Grupo Chassidismo

PELA REFUAH SHLEMAH DE CHAIM DAVID BEN MESSODY E TODOS AQUELES QUE NECESSITAM DE UMA CURA IMEDIATA.

CHAG SAMEACH!


Rabbi Yitzchak Ginsburgh

Parashá VeZot HaBerachah

www.inner.org 

                            

http://www.inner.org/audio/aid/E_037.htm

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A Morte de Moisés, O Nascimento de Mashiach 

Parashá VeZot HaBerachah – Simchat Torah

Mais do que qualquer coisa, Moisés desejava entrar na Terra Prometida. Ele sabia que se entrasse na Terra de Israel, toda a realidade seria purificada, trazendo a redenção. Agora é o momento de sua morte. Apesar de D’us mostrar a ele toda a Terra desde o alto do Monte Nevo, Moisés não pisará lá – ainda. Com seus olhos, Moisés abraça de forma carinhosa todos os cantos da Terra à qual ele tanto deseja – de Dan a Naftali a Efraim a Menashé e a Judá. Por quê são mencionados de forma explícita apenas os nomes de cinco das doze tribos? Qual é a mensagem destas tribos para Moisés e qual é a mensagem deles para nós?

O Paradoxo da Morte de Moisés

Os oito versículos finais da Torá descrevem a morte de Moisés. Nossos Sábios têm duas opiniões quanto a quem teria escrito estes versículos. A primeira opinião é a de que D’us ditou estes oito versículos para o sucessor de Moisés, Josué. A segunda opinião é a de que, assim como o resto da Torá foi escrito por Moisés, também o foram estes versículos que descrevem sua morte. D’us teria ditado os versículos para Moisés, e Moisés os escreveu com lágrimas nos olhos.

Assim como a exata autoria dos versículos sobre a morte de Moisés permanece incerta, também o local exato de seu túmulo é desconhecido. Nossos Sábios descrevem o paradoxo do Monte Nevo dizendo que se alguém estiver em seu alto, o túmulo de Moisés parecerá estar abaixo dele, mas, ao atingir aquele ponto, o túmulo aparecerá ilusoriamente acima dele.

A Montanha do Paradoxo

O paradoxo da morte e do local do túmulo de Moisés está relacionado ao conceito do “tocando e não-tocando” (veja o comentário do Rabbi Ginsburgh sobre a Parashá

Ha’azinu). O paradoxo do “tocando” enquanto simultaneamente “não -tocando” é um dos segredos do 50º Portão do Entendimento, ao qual Moisés aspirou por toda a sua vida. Ele recebeu seu 50º portão agora, momentos antes de sua morte no Monte Nevo (em Hebraico, soletrado nun, beit, vav). A essência básica do Monte Nevo é nun bo (nun, beit, vav), "nun está dentro dela”. O nun, cujo valor numérico é 50, também alude a noge’ah v’eino noge’ah, “tocando e não-tocando” – (as letras iniciais de noge’ah v’eino noge’ah soletram a palavra nun), o paradoxo do local do túmulo de Moisés e de quem escreveu os versículos finais sobre sua morte.

A Permutação Paradoxal

Em Hebraico, o nome de Moisés,

Moshe, é soletrado mem, shin, hei. No quarto versículo da seção que fala sobre a morte de Moisés, D’us diz a ele: “Eu te mostrei a Terra de Israel com seus olhos, mas, para lá (shama, soletrado shin, mem, hei), você não passará”. A palavra shama é uma permutação de Moshe. A essência do desejo de toda a vida de Moisés foi trazer o Povo Judeu para a Terra Prometida, onde ele seria, então, capaz de trazer a redenção. D’us, entretanto, planejou o contrário. A essência de Moisés ainda não podia entrar shama, na Terra de Israel. Ele tem de esperar até a encarnação final de Mashiach. Nesta encarnação, ele só pode ver a Terra, projetando para ela sua essência eterna com seus olhos.

