Parashá Vayelech – A Chave para a Escolha da Vida‏ – Grupo Chassidismo

 

Rabbi Yitzchak Ginsburgh

 

A Chave para a Escolha da Vida

                Parashá Nitzavim-Vayelech

Todo dia de nossas vidas é uma série de escolhas: entre bem e mal, benção e maldição, vida e morte. Superficialmente, a escolha não é sempre clara. Freqüentemente, devemos retirar a casca externa de realidade para descobrir o bem oculto nas escolhas que fazemos. Nesta apresentação, o Rabbi Ginsburgh nos fala sobre a chave para a escolha da vida – focalizarmos no bem inerente em toda a realidade. Ao nos focarmos de forma otimista no bem em nosso mundo, estaremos capacitados a atualizar a benção da vida em tudo o que tocamos.


Escolher a Vida: A Essência da Torá

A Parashá de

Nitzavim é sempre lida imediatamente antes das grandes festas. Antes de completarmos a teshuvá de Elul e nos prepararmos para a grande teshuvá de Rosh Hashaná e Yom Kippur, D’us nos ordena escolher a vida. A escolha da vida é a essência da Torá, que é toda vida. O fato de D’us nos ter ordenado escolhê-la também indica que nós realmente temos o poder da livre escolha.

As Três Escolhas Que São Uma

Na seção começando no capítulo 30:15 na Parashá

Nitzavim, D’us prepara três escolhas perante nós. A própria seção começa com a palavra re’eh (“vejam”), indicando que todas as escolhas a seguir têm a ver com visão. Podemos escolher entre vida e morte, bem e mal, benção e maldição. Todas as três escolhas estão incorporadas na exortação final neste conjunto de versículos: … e você deverá escolher a vida

Escolher o positivo sobre o negativo é sempre, no final das contas, escolher a vida. O lado negativo da realidade define o positivo, coloca-o em proporção e lhe dá equilíbrio. O objetivo final do mal é o de ser incorporado ao bem, o qual ele reforça. (Veja mais sobre este assunto no comentário do Rabbi Ginsburgh sobre a Parashá Re’eh). No entanto, sempre tentamos manifestar o positivo na realidade. Quando escolhemos a vida, D’us também nos dá o poder de superar a má inclinação que nos encoraja a escolher a morte.

Betach

As três escolhas são:

Em Português      Em Hebraico      Primeira Letra da Palavra em Hebraico

Benção                Brachah             Beit

Bem                   

Tov                     Tet

Vida                   

Chaim                  Chet

As primeiras letras destas três palavras soletram a palavra hebraica

betach, que significa “certeza”, “crença” ou “confiança”. Confiança em D’us é a plena manifestação de nossa fé n’Ele e é um acrônimo para estas três escolhas positivas. Quando confiamos em D’us, Ele nos dá a crença em nós mesmos, capacitando-nos a perseguir aqueles objetivos positivos que definimos para nós.

O Olho de Jacó

Entre suas últimas palavras para Israel no deserto (Devarim 33:28), Moisés diz:

betach badad ein Yaakov que significa “confiante, sozinho está o olho de Jacó”. Na Kabbalah e Chassidut, aprendemos que nossos olhos, os olhos de Jacó, devem estar focalizados em betach – na benção, no bem e na vida. Assim fazendo, nossos olhos se tornam um meio condutor para recebermos o poder dos Céus para escolhermos e atualizarmos o objeto de nosso foco. O único foco do olho de Jacó deve ser no positivo, o betach na vida. Os valores numéricos das palavras nas quais estamos focalizando reforçam nosso ponto.

O valor numérico de brachah, “benção”, é 227.

O valor numérico de

tov, “bem”, é 17.

O valor numérico de

chaim, “vida”, é 68.

Juntos, eles totalizam 312, o valor exato de

ein Yaakov, “o olho de Jacó”. [312 é 12 vezes 26 (o Nome essencial de D’us, Havayah). As quatro letras de Havayah têm 12 permutações, cada uma aludindo ao poder Divino pelo qual D’us cria um dos 12 meses do ano. Elas também aludem ao poder Divino inerente em cada das 12 almas das tribos de Israel].

