GUIA BÁSICO DE SUCOT 5769 – 2008‏

PELA REFUAH SHLEMAH DE CHAIM DAVID BEN MESSODY E TODOS AQUELES QUE NECESSITAM DE UMA CURA IMEDIATA.

TENHAM TODOS UMA ÓTIMA SEMANA, SAUDÁVEL E PRÓSPERA!

CHAG SAMEACH!


B”H 

 GUIA BÁSICO DE SUCOT 5769 (2008)

15 e 16 de Tishrei (14 e 15 de Outubro de 2008)

 

INTRODUÇÃO

Por 40 anos, enquanto nossos ancestrais atravessaram o Deserto do Sinai antes de sua entrada na Terra Santa, “Nuvens de Glória” milagrosas envolviam e flutuavam sobre eles, protegendo-os dos perigos e desconfortos do deserto. Desde então, nós lembramos a bondade de D’us e reafirmamos nossa crença em Sua providência habitando em uma “sucá” – uma cabana temporária com uma cobertura de ramos – durante toda a festa de Sucot (15 a 21 de Tishrei). Durante sete dias e noites, nós fazemos todas as nossas refeições na sucá e, de resto, a consideramos nossa casa.

Outra prática de Sucot é a segurarmos as Quatro Espécies: um etrog, um lulav (ramo de palmeira), três hadassim (ramos de murta) e duas aravot (ramos de salgueiro). Em cada dia da festividade, com exceção do Shabat, nós pegamos as Quatro Espécies, recitamos uma bênção sobre elas, as seguramos juntas nas mãos e as agitamos em todas as seis direções: direita, esquerda, para frente, para trás, para cima e para baixo. O Midrash nos diz que as Quatro Espécies representam os vários tipos e personalidade de pessoas de que consiste o Povo Judeu, cuja unidade intrínseca nós enfatizamos em Sucot.

Sucot também é chamada de A Época de Nossa Alegria; de fato, uma alegria especial impregna a festividade. A celebração do Júbilo da Retirada das Águas, lembrando as festividades que duravam toda noite até o amanhecer e que acontecia no Templo Sagrado em preparação para a retirada da água para ser usada no serviço da festividade, preenche a sinagoga e as ruas com canções, músicas e danças até primeiras horas da manhã.

O sétimo dia de Sucot é chamado de Hoshaana Rabbah (“Grande Salvação”) e encerra o período de Julgamento Divino iniciado em Rosh Hashanah. Uma prática especial é a da Aravah – um feixe de ramos de salgueiro que é carregado pela sinagoga.

RESUMO DAS PRÁTICAS E COSTUMES DE SUCOT

1.      Não colocamos os tefilin durante Sucot e Chol Hamoed (a partir do dia 14 de Outubro de 2008, terça-feira) e só voltamos a colocá-los a partir do dia 24 de Outubro de 2008.

 

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2.      Prepare as Quatro Espécies (Véspera de Sucot, 13 de Outubro de 2008)

Se você está planejando construir uma sucá, agora é o momento de completá-la! Costumamos preparar as Quatro Espécies para usá-las em Sucot, juntando os três hadassim (ramos de murta) e duas aravot (ramos de salgueiro) ao lulav (ramo da palmeira), na sucá na tarde que antecede a festividade. (Veja abaixo como preparar as Quatro Espécies)

3.      Acendimento das Velas de Yom Tov e de Shabat

Todas as mulheres e meninas acendem velas em cada noite de Sucot e recitam as bênçãos apropriadas. Meninas e todas as mulheres que estiverem na casa (ou, se não houver nenhuma mulher na casa, o chefe-de-família) acendem velas para marcar o início de cada noite da festividade e do Shabat.

HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SUCOT E DE SHABAT 

 

Rio de Janeiro

S. Paulo

P. Alegre

Brasília

Belém

Salvador

1ª Noite de Sucot (Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008). Acender as velas ANTES do horário indicado

17:34

17:50

18:14

17:49

17:44

17:11

2ª Noite de Sucot (Terça-feira, 14 de Outubro de 2008). Acender as velas DEPOIS do horário indicado

18:45

19:00

19:24

19:00

18:54

18:21

Final de Sucot Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

18:45

19:01

19:25

19:00

18:54

18:21

Início do Shabat (Sexta-Feira, 17 de Outubro de 2008).Acender as velas ANTES do horário indicado

17:36

17:52

18:16

17:50

17:44

17:11

Final do Shabat (Sábado, 18 de Outubro de 2008)

18:47

19:02

19:27

19:01

18:53

18:22

Bênçãos para as velas de Sucot (13 e 14 de Outubro de 2008):

a) Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel Yom Tov.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou acender a vela de Yom Tov.

b) Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, shehecheyánu vekiyemánu vehiguiánu lizman hazê.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época.

