A FILOSOFIA DO PIANO

 

 

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WILSON MEILER

Graduado em Engenharia e em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Paraná, em Marketing Estratégico pela PACE University – NY, formado em Psicanálise Clínica e Didática pela Sociedade Psicanalítica Ortodoxa do Brasil e SBP, formado em Coaching Profissional pelo Integrated Coaching Institute – Los Angeles. Conduz o Instituto Wilson Meiler com foco em coaching empresarial. www.wilsonmeiler.com.brinstituto@wilsonmeiler.com.br

 

 

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Por volta dos cinco anos de idade, eu descobri que tinha um dom. Eu podia tocar com facilidade qualquer música numa pequena harmônica de boca que ganhei de presente.

Ao crescer mais, descobri que eu queria mesmo era aprender piano. Mas meus pais não tinham dinheiro sequer para pagar aulas, que dirá para comprar um.

E aquele dom que recebi no momento que fui concebido, lá permaneceu, latente como um diamante bruto, apenas aguardando o momento de ser lapidado.

Muitas décadas mais tarde eu comecei a realizar aquele sonho. Aprender a tocar as músicas que gosto, da forma que gosto, no instrumento que eu gosto. Ao pensar sobre a alegria de mais essa realização pessoal, eu lembro quantas vezes entrei em alguma casa onde havia um piano na sala. Muitas vezes, um piano de cauda, lindíssimo. Eu perguntava aos donos da casa. Quem toca? A resposta era: “ninguém”. “Minha filha ou meu filho estudaram quando eram crianças, depois o piano nunca mais foi usado”. Eu passava as mãos sobre aquele instrumento maravilhoso e pensava comigo: “meu Deus, que perda”.

Hoje, refletindo sobre isso, eu comparo muitas pessoas a pianos de cauda. Maravilhosas obras da Engenharia Divina, construções incríveis capazes de produzir “músicas” fantásticas para a posteridade. Mas tantas vezes, todo esse potencial permanece intocado como aqueles pianos das casas que visitei.

Nós acreditamos que o sucesso, a riqueza de vida, as coisas grandiosas, só são possíveis para algumas pessoas. Acreditamos que o talento, a capacidade de produzir, de mudar o mundo, de criar, de vencer os desafios e obter resultados é para os outros, não para nós. E então vivemos a vida em um silêncio desesperado. De vez em quando pensamos…”puxa, que tal se…?” Mas pára por aí.

Que tal se… Mozart, Schubert, Beethoven, não tivessem mostrado os seus talentos? Que tal se… Thomas Edison, Henry Ford, Albert Sabin, Madre Thereza, Pelé, Ayrton Senna, que tal se …os Beattles tivessem desistido logo no início?

O escritor Oliver W. Holmes um dia escreveu: “as pessoas medianas vão para o túmulo com músicas não tocadas dentro delas”. Imagine um mundo onde todos usassem os seus dons para dividir com os outros aquilo que são capazes de produzir e fazer uma diferença.

Como coach eu pergunto: qual o “instrumento” que você representa neste mundo? “Como o está tocando”? “Se não está tocando, o que precisa fazer para isso”? “Quando”?

Não seja como determinados "pianos silenciosos" de algumas casas. Ouse “tocar a sua música” para o mundo ouvir. Faça escolhas poderosas e obterá resultados poderosos. O poder de produzir, de fazer, de conquistar resultados e influenciar o mundo positivamente.. .sem esquecer de ser feliz…

Ao seu sucesso!!

 

 

Fonte: www.glorinhacohen.com.br/

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