A Vista Panorâmica

Quando Moisés estava no alto do Monte Nevo, D’us mostrou a ele um panorama da Terra Prometida, de norte a sul. A Torá descreve a Terra que Moisés vê de acordo com as heranças das Tribos. Bem ao norte, Moisés primeiro vê e se conecta à herança de Dan, seguida pelo legado de Naftali em volta do Mar da Galiléia. Ele, então, olha para o sul, para as terras de Efraim e Menashé, na área próxima a Shechem. Finalmente, Moisés olha para as terras de Judá, de Jerusalém até o

yam hacharon, o “Mar Final” (o Mediterrâneo). Nossos Sábios apontam que a palavra para “mar”, yam, tem a mesma origem de “dia”, yom. Assim, o versículo seria lido como Moisés incluindo não só a Terra Prometida física, mas também toda a história judaica até os dias finais do Mashiach e da ressurreição dos mortos.

A Morte e o Nascimento Simultâneos de Moisés

Na descrição da visão de Moisés da Terra Prometida, a Torá somente menciona cinco das doze tribos. Isto obviamente sugere uma mensagem inerente ao significado destas tribos em particular. Para entendermos o que pode significar esta mensagem, primeiro calculamos os valores numéricos dos nomes destas tribos: Dan (54), Naftali (570), Efraim (331), Menashé (395) e Yehudah (30). A soma destes nomes é 1380, que é quatro vezes o valor numérico de Moshe (345).

Na Kabbalah, aprendemos que cada palavra se desenvolve a partir de sua primeira letra. A segunda letra é adicionada à primeira, então a terceira letra, etc. A formação do nome de Moshe, portanto, se dá da seguinte forma:

mem; mem shin; mem shin hei

. O nome involui da mesma maneira: mem shin hei; shin hei; hei. Se estes dois processos forem somados juntos, o total será sempre o número de letras da palavra mais 1, vezes o valor numérico da palavra. No caso do nome de Moshe, que tem três letras, a soma da evolução e involução de seu nome é 1380, que é 4 (3 letras mais 1) vezes o valor numérico de seu nome, 345.

Moisés nasceu no dia 7 do mês judaico de Adar e também morreu na mesma data. Do valor numérico dos nomes das tribos, aprendemos o segredo da morte e nascimento simultâneos de Moisés. Assim como o aparecimento e desaparecimento de seu nome, Moisés, que irá, no final, reencarnar como o Mashiach, paradoxalmente morre e renasce constantemente, no mesmo instante.

O Fluxo das Tribos

Em seus momentos finais na terra, Moisés está no alto do Monte Nevo, conectando-se através de seus olhos a cada porção da Terra Prometida. Como explicado acima, Moisés também é mostrado como o fluxo da história judaica na Terra até a vinda do Mashiach (o Moisés daquela geração). Nós devemos entender porque estas tribos em particular são mencionadas explicitamente como sendo vistas por Moisés e que mensagem isto nos mostra.

O primeiro texto clássico da Kabbalah,

Sefer Yetzirah, ensina que cada tribo tem um sentimento oculto. Os sentimentos ocultos das tribos mostradas a Moisés nesta particular ordem contêm o segredo de sua reencarnação final como o Mashiach.

A primeira tribo mostrada a Moisés é Dan, cujo sentimento oculto é a raiva ou a indignação justa. Esta é a raiva sagrada que erradica o mal. Na Parashá de

Va’etchanan, nós meditamos sobre o Mashiach como a fumaça do fogo que queima o mal no mundo. O primeiro objetivo do Mashiach é o de erradicar o mal. Nossos Sábios acrescentam que a tribo de Dan, com seu sentimento de raiva sagrada, produzirá o comandante do exército de Mashiach.

A Moisés, é então mostrada a tribo do irmão de Dan, Naftali, cujo sentimento oculto é o riso. Quando o mal for conquistado e erradicado, o Mashiach terá a capacidade de incorporar as faíscas sagradas naquilo que previamente era visto como o mal dentro do bem. Isto produz uma tremenda alegria e risos na alma – a alegria da casca sendo incorporada ao núcleo.

A próxima tribo mostrada a Moisés é Efraim, cujo sentimento é a união conjugal. Após a vitória sobre o mal e sua incorporação ao bem, vem a colonização da Terra Prometida. Através da Torá, a colonização da Terra de Israel pelo Povo Judeu é comparada com a união conjugal. Além disso, para poder colonizar a Terra, o Povo Judeu deve procriar, fazendo nascer mais e mais judeus que possam viver em todas as partes da Terra de Israel.