Bênçãos para as velas de Shabat (17 de Outubro de 2008):

c) Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel Shabat kodesh.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou acender do sagrado Shabat.

4.      Comer na Sucá

É uma mitzvá da Torá comer na sucá em Sucot.

A festa de Sucot comemora a bondade de D’us com o Povo Judeu enquanto estavam no deserto na época do Êxodo. Nós comemoramos esta bondade comendo em uma sucá, uma cabana coberta com ramos durante os sete dias de Sucot e pela bênção das Quatro Espécies.

A mitzvá de morarmos, comermos e passarmos algum tempo em uma sucá é singular em que a pessoa fica envolvida na mitzvá por inteiro. A mitzvá da sucá envolve cada parte do corpo. Cada membro e célula da pessoa ficam completamente submergidos, envoltos e incluídos pela sucá.

Devemos tentar comer na sucá principalmente na primeira noite de Sucot para cumprirmos o mandamento da Torá. Ao partilharmos de uma refeição na sucá contendo pelo menos 64 gramas de pão ou bolo, nós recitamos a seguinte bênção:

Ba-ruch A-tá Ado-nai E-lo-hê-nu Mé-lech Ha-olám Asher Kideshanu Bemitzvotav Vetzivânu Leshev Basukká.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou sentar na sucá.

5.      As Quatro Espécies

Uma das principais mitzvot de Sucot é recitar uma bênção pelas Quatro Espécies: um etrog, uma ramo de palmeira, três ramos de murta e dois ramos de salgueiro. Em todos os dias de Sucot e Chol Hamoed (com exceção do Shabat, 18 de Outubro de 2008), nós os seguramos juntos, recitamos uma bênção sobre eles e, como é o costume, os agitamos em todas as quatro direções e para cima e para baixo.

Segure o lulav (com os hadassim e as aravot) na mão direita (a espinha do lulav deve estar virada para você) e recite a seguinte bênção:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu al netilat lulav.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou pegar o lulav.

Ao fazer a bênção das Quatro Espécies pela primeira vez, recite a seguinte bênção após a bênção anterior, antes de juntar o etrog com o lulav:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, shehecheyánu vekiyemánu vehiguiánu lizman hazê .

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época.

Em seguida, pegue o etrog na mão esquerda, mantenha o lulav e etrog bem juntos e agite-os levemente da forma mostrada em detalhados abaixo (as movimentações são feitas três vezes em cada direção).

A cada movimento realizado, afastam-se as Quatro Espécies na direção especificada e, depois, as trazemos para junto do coração. Seguramos as plantas com as duas mãos, sendo que o etrog deve ser completamente coberto com a mão esquerda; somente na terceira vez do último movimento o etrog é descoberto, enquanto o movimento é feito num ângulo maior do que nas duas primeiras vezes.

6.      Alegre-se!

É uma importante mitzvá alegrar-se em Sucot em comemoração à alegre “Celebração da Retirada das Águas”.

Na época do Templo Sagrado, a celebração de simchat bet ha-sho’evah era marcada por grande festividade e alegria públicas. Mas, agora, o Templo sagrado está destruído por causa de nossos pecados e nós não temos nem o altar, nem os sacrifícios, nem a libação do vinho, nem a libação da água. Entretanto, nós ainda nos alegramos na festa de Sucot! Os sacrifícios podem ter cessado, mas as mitzvot de Sucot nunca deixarão de ser pertinentes e a Torá ordena: E vós vos alegrareis nas festas.

Em várias comunidades há o costume de festivas reuniões nas sinagogas e battel midrash durante as noites da festa para nos alegrarmos juntos com música, cantos e louvores em lembrança ao simchat bet ha-sho’evah.

Também existe o costume de recitarmos quinze “cantos de ascensão”, salmos que começam comas palavras Shir ha-Ma’alot (Salmos 120 a 134) que correspondem aos quinze degraus no Beit Hamikdash que separava o pátio dos homens do das mulheres. Durante o simchat bet ha-sho’evah, no Beit Hamikdash, os Leviyim ficavam nestes degraus cantando e tocando seus instrumentos.

AS QUATRO ESPÉCIES: COMO FAZER

 

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Para cumprirmos a mitzvá, pegamos um etrog, um lulav, três hadassim e duas aravot. O etrog é seguro separadamente em uma mão, enquanto o lulav, os hadassim e as aravot são amarrados juntos e seguros na outra mão. (A palavra lulav é geralmente usada para se referir a este conjunto.)

Ao amarrarmos o lulav, sua espinha é colocada de frente à pessoa e os hadassim e as aravot são amarradas à sua direita e esquerda. Existem vários costumes de como eles são colocados; o costume Chabad é o de colocarmos a primeira aravá à direita do lulav e a segunda aravá à sua esquerda e cobri-las com os três hadassim – um à direita, o segundo à esquerda e o terceiro por cima da espinha do lulav, ficando ligeiramente à direita. (Outros colocam os três hadassim à direita do lulav e as duas aravot à sua esquerda). O lulav, hadassim e aravot são amarrados juntos com tiras de folhas de lulav. O próprio lulav é amarrado em dois pontos (acima dos nós feitos para amarrar os hadassim e as aravot) para que as folhas do lulav não se soltem quando ele for agitado.

