MULHERES NA TORÁ

PELA REFUAH SHLEMAH DE CHAIM DAVID BEN MESSODY, MOSHE YEHUDAH BEN SHEVA RUCHEL E TODOS AQUELES QUE NECESSITAM DE UMA CURA IMEDIATA.

TENHAM TODOS UMA ÓTIMA SEMANA, SAUDÁVEL E PRÓSPERA, PLENA DE TORAH E MITZVOT!


B"H

2 de Cheshvan de 5769 * 31 de Outubro de 2008

M U L H E R E S   N A   T O R Á

Parashá Noach

Causando Problemas Juntos

 

“Mamãe, eu acho que nós quebramos alguns vidros…”.

 

Era hora de intervir. Eu tinha propositalmente desconsiderado os risos, terem levado as almofadas dos quartos para a sala de estar. Eu fechei meus ouvidos aos ruídos que os travesseiros e as roupas de cama faziam quando eram arremessados para a sala. Eu ignorei o barulho das pancadas que os pequenos meninos faziam quando pulavam sobre pilhas de cobertores e travesseiros empilhados no alto.

Eles sabiam que eu não aprovaria a bagunça, mas eles estavam se divertindo tanto! Contra o meu melhor julgamento, eu gostei de ouvir meus meninos planejando e esquematizando, querendo cumprir sua missão secreta sob o radar dos meus olhos atentos. Isto era claramente um esforço em conjunto. Eles tinham formado seu próprio comitê de engenharia e construíram a melhor pista de aterrissagem que nossa mobília tinha a oferecer. Mas, agora, havia vidro. Alguém tinha tido a brilhante idéia de ver o quê aconteceria se um porta-retratos de vidro fosse colocado em cima de uma pilha de almofadas. Ele seria catapultado? De fato. Havia vidro quebrado por todo o carpete.

Era hora de acabar com a bagunça. Os meninos foram ordenados a colocarem seus sapatos e retornarem cada um ao seu local apropriado. O aspirador de pó foi ligado e os estalos dos cacos sendo aspirados através do tubo colocaram um fim definitivo na farra.

Você pode estar se perguntando por que eu não intervim antes. Eles estavam literalmente virando a casa de cabeça para baixo e estragando, mais do que o habitual, alguns itens da casa. Por que eu esperei tanto?

Eu copiei o exemplo do Pai Perfeito, D’us. A Torá nos mostra na Parashá desta semana que paz é tão equivalente a uma sociedade funcional que D’us está disposto a fazer vista grossa para a motivação profana de seus filhos se eles estiverem se esforçando para alcançarem seus objetivos de forma harmoniosa.

A Parashá Noach relata duas histórias sobre ações humanas que mereceram a punição Divina. Primeiro, e mais importante, é o dilúvio que destruiu toda a humanidade exceto Noach e sua família. Os Sábios nos dizem que a geração de Noach cometeu todos os tipos de pecados idólatras. Sua destruição final, entretanto, veio como resultado de roubo: o desrespeito definitivo do homem por seu companheiro.

A segunda história é um pouco mais sutil. Nos é contado sobre um grupo que tinha um mesmo idioma. Eles se reuniram para construir uma cidade com uma torre que atingiria os Céus. De acordo com os Sábios, esta torre permitiria que eles guerreassem com D’us. Nós lemos sobre a construção de tijolos e argila e o que parece ser a conclusão da torre até que D’us desce e evita que eles terminassem a cidade dispersando-os por toda a terra e misturando seus idiomas.

Rashi – o principal comentarista da Torá – faz uma brilhante pergunta: por que a geração de Noach, cujos maiores pecados não eram explicitamente contra D’us, foi completamente destruída, enquanto esta outra geração, cujo objetivo final era lutar contra D’us, foi simplesmente dispersada? Em sua resposta, Rashi nos ensina uma importante lição sobre D’us e nosso papel como membros da raça humana:

A Geração do Dilúvio era de ladrões e havia hostilidade entre eles, e, portanto, eles foram destruídos. Mas eles, os construtores, se comportaram com amor e amizade entre eles, como está escrito (versículo 1): “Uma linguagem e palavras uniformes”. Assim, você aprende que a discórdia é abominável e que a paz é grandiosa.

Nós vemos a imagem de D’us tendo orgulho de seus filhos, mesmo quando eles estão determinados a pegá-Lo! Mas, depois de desfrutar alguns momentos considerando aquele amor de uns pelos outros daquela geração, Ele precisou colocar um fim definitivo em suas travessuras.