Quebrando a Casca

Um dos mais profundos ensinamentos da Kabbalah e Chassidut é o de que o bem e o mal não são dois diferentes lados da realidade. Em vez disso, tanto o um quanto o outro coexistem em todo ponto da existência. Em volta de toda benção, existe uma casca de maldição. Quando ativamos ao máximo o poder de nossa visão, podemos penetrar aquela casca de morte e acessar a vida dentro dela. A vida lá dentro é o

betach que existe em todo ponto de escolha que enfrentamos.

Yossef, O

Tzaddik Perfeito

Como mostrado acima, o valor numérico do “olho de Jacó” é 12 vezes 26. Quando 26 é reduzido a pequenos números, ele equivale a 17, o valor numérico de

tov, “bom”. 17 vezes 12 equivale a 204, o valor numérico de tzadik, uma “pessoa justa” José é o tzadik perfeito da Torá. Ele tinha 17 anos em um momento crucial de sua vida quando foi vendido ao Egito e quando teve de enfrentar a tentação da mulher de Potiphar. Como mostrado por suas ações ao longo deste turbulento período de sua vida, José o Tzadik foi capaz de penetrar a negatividade da realidade e contatar seu lado positivo e Divino.

Vida: O Ponto Principal

A Torá resume nossas escolhas potenciais com a diretiva de escolhermos a vida. Nossa capacidade de focalizar o positivo na realidade é o poder de nossa visão, o que, finalmente, nos trará vida.  As três energias positivas de benção, bem e vida correspondem às três faculdades mentais da alma:

Benção, associada com prosperidade, corresponde a binah, “entendimento”.

Bem, associada com família, corresponde a da’at, “conhecimento”.

Vida, associada à Torá, corresponde a chochmah, “sabedoria”.

Ver a Vida

O poder da sabedoria é identificado com o poder da visão. De todas as três energias positivas, quando focalizamos o olho espiritual de nossas almas, vemos vida. Na superfície, poderia parecer que prosperidade e bondade são mais fáceis de serem vistas do que a própria vida. O trabalho clássico da Chassidut, o livro

Tanya, escrito pelo primeiro Rebbe de Lubavitch, cita o Arizal para explicar como podemos ver a vida. Ele explica que toda partícula elementar da criação tem uma faísca de Divindade e está viva. A capacidade de vermos que toda a realidade está viva com a faísca Divina de D’us é a percepção mais profunda do olho oculto da alma. Quando focalizamos na vida em toda a realidade, D’us nos dá o poder de atualizá-la, escolhermos a vida e sermos criativos em cada ponto de nossa existência.

Tradutor: Moishe (a.k.a. Maurício) Klajnberg


RESUMO DA PARASHÁ VAYELECH

Devarim 31:1-30

A Parashá de

Vayelech (“E ele foi”) relata os eventos do último dia de vida terrena de Moisés. “Eu tenho 120 anos de idade hoje”, ele diz ao povo, “e eu não posso mais sair e entrar”. Ele transfere a liderança para Yoshua e escreve (ou termina de escrever) a Torá em um rolo que ele entrega em confiança ao Leviim para que guardem na Arca da Aliança. A mitzvah de Hak’hel (“Reunir”) é dada: a cada sete anos, durante a festa de Sucot do primeiro ano do ciclo de shemittah, todo o Povo de Israel – homens, mulheres e crianças – deve se reunir no Templo Sagrado de Jerusalém onde o rei deverá ler a Torá para eles. Vayelech termina com a profecia de que o Povo de Israel se afastará de seu pacto com D’us, fazendo com que Ele esconda Sua Face deles, mas também com a promessa de que as palavras da Torá “não serão esquecidas das bocas de seus descendentes”.


RESUMO DA HAFTARÁ VAYELECH

SHABAT SHUVAH

Hosea 14:2-10; Micah 7:18-20

O Shabat entre Rosh Hashaná e Yom Kippur é conhecido como

Shabat Shuvah ou “Shabat do Retorno (Arrependimento)”. O nome é uma referência às palavras iniciais da haftarah da semana, “Shuvah Israel – Retorna Ó Israel”. Esta haftarah é lida em honra ao Dez Dias de Arrependimento, os dias entre Rosh Hashaná e Yom Kippur.