O conjunto do lulav deve ser amarrado antes do início da festividade. Se alguém deixou de assim fazê-lo, ou se os nós se soltaram, ele pode ser amarrado durante a festividade desde que ele seja amarrado com nós que não sejam considerados permanentes, já que é proibido amarrar um nó permanente durante um Yom Tov.

Já que duas espécies estão amarradas ao lulav, o lulav é seguro na mão direita enquanto a bênção é recitada. O etrog é então seguro na mão esquerda. Ele deve ser seguro na direção de seu crescimento, com o oketz (a parte inferior do fruto, por onde ele estava conectado à árvore) para baixo. Então, colocamos nossas duas mãos juntas e, de frente para o leste, agitamos o conjunto do lulav mais o etrog em todas as quatro direções — “em direção aos quatro lados dos céus” — assim como para cima e para baixo, nesta ordem: direita, esquerda, para frente, para cima, para baixo e para trás. Deve-se fixar de pé durante as bênçãos e enquanto seguramos o lulav.

(Outros têm o costume de segurar o etrog de cabeça para baixo enquanto recitam as bênçãos e, então, virá-lo para cima antes da execução da mitzvá.)

Deve-se notar que se qualquer das espécies for segura de cabeça para baixo, a mitzvá não foi cumprida. De acordo com a Torá, sempre que se pratica uma mitzvá com algo que cresce, devemos usá-lo na direção de seu crescimento. Nós derivamos este princípio do Mishkan (o Tabernáculo do deserto): Normalmente, ao construímos uma casa, suas tábuas ou placas são colocadas horizontalmente, uma sobre a outra. Em relação às tábuas usadas para a construção do Mishkan, entretanto, está escrito: “E tu farás as paredes do Mishkan da madeira de acácia colocada de pé” (Shemot 26:15) – isto é, a madeira usada para as paredes externas do Mishkan era colocada verticalmente (na direção de seu crescimento) em vez de horizontalmente.

Algumas autoridades mais rigorosas determinaram que não deve haver nenhum corpo estranho se interpondo entre a mão da pessoa e as Quatro Espécies. Eles, portanto, determinaram que devemos remover os anéis ou outras jóias ou acessórios de nossos dedos e mãos antes de segurarmos as Quatro Espécies.

A mitzvá de “segurar” as Quatro Espécies é feita somente durante o dia e não à noite.

Nossos Sábios decretaram que a mitzvá das Quatro Espécies não deve ser praticada no Shabat – mesmo se o primeiro dia da festividade (quando segurar as Quatro Espécies é uma obrigação da Torá) cair no Shabat. Eles assim o fizeram porque temiam que, ao segurar as Quatro Espécies, alguém pudesse profanar o Shabat por violar a proibição de carregar algo em um recinto público. (Este decreto é similar ao conceito do decreto rabínico de não se tocar o shofar em Rosh Hashaná se este coincidir com o Shabat.)

Assim como não se pode cumprir a mitzvá com as Quatro Espécies que tenham sido roubadas, não podemos cumprir a obrigação com espécies emprestadas.

Nós podemos apenas cumprir a obrigação se as espécies nos forem dadas como um presente e não um empréstimo, pois a Torá prescreve que “Tu tomarás para ti mesmo no primeiro dia”; isto é, as espécies usadas no primeiro dia devem ser de propriedade da pessoa que as “segura”. Isto se aplica ao primeiro dia da festividade e, fora da terra de Israel, também ao segundo dia. Nos dias remanescentes, pode-se cumprir a mitzvá com um conjunto emprestado de Quatro Espécies.

Portanto, no primeiro dia do Yom Tov (e em seu segundo dia fora da terra de Israel), não devemos dar as Quatro Espécies a uma criança para que ela cumpra a mitzvá antes que a tenhamos praticado nós mesmos. A criança pode tomar posse de um item, mas não pode transferir a propriedade para outros.

Assim, de alguém entregou as Quatro Espécies a uma criança, elas se tornarão propriedade dela e ela não poderá de transferi-las de volta ao seu dono; o adulto ficará, assim, incapaz de cumprir a mitzvá.


 

Traduzido do original em inglês em:

http://www.chabad.org/holidays/JewishNewYear/template_cdo/aid/4126/jewish/Sukkot.htm

Tradutor: Moishe (a.k.a. Maurício) Klajnberg

Fonte:  www.chassidismo.i8.com

Chassidismo (chassidismo@googlegroups.com)

 

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