NO JARDIM DA TORÁ

PELA REFUAH SHLEMAH DE CHAIM DAVID BEN MESSODY E TODOS AQUELES QUE NECESSITAM DE UMA CURA IMEDIATA.

TENHAM TODOS UM ÓTIMO ANO, SAUDÁVEL E PRÓSPERO, PLENO DE TORÁ E MITZVOT!

SHABAT SHALOM!


B"H

25 de Tishrei de 5769 * 24 de Outubro de 2008

N O   J A R D I M   D A   T O R Á

Parashá Bereshit

“No Início” – Uma Moradia para D’us

 

Propósito e Sua Realização

Quando uma pessoa é enviada para cumprir uma tarefa, o objetivo deve claramente delineado. Às vezes, entretanto, somente uma insinuação é fornecida; a pessoa encarregada com a missão não recebe instruções explícitas. Em vez disso, cabe a ela descobrir o propósito por conta própria.

Por que alguém escolheria dar instruções desta maneira? Quando a intenção do exercício é não somente o cumprimento da missão, mas também o crescimento espiritual do agente. Se o objetivo da missão fosse detalhado, seria negada ao agente a oportunidade da descoberta e, assim, seus esforços perderiam muito de seu valor. Sua visão dependeria da luz de alguém outro. Quando, ao contrário, o agente realiza o objetivo por si só, isto desperta mais do que seu sentimento de dever; a revelação toca fundo dentro dele e se torna parte de seu próprio pensamento.

Idéias semelhantes se aplicam em relação à criação do mundo por D’us. Quando a Torá descreve a criação, suas primeiras palavras não foram “Que haja luz”. Em vez disso, ela fala de “vazio e escuridão” [1].

Por quê? Nossos Sábios explicam [2] que o motivo de D’us ao criar o universo foi “um desejo por uma moradia nos mundos inferiores”. Uma moradia significa um lar, um lugar onde a essência de alguém se manifesta. A expressão “mundos inferiores” se refere ao nosso universo material, no qual a Divindade não pode normalmente ser percebida.

D’us quer que Sua moradia seja uma parte integrante destes mundos inferiores. Sua intenção não é anular as limitações de nossa existência material, mas, em vez disso, manifestar a Si mesmo

dentro daquelas limitações.

Onde Os Opostos Se Encontram

Se D’us tivesse iniciado a criação com luz – se Ele tivesse criado um mundo que O reconhece sem esforços – toda existência estaria unida a Ele; não haveria “mundos inferiores”. Este não foi o Seu desejo.

D’us quer que o homem exista no universo que, por sua própria natureza, parece separar criação de seu Criador. E a intenção é a de que o homem perceba a conexão por si mesmo e a desenvolva até que o mundo progrida ao estágio de perfeição completa: “O mundo será preenchido com o conhecimento de D’us assim como as águas cobrem o leito do oceano” [3].

Para que os mortais atinjam tais alturas, é necessária uma fusão de opostos, e é em tal fusão que a essência de D’us é revelada. Pois Ele não é nem luz nem escuridão, nem finito nem infinito. Nenhuma qualidade mundana nem sua antítese podem defini-Lo. Quando, entretanto, nós vemos duas qualidades aparentemente contraditórias se unindo, nós podemos apreciar que isto é possível somente porque Ele manifestou a Si próprio [4].

É precisamente uma manifestação como esta que caracterizará a Era da Redenção, quando será revelado que o mundo físico de fato se tornou a moradia de D’us.

Dois Inícios

Para assegurar que os “mundos inferiores” seriam capazes de se transformarem em uma “moradia” para Ele, D’us embutiu dois elementos distintos dentro da criação desde o princípio. Assim, em relação à leitura da Torá,

Bereishis, Rashi comenta [5]:

É como se a palavra [

בראשית (bereishis, “No início”)] implorasse: “Extrapole sobre o meu significado!” [A palavra pode ser lida como ב׳ ראשית (“duas entidades que são chamadas ‘início’”)]. Como nossos Sábios comentaram: [A Criação é] em consideração à Torá, que é  referida [6] como “o início de Seu caminho”, e em consideração aos justos [7], que são referidos [8] como “o início de Sua colheita”.