O profeta Hosea exorta o povo de Israel para que “Retorna, Ó Israel, ao Senhor teu D’us”, encorajando-os a se arrependerem sinceramente e que peçam o perdão de D’us. Hosea urge aos judeus que coloquem sua confiança em D’us, não na Assíria, em cavalos poderosos ou em ídolos. Neste ponto, D’us promete remover Sua ira de Israel, “Eu serei como orvalho para Israel, eles florescerão como uma rosa”. O profeta, então, continua prevendo o retorno dos exilados e o fim da adoração de ídolos entre o povo.

A haftarah conclui com uma breve porção do Livro de Micah que descreve a bondade de D’us em perdoar os pecados de Seu Povo. “Ele não mantém Sua ira para sempre, pois Ele é um amante da bondade. Ele terá misericórdia por nós, Ele agarrará nossas iniqüidades e jogará todos os nossos pecados nas profundezas do mar”. Micah conclui invocando perante D’us os pactos que Ele fez com os Patriarcas Avraham, Yitzchak e Yaakov.


HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE ROSH HASHANÁ E SHABAT

(NA SEGUNDA-FEIRA, ANTES DO POR-DO-SOL, ACENDA UMA VELA QUE DURE

PELO MENOS DOIS DIAS PARA QUE SEJAM ACESAS AS VELAS DE YOM TOV)

 

                                                                      

Primeira Noite de Rosh Hashanah (Segunda-Feira)                    Rio de Janeiro    S. Paulo     P. Alegre     Brasília     Belém     Salvador          

29 de ELUL de 5768 (29 de SETEMBRO de 2008)                          17:29                    17:45          18:05            17:47         17:48        17:10

Acender as velas

ANTES do horário indicado

 

Segunda Noite de Rosh Hashanah (Terça-Feira)                           Rio de Janeiro    S. Paulo     P. Alegre     Brasília     Belém     Salvador

1 de TISHREI de 5769 (30 de SETEMBRO de 2008)                          18:40                   18:55           19:16            18:57         18:57       18:20

Acender as velas

DEPOIS do horário indicado

 

Final de Rosh Hashanah (Terça-Feira)                                          Rio de Janeiro    S. Paulo     P. Alegre     Brasília     Belém     Salvador

2 de TISHREI de 5769 (1 de OUTUBRO de 2008)                             

18:40                   18:55          19:16            18:57          18:57       18:20

 

Início do Shabat (Sexta-Feira)                                                      Rio de Janeiro    S. Paulo     P. Alegre     Brasília     Belém     Salvador

4 de TISHREI de 5769 (3 de OUTUBRO de 2008)                             17:31                    17:46          18:07            17:48         17:47       17:10

Acender as velas

ANTES do horário indicado                                                                                                                                      

Final do Shabat (Sábado)                                                                Rio de Janeiro    S. Paulo     P. Alegre     Brasília     Belém     Salvador

5 de TISHREI de 5769 (4 de OUTUBRO de 2008)                                

18:41                    18:56          19:18            18:58         18:56        18:20

 

Para outros locais, clique em

: www.chabad.org.br/datas/calendario/velas.htm


Nas duas noites de Rosh Hashaná, recite as seguintes bênçãos:

1- Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu Bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel Yom Hazicaron.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou acender a vela do Dia da

Lembrança.

[Nota: Ao recitar a bênção seguinte na 2ª noite de Rosh Hashanah, tenha em mente a nova fruta que será comida após o

Kidush]

2- Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, shehecheyánu vekiyemánu vehiguiánu lizman hazê.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época.

Na sexta-feira, acenda as velas somente

ANTES do horário indicado.

Cubra os olhos com as mãos e recite a seguinte bênção, descubra os olhos e olhe para as chamas das velas:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel Shabat kodesh.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos e nos ordenou acender as velas do sagrado Shabat

 

Fonte:  * Rabbi Yitzchak Ginsburgh : www.inner.org

            * Parashá Vayelech    

              http://www.inner.org/audio/aid/E_035.htm

                                               


 

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