Parashah Ha’azinu – Estaremos Ouvindo a Música de Nosso Vôo Messiânico?‏

Rabbi Yitzchak Ginsburgh 

www.inner.org

Estaremos Ouvindo a Música de Nosso Vôo Messiânico?

Parashá Ha’azinu

Todos nós esperamos e ansiamos pela redenção. A imagem da redenção é a imagem de Israel sendo levada sobre as asas da águia. Mesmo antes de chegar aos seus filhotes, as asas da águia criam música para prepará-los para a chegada iminente. Nesta meditação, o Rabbi Ginsburgh desenvolve a imagem da águia Messiânica e de seus esperançosos filhotes, o Povo Judeu e toda a humanidade. Quando nos conectamos a esta imagem, podemos começar a sintonizar nossos ouvidos para escutar a música da águia que se aproxima e nos prepararmos para a redenção iminente.


A Grande Canção da Torá

A Parashá

Ha’azinu é o cântico de Moisés na conclusão de sua missão na terra. É uma das duas grandes canções da Torá e relata toda a história do Povo Judeu — passado, presente e futuro. Nachmânides escreve que cada alma judia pode encontrar toda a sua biografia oculta nas letras desta canção. O Maggid de Mezeritch, discípulo e sucessor do Ba’al Shem Tov, ensinava que é importante saber esta canção de cor, já que toda a vida de cada pessoa está revelada dentro dela. Ha’azinu é uma grande canção para D’us, assim como a vida de cada um é música para Ele.

As Asas Messiânicas

Uma das mais fortes imagens na canção de

Ha’azinu é a da águia pairando sobre seu ninho cheio de filhotes (Devarim 32:11). Nesta metáfora, D’us, a águia, vem despertar seus filhotes no ninho, paira sobre ele, abre suas asas sobre eles e, finalmente, levanta-os sobre suas asas em um vôo salvador através do céu. Existem dois sinônimos para “asas” neste versículo: kanaf, cujo valor numérico é 150, e evrah, cujo valor numérico é 208. Juntas, estas duas palavras equivalem 358, o valor numérico de Mashiach. A águia carregando o Povo Judeu sobre suas asas é o Mashiach executando suas Messiânica missão Divina. Na Parashá de Yitró (Shemot 19:4), D’us também se refere à redenção do Egito como redenção “sobre as asas de águias”. Claramente, a águia e suas asas têm implicações messiânicas.

A Águia Pairando

Antes de a águia pegar seus filhotes sobre suas asas, ela deve despertá-los. A águia é um pesado e poderoso pássaro. Se ela descer em seu ninho de forma abrupta, poderá esmagar seus frágeis filhotes. Assim, nosso versículo ilustra a águia flutuando sobre seu ninho, expressando a si mesma aos seus filhotes como a mais gentil das criaturas, manifestando perfeito equilíbrio e estabilidade.

A palavra para “pairar”,

rachef, é muito rara na Torá. Uma de suas únicas outras aparições é no segundo versículo de Bereshit, “e o espírito de D’us pairou sobre as águas”. Nossos Sábios explicam que este é o espírito do Mashiach. As águas são as águas da teshuvah, o despertar da consciência da alma para retornar a D’us.

Estas duas formas de “pairando” são totalmente complementares. Ambas apontam para o despertar do Povo Judeu à realidade Messiânica do retorno a D’us.

Tocando e Não-Tocando

Na Kabbalah e na Chassidut, a flutuação da águia é mencionada como “tocando e não-tocando”. A águia é capaz de, ao mesmo tempo, tocar e não-tocar, permitindo que seus filhotes despertem pouco-a-pouco, de acordo com sua capacidade de perceber sua presença.

O poder de tocar é o poder de se envolver – de inspirar a outros. Não-tocar possibilita o livre-arbítrio do outro, de maneira que sua alma pode despertar, por conta própria, seu desejo de ascender em direção a D’us. A águia – o Mashiach – nos inspira ao mesmo tempo em que, paradoxalmente, nos permite integrar lentamente a nova realidade Messiânica ao nosso ritmo.