Em um contexto semelhante, nossos Sábios declaram [9] que tanto o Povo Judeu e a Torá antecedem o mundo. Isto não quer dizer que houve uma precedência no tempo, pois o tempo e o espaço não existiam antes da criação [10]. Em vez disso, o conceito de precedência enfatiza o potencial espiritual único do Povo Judeu e a Torá.

Ao contrário do mundo em geral, que parece existir independentemente de sua fonte Divina, “Israel, a Torá e o Santo, abençoado seja Ele, são todos um” [11]. Toda alma judia é “uma parte verdadeira de D’us” [12] e a Torá é a vontade e a sabedoria de D’us [13].

Já que a Torá e o Povo Judeu são um com D’us, o cumprimento das

mitzvot pelos judeus expressa o propósito da criação. “Uma mitzvah é uma vela, e a Torá, luz” [14]. Pela luz da Torá, os judeus podem, deste modo, revelar a intenção Divina com a qual o mundo foi imbuído e demonstrar que é a moradia de D’us.

Parceiros Na Criação

A ênfase acima sobre a Torá e o Povo Judeu não é explícita na palavra

Bereishis. Ao contrário, o significado simples da palavra é “No início”, indicando que a criação é somente a primeira fase de um processo contínuo.

Isto enfatiza a importância da contribuição do homem. Pois o homem se destina a ser “um parceiro de D’us na criação” [15], ajudando D’us a perceber Seu desejo por uma moradia. D’us criou o mundo material, mas deixou para o homem a tarefa de revelar o espiritual dentro dele.

Assim é, portanto, que o homem começa em um mundo de escuridão e se esforça para provê-lo com luz. E, cada brilho de luz acende outros, pois “uma pequena luz afasta uma grande quantidade de escuridão” [16] e leva à luz suprema da Redenção, quando será abertamente revelado que o mundo é a moradia de D’us [17].

O

Tzemach Tzedek costumava dizer [18]: “De acordo com a postura que adotamos em Shabat Bereishis, todo o ano se segue”. Pois todo ano é uma renovação do ciclo da criação. O Zohar [20] declara que “D’us olhou na Torá e criou o mundo. O homem olha na Torá e mantém o mundo”. Agora que nós começamos novamente o estudo da Torá neste Shabat, nós temos o potencial de renovar a criação, e levá-la ao seu objetivo supremo.

Referências:

1.

Bereshit 1:2.

2.

Midrash Tanchuma, Parshas Bechukosai, seção 3; Ver Tanya caps. 33 e 36.

3. 11:9

4. Para citar um paralelo: nossos Sábios (

Talmud Yoma 21a) relata que o lugar ocupado pela Arca não foi incluído na medida do Santo dos Santos. Apesar de que existiam 10 cúbitos desde cada parede até a Arca, e a própria Arca tinha o comprimento de 2,5 cúbitos, a largura de todo o Santo dos Santos era de somente 20 cúbitos.

5.

Bereshit 1:1.

6.

Provérbios 8:22.

7. Que, em um sentido expandido, se aplica a todo o Povo Judeu, como está escrito (

Yeshayahu 60:21): “Tua nação é só de justos”.

8.

Yeshayahu 11:9.

9. Bereishis Rabbah 1:4.

10. Ver

Guia dos Perplexos vol. II cap. 30. Ver também Igros Kodesh do Lubavitcher Rebbe vol. I p. 293ff.

11.

Zohar, vol. III, p. 73a.

12. Ver

Tanya, cap. 2.

13. Ver

Tanya, cap. 4.

14.

Provérbios 6:23.

15. Talmud Shabbos 10a.

16.

Tanya, cap. 12.

17. Nesta direção, nossos Sábios (

Sanhedrin 98b) comentaram que o mundo foi criado somente para o propósito de Mashiach. Além disso, este propósito foi expresso no início da criação. Assim, sobre o versículo (Bereshit 1:2): “E o espírito de D’us pairou sobre as águas”, nossos Sábios (Midrash Rabbah 2:4, citado por Rashi) comentam: “Isto se refere ao espírito do Mashiach ”.

