ESCOLHENDO A BATALHA DA VIDA

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DR. TALI LOEWENTHAL, DIRETOR DO CHABAD RESEARCH UNIT, LONDRES

 

Existem batalhas materiais na vida sobre as quais nós temos plena consciência. Estas incluem nossas disputas econômicas individuais, conflitos com os vizinhos, política internacional, encontros com o terrorismo e a guerra (D’us nos livre).

Outro tipo de batalha em que nos engajamos é espiritual. Ela acontece primariamente dentro de nós mesmos, onde existem dois impérios em guerra: o império do espírito, dos ideais judaicos, da Torá, e aquele das necessidades comuns e cotidianas, desejos e atitudes. A luta entre estas duas forças dentro de nós se estende por todas as nossas vidas.

Nossa Parashá começa falando de guerra: “Quando tu fores para a batalha contra teus inimigos” (Devarim 21:10) – e os Sábios explicam que estes versículos de aplicam também à nossa batalha espiritual interior

Os objetivos neste conflito são destacados pela Torá: fazer da Divindade uma parte de nossas vidas diárias através do cumprimento dos mandamentos de D’us e criar lares e famílias onde a atmosfera seja harmoniosa e completa, expressando os valores de milhares de anos de ensinamentos da Torá.

Contra isto, surgem todos os tipos de ameaças. Algumas delas são questões muito simples tais como conveniência e auto-indulgência. Outras são obsessões mais problemáticas que parecem nos assombrar continuamente.

Nesta situação que dura toda a vida, cada um de nós é convocado para ir para a guerra. Como um bom estrategista travando uma batalha em uma difícil frente, a Torá leva em consideração onde fazer concessões às fraquezas do homem, e onde não fazê-las [1]. A orientação oferecida pelos rabinos e rebetzins hoje em dia é geralmente feita precisamente em sutis questões limítrofes.

Entretanto, existe um interessante comentário dos Sábios que ilumina o paradoxo da vida. Dois tipos de batalhas são descritos na lei judaica: uma batalha que é uma obrigação (tal como salvar as vidas do Povo Judeu) e uma batalha que é opcional, tal como as batalhas do Rei David para ampliar o território da Terra de Israel. Os Sábios descrevem a batalha em nossa porção da Torá como ”opcional”.

Como pode a batalha espiritual da vida, se esforçando para manter a Torá adequadamente, ser descrita como “opcional”? Ela certamente nos é imposta simplesmente por que nascemos.

Os ensinamentos chassídicos dão uma interessante resposta. Os Sábios dizem que D’us consultou os justos antes de Ele ter criado o mundo [2]. Além disso, todo judeu é considerado um justo [3]. Daí a criação em geral, e, conseqüentemente, o fato de cada pessoa ter nascido, ter sido aprovado por cada alma individual.

Isto significa que, em um nível profundo, cada uma de nossas almas escolheu estar aqui. Nossa alma escolheu a opção de vir ao mundo para enfrentar as batalhas espirituais e materiais porque ela estava confiante que sairia vitoriosa. A batalha é “opcional” porque esta é a opção que escolhemos. Nós escolhemos estar aqui e, em todas as frentes, nós venceremos [4].

Referências:

1. Ver o comentário de Rashi sobre Devarim 21:10.

2. Midrash Rabbah, Bereshit 8:7.

3. Yeshayahu 60:21.

4. Ver o Sefer HaSichot do Lubavitcher Rebbe 5751, p.796 ff.


Tradutor: Moishe (a.k.a. Maurício) Klajnberg

Fonte : www.glorinhacohen.com.br/

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