O 50º Portão

A expressão em Hebraico para “tocando e não-tocando” é

noge’a v’eino noge’a. As iniciais desta expressão soletram nun, aludindo ao 50º Portão do Entendimento ao qual Moisés aspirava e recebeu somente no final de sua vida. Um dos segredos do 50º Portão é o segredo do “tocando e não-tocando” – o sentimento essencial de que D’us está totalmente envolvido na realidade enquanto, ao mesmo tempo, nos permite escolher com base em nosso próprio livre-arbítrio.

A Música das Asas da Águia

A palavra em Hebraico para “águia” é

nesher (nun, shin, reish). As duas letras finais de nesher soletram shar, que significa “canção”. Mais do que qualquer outra palavra na canção de Ha’azinu, a palavra shar é a sílaba essencial de nesher.

Existem dois tipos de música: canções verbais (incluindo poesias) e melodia. Em Hebraico, “cântico”, que inclui poesia, é chamada shir, representada pelas letras hebraicas shin e reish de nesher. A palavra em Hebraico para “melodia” é nigun, que começa com nun, a primeira letra de nesher. Assim, nesher é um acrônimo para dois tipos de canção.

Nossos Sábios ensinam que quando a águia se aproxima de seu ninho, ela bate as asas para criar uma música, gentilmente preparando seus filhotes para sua chegada. Para despertar as almas do Povo Judeu e de todo o mundo, cada pessoa, com sua própria faísca do Mashiach, deve possuir o poder da poesia e melodia inerentes à águia.

O Ninho

Nosso versículo descreve a águia despertando (os filhotes em) seu ninho. Nossos Sábios ensinam que o Mashiach está sentado em um ninho no Jardim do Éden, esperando para redimir o mundo. A palavra hebraica para “ninho” é

ken, que tem a mesma origem de tikun, “purificação”, e também kinyan, “possessão”. A mais perfeita possessão é a nova Torá do Mashiach, a música das asas da águia, que começa a ressoar à medida que ela se aproxima de seus filhotes. Esta nova Torá Messiânica causará nossa purificação à medida que a águia se aproxima de seu ninho para, gentilmente – tocando e não-tocando –, despertar seus esperançosos filhotes.

Tudo Para O Bem

A palavra para “filhotes” em nosso versículo é

gozalav, cuja raiz é gimel, lamed, zayin. Estas letras são um acrônimo para uma frase muito comum: Gam Zu Letovah, “Isto também é para o bem”. Os filhotes, esperando para serem levados para cima das asas Messiânicas, devem ser despertados para a consciência de que, o que quer que nos aconteça, será para o bem e irá, finalmente, levar à verdadeira e completa redenção.

 

Tradutor: Moishe (a.k.a. Maurício) Klajnberg


RESUMO DA PARASHÁ HA’AZINU

Devarim 32:1-52

A maior parte da Parashá Haazinu (“Ouçam”) consiste de um cântico de 70 linhas entregue por Moisés ao Povo de Israel no último dia de sua vida terrena.

Convocando o céu e a terra como testemunhas, Moisés exorta o povo para que “

Lembrem os dias de outrora / Pondera os anos de cada geração / Pergunta ao teu pai e ele te dirá / Teu avô, e ele te explicará” como D’us “os encontrou em uma terra deserta”, fez deles um povo, escolheu-os como Seu, e legou-lhes como herança uma terra generosa. O Cântico também adverte contra várias armadilhas: “Yeshurun tornou-se gordo e rebelde / Tu engordaste, engrossaste, ficaste obeso / Ele abandonou D’us que o fez / E desprezou a Rocha de sua salvação” – e as terríveis calamidades que resultariam, que Moisés descreve como D’us “ocultando Sua face”. Mesmo assim, no fim, promete ele, D’us vingará o sangue de Seus servos e se reconciliará com o povo e a terra.