18. Como citado em

Likkutei Sichos, vol. XX, p. 556.

19. Apesar da criação ser renovada a cada momento (

Tanya, Shaar HaYichud VehaEmunah, cap. 1), também existe um ciclo anual. É no início de cada ano que a energia vital para a criação como um todo é renovada.

20. II, p. 161a,b.

 

Por Rabbi Eli Touger (Adaptado de

Sefer HaSichos 5751, p. 62)

Tradutor: Moishe (a.k.a. Maurício) Klajnberg


RESUMO DA PARASHÁ BERESHIT

Bereshit 1:1-6:8

D’us cria o mundo em seis dias. No primeiro dia, Ele cria a escuridão e a luz. No segundo dia, Ele cria os céus, dividindo as “águas superiores” das “águas inferiores”. No terceiro dia, Ele estabelece os limites da terra e do mar e cria árvores e vegetação na terra. No quarto dia, Ele fixa a posição do sol, da lua e das estrelas como indicadores do tempo e iluminadores da terra. Peixes, pássaros e répteis são criados no quinto dia; animais terrestres e, então, o ser humano, são criados no sexto. D’us termina o trabalho no sétimo dia e o santifica como uma dia de repouso.

D’us forma o corpo humano do pó na terra e assopra em suas narinas uma “alma viva”. Originalmente, o Homem é uma pessoa única, mas, decidindo que “não é bom que o homem fique sozinho”, D’us tira um “lado”do homem, transforma-o em uma mulher e os casa um com o outro.

Adão e Eva são colocados no Jardim do Éden e ordenados a não comerem da “Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal”. A serpente convence Eva a violar o mandamento e ela compartilha o fruto proibido com seu marido. Por causa de seu pecado, é decretado que o homem vivenciará a morte, retornando ao solo do qual ele foi formado, e que todo o seus sustento virá somente através do esforço e do sofrimento. O Homem é banido do Jardim do Éden.

Eva dá a luz a dois filhos, Cain e Abel. Cain briga com Abel e o mata, e se torna um errante sem raízes. Um terceiro filho nasce para Adão, Seth, cujo descendente da décima geração, Noah, é o único homem justo em um mundo corrupto.


RESUMO DA HAFTARÁ BERESHIT

Yeshayahu 42:5-21

A

haftarah desta semana começa com a declaração pelo “D’us todo Poderoso, que criou os céus e os estendeu, espalhou a terra e fez crescer dela”. Isto ecoa o relato da leitura da Torá sobre a criação do mundo em seis dias.

D’us fala ao profeta Yeshayahu, lembrando-o do objetivo e do dever de sua vida, que é especificamente despertar o Povo Judeu para que retorne a ser uma luz sobre as nações, “Para abrir olhos cegos, libertar prisioneiros dos calabouços; aqueles que sentam na escuridão, para fora da prisão”.

A profecia continua com uma discussão sobre a Redenção Final e a canção que toda a criação cantará para D’us naquele dia. D’us promete punir todas as nações que perseguiram Israel enquanto eles estavam exilados. O profeta também repreende Israel por seus caminhos errantes, mas os assegura que eles retornarão ao caminho correto e serão redimidos.

 

HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT
 
 
Rio de Janeiro
S. Paulo
P. Alegre
Brasília
Belém
Salvador
Início do Shabat (Sexta-Feira)
25 de TISHREI de 5769 (24 de OUTUBRO de 2008)
Acender as velas ANTES do horário indicado
18:39
18:55
19:21
18:52
17:43
17:13
Final do Shabat (Sábado)
26 de TISHREI de 5769 (25 de OUTUBRO de 2008)
19:50
20:06
20:32
20:02
18:53
18:23
 

Para outros locais, clique em: http://www.chabad.org.br/datas/calendario/velas.html

 

Na sexta-feira, acenda as velas somente ANTES do horário indicado. 
 
Cubra os olhos com as mãos e fale a seguinte bênção, descubra os olhos e olhe para as chamas das velas:
 
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel Shabat kodesh.
 
Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos e nos ordenou acender as velas do sagrado Shabat.
 

Fonte: Em nome de Chassidismo (chassidismo@terra.com.br) – chassidismo@googlegroups.com

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