A seguir, é mostrada a Moisés a tribo do irmão de Efraim, Menashé. O sentimento oculto de Menashé é o olfato. Nossos Sábios dizem que o mais definitivo sinal do Mashiach é o de que ele será capaz de julgar – de diferenciar entre verdade e falsidade – com seu sentido do olfato. Neste ponto, o Mashiach já se manifesta como o líder do Povo Judeu e de todo o mundo.

Finalmente, a Moisés é mostrada a tribo de Judá, cujo sentimento é a fala. Fala é liderança e se concentra no Mashiach e no Templo. Depois que Mashiach julga o povo de forma apropriada, o mundo estará pronto para a revelação da nova Torá do Mashiach. D’us estava esperando para revelar esta dimensão oculta da Torá desde o primeiro momento da criação. Mashiach irá revelá-la através do sentido da fala.

As Profundezas do Coração de D’us

Os segredos da dimensão oculta da Torá são as profundezas do coração de D’us. Nunca Ele revelou estes níveis verbalmente. Somente o Mashiach, a essência da capacidade de expressar a Divindade através das palavras, irá revelar estes níveis profundos. Redenção é a capacidade do coração de expressar a si mesma totalmente em palavras. Através da fala do Mashiach, os profundos níveis do coração de D’us serão revelados.

À medida que Moisés se prepara para deixar este mundo, D’us mostra a ele o fluxo de sua reencarnação final. Quando retornar como o Mashiach, Moisés irá redimir o mundo e revelará a Torá de Mashiach – as profundezas ocultas do coração de D’us.

 

Tradutor: Moishe (a.k.a. Maurício) Klajnberg


RESUMO DA PARASHÁ VEZOT HA’BERACHÁ

Devarim 33:1-34:12

Em Sucot e Shemini Atzeret, as leituras da Torá são de Vayikra 22-23, Bamidbar 29 e Devarim 14-16. Estas leituras detalham as leis de moadim ou “datas designadas” do calendário judaico para a celebração festiva de nossa ligação com D’us; incluindo as mitzvot de habitar em uma Sucá (uma cabana com teto feito de ramos de plantas) e de segurar as “Quatro Espécies” na festa de Sucot; as oferendas trazidas ao Templo Sagrado em Jerusalém em Sucot e a obrigação de se viajar ao Templo para “ver e ser visto perante a face de D’us” nas três festas de peregrinação – Pessach , Shavuot e Sucot.

Em Simchat Torah (“Alegrar-se com a Torá”), nós concluímos – e recomeçamos – o ciclo anual de leitura da Torá. Primeiro, lemos a seção da Torá de Vezot HaBerachah que relata as bênçãos que Moisés deu a cada uma das dozes tribos de Israel antes de sua morte. Repetindo as bênçãos de Yaacov aos seus doze filhos cinco gerações antes, Moisés determina e empossa a cada tribo com seu papel individual dentro da comunidade de Israel.

Vezot Haberachah, então, relata como Moisés subiu no Monte Nebo, de cujo pico ele viu a Terra Prometida. “E Moisés, o servo de D’us, morreu lá na Terra de Moab pela boca de D’us… e nenhum homem conhece o local de sua sepultura até hoje”. A Torá conclui atestando que “Desde então não houve Profeta como Moisés em Israel, a quem D’us conheceu face a face… e na mão forte e as coisas grandiosas e maravilhosas que Moisés fez perante os olhos de Israel”.

Imediatamente após concluir a Torá, nós a recomeçamos pela leitura do primeiro capítulo de Bereshit que descreve a criação do mundo por D’us em seis dias e como ele terminou seu trabalho no sétimo dia – o qual Ele santificou e abençoou como um dia de descanso.


RESUMO DA HAFTARÁ VEZOT HA’BERACHÁ

Yoshua 1:1-18

A

haftarah desta semana descreve a sucessão de Yoshua de seu mestre Moshé, cujo falecimento é discutido na leitura da Torá.

D’us revela a Si mesmo a Yoshua e o indica o sucessor de Moshé. D’us encorajou Yoshua a liderar os judeus para a Terra Santa. “Todo lugar em que as solas de vossos pés pisarem, Eu vos dei, como Eu disse a Moshé. Deste deserto e do Líbano ao grande rio, o Eufrates, toda a terra dos hititas ao grande mar a oeste serão suas fronteiras”. D’us assegura a Yoshua que Ele estará com ele assim como Ele esteve com Moshé e o encoraja a ser forte e corajoso, a estudar constantemente a Torá e mantê-La por perto, para que ele possa ter sucesso em todos os seus esforços.