A Parashá conclui com a instrução de D’us a Moisés para subir ao pico do Monte Nebo, de onde ele contemplou a Terra Prometida antes de morrer na montanha. “Pois tu verás a terra de longe, mas lá tu não entrarás, na terra que Eu dei aos filhos de Israel”.


RESUMO DA HAFTARÁ HA’AZINU

II Samuel 22:1-51.

A

haftarah desta semana descreve o cântico que o Rei David compôs em idade avançada, ecoando a leitura da Torá desta semana onde Moisés comunica suas palavras de despedida ao Povo Judeu na forma de um cântico.

O cântico de David expressa gratidão a D’us por salvá-lo de todos os seus inimigos. Ele começa com as famosas palavras: “O Senhor é minha rocha e minha fortaleza”. Ele segue descrevendo a dor e as dificuldades que ele encontrou e repete que ele sempre se voltou para D’us em seus momentos de sofrimento. Ele relata a reação de D’us com aqueles que o atormentaram: “O Senhor trovejou dos céus; e o Mais Elevado enviou Sua voz. E Ele lançou flechas e Ele os dispersou com relâmpagos e Ele os frustrou… Eu persegui meus inimigos e os destruí; nunca voltei até que eles fossem consumidos”.

O Rei atribui sua salvação a sua sinceridade em seguir os caminhos de D’us: “O Senhor me recompensou de acordo com minha honestidade; de acordo com a pureza de minhas mãos, Ele me recompensou…”.

O cântico termina com a expressão de agradecimento de David: “Portanto, eu darei graças a Ti, ó Senhor, entre as nações, e a Teu nome eu cantarei louvores. Ele dá grande salvação a Seu rei e Ele pratica a bondade com o Seu escolhido; a David e a sua semente, para todo o sempre”.


HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE YOM KIPPUR E DE SHABAT

 

 

Rio de Janeiro

S. Paulo

P. Alegre

Brasília

Belém

Salvador

Véspera de Yom Kippur (Quarta-Feira)

9 de TISHREI de 5769 (8 de OUTUBRO de 2008)

Acender as velas ANTES do horário indicado

17:32

17:48

18:10

17:49

17:45

17:10

Final de Yom Kippur (Quinta-Feira)

10 de TISHREI de 5769 (9 de OUTUBRO de 2008)

18:43

18:58

19:21

18:59

18:55

18:20

Início do Shabat (Sexta-Feira)

11 de TISHREI de 5769 (10 de OUTUBRO de 2008)

Acender as velas ANTES do horário indicado

17:33

17:49

18:12

17:49

17:45

17:11

Final do Shabat (Sábado)

12 de TISHREI de 5769 (11 de OUTUBRO de 2008)

18:44

18:59

19:22

18:59

18:55

18:21

 

Para outros locais, clique em: www.chabad.org.br/datas/calendario/velas.html.

 


Na véspera de Yom Kippur,

acenda as velas somente ANTES do horário indicado.

Cubra os olhos com as mãos e recite a seguinte bênção, descubra os olhos e olhe para as chamas das velas:

1. Ba-ruch A-tah Ado-nai E-lo-hei-nu Me-lech Ha-olam Asher Ki-deshanu Be-mitzvo-tav Ve-tzvi-vanu Le-hadlik Ner Shel Yom Hakipurim.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou acender a vela de Yom Kippur

2. Ba-ruch A-tah Ado-nai E-lo-hei-nu Me-lech Ha-olam She-heche-ya-nu Ve-ki-yi-ma-nu Ve-higi-a-nu Liz-man Ha-zeh.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época.


Na sexta-feira, acenda as velas somente ANTES do horário indicado. 
Cubra os olhos com as mãos e recite a seguinte bênção, descubra os olhos e olhe para as chamas das velas:
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel Shabat kodesh.
Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos e nos ordenou acender as velas do sagrado Shabat.


Fonte:  chassidismo@googlegroups.com em nome de Grupo Chassidismo (chassidismo@terra.com.br)

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