Como mãe, eu tenho a responsabilidade de ensinar aos meus filhos a fazerem a coisa certa. Mas, a coisa certa pode significar, pelo menos por um breve momento, se unirem e cooperarem. Quando este amor fraternal não for pelo bem maior, eu realmente preciso colocar um fim a ele. Enquanto isso, no entanto, por alguns breves momentos, eu posso kvell (uma expressão em Yiddish que significa orgulhar-se) de como lindamente eles brincaram juntos e o respeito mútuo que meus filhos estão desenvolvendo um pelo outro.

 

Por Stacey Goldman

 

Tradutor: Moishe (a.k.a. Maurício) Klajnberg


RESUMO DA PARASHÁ NOACH
 
 
Bereshit 6:9-11:32
 

 
D’us instrui Noach – o único homem justo em um mundo consumido pela violência e corrupção – a construir uma grande

teivah (“arca”) de madeira, coberta por dentro e por fora com piche. Um grande dilúvio, diz D’us, varrerá toda a vida da face da terra; mas a arca flutuará sobre a água, protegendo Noach e sua família e dois membros (macho e fêmea) de cada espécie animal.

A chuva cai por 40 dias e noites e as águas se agitam por mais 150 dias antes de se acalmarem e começarem a recuar. A arca se assenta no Monte Ararat e, de sua janela, Noach envia um corvo, e depois uma série de pombas, “para verem se as águas se abateram da face da terra”. Quando a terra seca completamente – exatamente um ano solar (365 dias) depois do início do Dilúvio – D’us ordena a Noach para sair da teivah e repovoar a terra.
 
Noach constrói um altar e oferece sacrifícios a D’us. D’us jura nunca mais destruir toda a humanidade por causa de suas ações e envia um arco-íris como um testemunho de Seu novo pacto com o homem. D’us também ordena a Noach sobre a santidade da vida: assassinato é considerado uma ofensa capital e, apesar de ser permitido ao homem comer a carne dos animais, ele está proibido de comer a carne ou o sangue tirado de um animal vivo.
 
Noach planta um vinhedo e fica bêbado com o seu fruto. Dois dos filhos de Noach, Shem e Jafet, são abençoados por cobrirem a nudez de seu pai, enquanto o terceiro filho, Ham, é amaldiçoado por tirar vantagem de sua humilhação.
Os descendentes de Noach permanecem como um único povo, com um idioma e cultura únicos, por dez gerações. Então, eles desafiam seu Criador construindo uma grande torre para simbolizar sua própria invencibilidade; D’us confunde suas linguagens de modo a que “um não entende a língua do outro”, fazendo com que eles abandonem seu projeto e se dispersem pela superfície da terra, dividindo-se em setenta nações.
 
A Parashá Noach termina com uma cronologia das dez gerações desde Noach até Avram (depois Avraham) e a jornada deste último de sua terra natal em Ur Casdim até Charan, no caminho para a erra de Canaã


 
RESUMO DA HAFTARÁ NOACH
 
 
Yeshayahu 54:1-10
 

 

Jerusalém abandonada é comparada a uma mulher estéril desprovida de filhos. D’us impõe para que ela se alegre, pois a hora chegará brevemente quando o Povo Judeu retornará e proliferará, repovoando as cidades de Israel antes desoladas. O profeta assegura ao Povo Judeu que D’us não os abandonou. Apesar de Ele ter escondido momentaneamente Sua Face deles, Ele os reunirá de seus exílios com grande misericórdia. A Haftará compara a Redenção final com o pacto que D’us fez com Noach na leitura da Torá desta semana. Assim como D’us prometeu que nunca mais traria um dilúvio sobre a face da terra, Ele também nunca mais ficará zangado com o Povo Judeu.

“Pois as montanhas podem se mover e as colinas podem desabar, mas Minha Bondade não se separará de ti, nem o pacto de Minha Paz desabará".


HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT

 

 

Rio de Janeiro

S. Paulo

P. Alegre

Brasília

Belém

Salvador

Início do Shabat (Sexta-Feira)

2 de CHESHVAN de 5769 (31 de OUTUBRO de 2008)

Acender as velas ANTES do horário indicado

18:43

18:59

19:26

18:54

17:43

17:14

Final do Shabat  (Sábado)

3 de CHESHVAN de 5769 (1 de NOVEMBRO de 2008)

19:54

20:10

20:37

20:05

18:53

18:25

 

Para outros locais, clique em: http://www.chabad.org.br/datas/calendario/velas.html

 

Na sexta-feira, acenda as velas somente ANTES do horário indicado. 

 

Cubra os olhos com as mãos e fale a seguinte bênção, descubra os olhos e olhe para as chamas das velas:

 

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel Shabat kodesh.

 

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos e nos ordenou acender as velas do sagrado Shabat.

 
 
 
Fonte: chassidismo@googlegroups.com em nome de Grupo Chassidismo

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