Yoshua ordena a seus oficiais para que preparem o Povo Judeu para a travessia do Rio Jordão. Ele, então, diz aos membros das tribos de Reuven, Gad e metade da tribo de Menassé, que escolheram se assentarem na margem leste do Jordão, para irem e ajudarem seus irmãos na conquista da terra caananita, após o que eles retornarão ao seu pedaço de terra. O Povo Judeu declara lealdade a Yoshua: “Assim como nós obedecemos a Moshé em tudo, nós obedeceremos a ti. Somente enquanto o Senhor teu D’us estiver com você como Ele esteve com Moshé”.


HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE YOM TOV E DE SHABAT

 

(NA SEGUNDA-FEIRA, ANTES DO ACENDIMENTO DAS VELAS DE YOM TOV,

DEIXE ACESA UMA VELA QUE DURE PELO MENOS 2 DIAS)

 

 

Rio de Janeiro

S. Paulo

P. Alegre

Brasília

Belém

Salvador

Noite de Shemini Atzeret (Segunda-Feira)

21 de TISHREI de 5769 (20 de OUTUBRO de 2008)

Acender as velas ANTES do horário indicado

18:37

18:53

19:18

18:51

17:43

17:12

Noite de Simchat Torah (Terça-Feira)

22 de TISHREI de 5769 (21 de OUTUBRO de 2008)

Acender as velas DEPOIS do horário indicado a partir de uma chama pré-acesa

19:48

20:04

20:29

20:01

18:53

18:22

Final de Simchat Torah (Quarta-feira)

19:48

20:04

20:30

20:02

18:53

18:22

Início do Shabat (Sexta-Feira)

25 de TISHREI de 5769 (24 de OUTUBRO de 2008)

Acender as velas ANTES do horário indicado

18:39

18:55

19:21

18:52

17:43

17:13

Final do Shabat (Sábado)

26 de TISHREI de 5769 (25 de OUTUBRO de 2008)

19:50

20:06

20:32

20:02

18:53

18:23

 

Para outros locais, clique em: www.chabad.org.br/datas/calendario/velas.html.


Na véspera de

Shemini Atzeret (20 de Outubro de 2008), acenda as velas somente ANTES do horário indicado.

Cubra os olhos com as mãos e recite a seguinte bênção, descubra os olhos e olhe para as chamas das velas:

1. Ba-ruch A-tah Ado-nai E-lo-hei-nu Me-lech Ha-olam Asher Ki-deshanu Be-mitzvo-tav Ve-tzvi-vanu Le-hadlik Ner Shel Yom Tov.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou acender a vela de Yom Tov

2. Ba-ruch A-tah Ado-nai E-lo-hei-nu Me-lech Ha-olam She-heche-ya-nu Ve-ki-yi-ma-nu Ve-higi-a-nu Liz-man Ha-zeh.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época.


Na véspera de Simchat Torah (21 de Outubro de 2008), acenda as velas somente DEPOIS do horário indicado A PARTIR DE UMA CHAMA PRÉ-ACESA

Cubra os olhos com as mãos e recite a seguinte bênção, descubra os olhos e olhe para as chamas das velas:

1. Ba-ruch A-tah Ado-nai E-lo-hei-nu Me-lech Ha-olam Asher Ki-deshanu Be-mitzvo-tav Ve-tzvi-vanu Le-hadlik Ner Shel Yom Tov.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou acender a vela de Yom Tov

2. Ba-ruch A-tah Ado-nai E-lo-hei-nu Me-lech Ha-olam She-heche-ya-nu Ve-ki-yi-ma-nu Ve-higi-a-nu Liz-man Ha-zeh.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época.


Na Sexta-feira

(24 de Outubro de 2008), acenda as velas somente ANTES do horário indicado.

Cubra os olhos com as mãos e recite a seguinte bênção, descubra os olhos e olhe para as chamas das velas:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel Shabat kodesh.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos e nos ordenou acender as velas do sagrado Shabat.


 

Fonte: Em nome de Grupo Chassidismo – chassidismo@googlegroups.com

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