ASPECTOS PSICOSOCIAIS DA OBESIDADE

 

foto_MiriamBurd

MIRIAM BURD

É psicóloga clínica, escolar e hospitalar. Especialista em Medicina Psicossomática e Psicologia Médica (UERJ) escreve e publica sobre uma visão psicossomática da doença. Sobre o tema obesidade escreveu o capítulo Obesidade e Família, publicado no livro “Doença e Família”, Editora Casa do Psicólogo em 2004, onde é autora e co-organizadora.

ASPECTOS PSICOSOCIAIS DA OBESIDADE

A obesidade é hoje uma doença epidêmica que vem se propagando em diversos países e o Brasil é um deles. É uma doença com muitos fatores associados e influencia negativamente na saúde dos indivíduos. Hoje em dia a obesidade é considerada uma doença crônica e necessita controle constante.

Uma das formas para se calcular o grau de obesidade é a utilização do Índice de Massa Corporal (IMC), onde se divide o peso do indivíduo pela sua altura ao quadrado. A faixa normal fica entre 20 e 25 kg/m2. Acima desses valores, pode-se pensar em sobrepeso, obesidade, obesidade mórbida e merecer do indivíduo uma preocupação e ação de mudanças nos seus hábitos alimentares e de atividades físicas.

A importância do comer, no desenvolvimento psicológico do indivíduo, está em ser um dos primeiros modos de relacionamento com o objeto de desejo do bebê, inicialmente representado pelo seio materno. Para Freud, um bebê que se alimenta bem é um bebê feliz e gosta da experiência de ser alimentado.

O comer está intimamente ligado com o início da relação do indivíduo com o meio, quanto aos modos de receber e adquirir coisas materiais e afetos. A psicanálise conceituou este período de estágio oral e compreende os dois primeiros anos de vida do bebê.

O comer é capaz de exercer, para muitos, uma função tranqüilizadora e é aceita socialmente. Podemos citar, por exemplo, a distribuição de alimentação a bordo de aeronaves, que é intensificada quando há alguma intercorrência que prolongue ou perturbe o vôo.

O comer é uma fonte de prazer e de sensação de liberdade. Emagrecer e continuar magro exige do indivíduo condições e competências para lidar com a nova imagem corporal de magro adquirida através do emagrecimento. O indivíduo precisa organizar sua vida e se preparar para esse acontecimento.

Não existe ainda fórmula mágica para se emagrecer, mas já se sabe que uma alimentação adequada e atividade física são os pilares de um corpo saudável. As dietas da moda quase sempre radicais emagrecem, mas não garantem a saúde e a permanência do indivíduo magro. As dietas muito restritas podem aumentar o estresse e, como conseqüência, a pessoa volta a comer mais e engordar.

Manter – se magro é um desafio, principalmente para grandes obesos, quando a obesidade é de muito anos, quando houve, por parte do paciente, várias tentativas anteriores, muitos fracassos e dificuldades para continuar a aderir ao tratamento. Este é longo e deve envolver vários profissionais. Ao lado do médico, do nutricionista e do professor de educação física, a ajuda do profissional psi (psicólogo, psicanalista, psiquiatra) é muito importante.

Com a perda de peso há a melhora na saúde, o aumento da auto-estima e de qualidade de vida.

 

Fonte: http://www.glorinhacohen.com.br/


 

 

Anúncios
Esse post foi publicado em Saúde e bem-estar. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s