. Eles se encontraram com poderes espirituais iguais que os uniu de forma a provocar uma revolução espiritual monoteísta sentida através de todo o mundo e atingindo incontáveis gerações da humanidade.

À medida que continuamos nos beneficiando da contribuição de Sarah como uma princesa profética, nós podemos agradecer a ela por ter sido capaz de cumprir as expectativas de seu nome. Eu fico “docemente confortada” em saber que meu nome não tem estes objetivos elevados e de tão longo alcance. Eu simplesmente preciso me relacionar com aqueles à minha volta. Através da inspiração de Sarah, que nós possamos nos esforçar para cumprirmos as expectativas de nossos nomes.

 

 Por Stacey Goldman, professora de Torá.

 Tradutor: Moishe (a.k.a. Maurício) Klajnberg


RESUMO DA PARASHÁ VAYEIRA

Bereshit 18:1 – 22:24

D’us Se revela a Avraham três dias após a primeira circuncisão de um Judeu aos 99 anos de idade; mas Avraham corre para preparar uma refeição para três hóspedes que aparecem no calor do deserto. Um dos três – que eram anjos disfarçados de homens – anuncia que, em exatamente um ano, Sarah, que era estéril, dará à luz um filho. Sarah ri.

Avraham implora a D’us para poupar a perversa cidade de Sodoma. Dois dos três anjos disfarçados chegam na cidade condenada, onde o sobrinho de Avraham, Lot, lhes estende sua hospitalidade e os protege das más intenções de um grupo de sodomitas. Os dois hóspedes revelam que vieram para arruinar o lugar e para salvar a Lot e sua família. A esposa de Lot se transforma em um pilar de sal ao desobedecer à ordem de não olhar para a cidade em chamas durante a fuga.

Enquanto se escondiam em uma caverna, as duas filhas de Lot — acreditando que elas e seu pai eram as únicas pessoas que sobreviveram em todo o mundo — embebedaram seu pai, deitaram-se com ele e ficaram grávidas. Dos dois filhos nascidos deste incidente, originaram-se os povos de Moab e Amon.

Avraham se muda para Gerar, onde o rei filisteu Avimelech leva Sarah – que foi lhe apresentada como irmã de Avraham – para seu palácio. Em um sonho, D’us alerta Avimelech de que ele morrerá a menos que devolva a mulher ao seu marido. Avraham explica que ele temia ser morto devido à bela Sarah.

D’us lembra Sua promessa a Sarah e dá a ela e a Avraham um filho, que é chamado de Isaac (Yitzchak, que significa “sorrirá”). Isaac é circuncidado aos oito dias de nascido; Avraham tem 100 anos e Sarah tem 90 ao nascer seu filho.

Hagar e Yishmael são banidos da casa de Avraham e vagam pelo deserto; D’us ouve o choro do rapaz moribundo e salva sua vida mostrando um poço de água à sua mãe. Avimelech faz um tratado com Avraham em Be’er Sheva, onde este lhe dá sete carneiros como um sinal da trégua.

D’us testa a devoção de Avraham ordenando-o a sacrificar Isaac no Monte Moriah (o Monte do Templo) em Jerusalém. Isaac é amarrado e colocado sobre o altar e Avraham levanta sua faca para matar seu filho. Uma voz dos céus manda-o parar; um cordeiro, preso pelos chifres nos arbustos, é oferecido no lugar de Isaac. Avraham recebe a notícia do nascimento de uma filha, Rebeca, para seu sobrinho Bethuel.


RESUMO DA HAFTARÁ VAYEIRA

Reis II 4:1-37

Na leitura da Torá desta semana, D’us promete um filho a Avraham e Sarah, apesar da idade avançada sem filhos de Sarah. A Haftará desta semana descreve um incidente similar que ocorreu muitos anos depois – o profeta Elisha assegurando a uma mulher idosa e sem filhos que ela daria a luz a uma criança.

A Haftará discute dois milagres praticados pelo profeta Elisha. O primeiro milagre envolveu uma viúva que tinha pesadas dívidas e seus credores estavam ameaçando levar seus dois filhos como escravos como pagamento da dívida. Quando o profeta perguntou-lhe o que ela tinha em sua casa, a viúva respondeu que ela não tinha nada além de um frasco de óleo. Elisha lhe disse para reunir todos os recipientes vazios que conseguisse – também pegando emprestado dos vizinhos e amigos. Ela deveria, então, derramar óleo de seu frasco nos recipientes vazios. Ele fez como ordenado e, milagrosamente, o óleo continuou a fluir até que o último recipiente vazio fosse enchido. A mulher vendeu o óleo com um excelente lucro e teve dinheiro suficiente para pagar suas dívidas e viver confortavelmente.

O segundo milagre: Elisha passava com freqüência na cidade de Shunam, onde jantava e dormia na casa de um casal hospitaleiro. Este casal até construiu um aposente adicional em sua casa, um quarto de hóspedes designado para o uso de Elisha. Quando o profeta soube que o casal não tinha filhos, ele abençoou a mulher para que ela desse à luz a uma criança exatamente um ano depois. E, de fato, um ano depois, um filho nasceu para o casal de idosos.

Alguns anos depois, o filho queixou-se de dor de cabeça e morreu logo depois. A mulher shunamita deitou o corpo sem vida do filho sobre a cama no quarto de Elisha e rapidamente mandou chamar o profeta. Elisha correu à casa da mulher e milagrosamente trouxe o filho de volta à vida.


HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT

 

 

Rio de Janeiro

S. Paulo

P. Alegre

Brasília

Belém

Salvador

Início do Shabat (Sexta-Feira)

16 de CHESHVAN de 5769 (14 de NOVEMBRO de 2008)

Acender as velas ANTES do horário indicado

18:52

19:08

19:38

19:00

17:44

17:20

Final do Shabat  (Sábado)

17 de CHESHVAN de 5769 (15 de NOVEMBRO de 2008)

20:02

20:19

20:49

20:11

18:54

18:30

 

Para outros locais, clique em: http://www.chabad.org.br/datas/calendario/velas.html

 

Na sexta-feira, acenda as velas somente ANTES do horário indicado. 

 

Cubra os olhos com as mãos e fale a seguinte bênção, descubra os olhos e olhe para as chamas das velas:

 

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel Shabat kodesh.

 

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos e nos ordenou acender as velas do sagrado Shabat.

 

Por: chassidismo@googlegroups.com em nome de Chassidismo (chassidismo@terra.com.br)

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