18 de Elul

18deElul

18 de Elul, comemora o aniversário de nascimento em 5458 (1698) do Baál Shem Tov, fundador do Chassidismo, e em 5505 (1745) de Rabi Shneor Zalman, fundador do movimento Chabad-Lubavitch e Primeiro Rebe de Lubavitch.

O termo Elul significa introspecção, ou seja, voltar-se para o interior de si mesmo e ponderar sobre o sentido da vida, procurando se auto-analisar em relação à maneira como proceder no decorrer da mesma. É exatamente durante este mês, que marca o fim de um ano de existência e a proximidade de um novo ano, que o ser humano deverá se recolher em meditação, examinando seus atos e arrependendo-se sinceramente dos erros cometidos.

Através dos ensinamentos chassídicos, o Baál Shem Tov, fundador da Chassidut, afirmou que o homem pode e deve servir a D’us. Qual seria a maneira mais fácil de consegui-lo? Imaginemos uma usina geradora de eletricidade, cujos fios estão a ela ligados através de uma variedade de dispositivos.

Para que se possa estabelecer uma conexão com a referida usina, torna-se necessário acionar o botão que faz com que o seu contato com a usina consiga transformar uma vida de desespero e aflição, em harmonia e felicidade. Esta relação é, às vezes, imprevisível; ninguém sabe de imediato como ela se processa.

Da mesma maneira, as vezes basta apenas uma simples palavra para conseguir revelar a fonte de uma alma judaica. Este foi o trabalho de Baál Shem Tov: despertar em cada um, desde o mais humilde, seu potencial de servir a D’us e amar seu próximo.

Rabi Shneor Zalman, o primeiro Rebe do movimento Chabad-Lubavitch, por sua vez, demonstra a maneira de se estabelecer esta ligação. Afirma ele, que este mundo representa um degrau a mais, o último na longa cadeia das esferas. Quando um judeu ativa sua centelha Divina e se une a D’us através da oração, do estudo da Torá e do cumprimento das mitsvot, preceitos, poderá desencadear alterações no mundo físico, acima de qualquer previsão. E este poder de transformar não é privilégio de um só judeu, mas de todos.

Essas duas personalidades, nascidas no dia dezoito deste mês, número que corresponde à palavra "chai" ("vivo", usado no sentido de "vida"), quiseram e conseguiram, através de seu exemplo e ensinamentos, imprimir uma vibração mais profunda no serviço de cada judeu neste mês de Elul.

Cronologia de Chai Elul

18 de Elul de 5369 (1609)
Falecimento do Maharal de Praga,
tetravô do Alter Rebe (1º Rebe de Chabad)


Rabi Yehuda Loewe, o Maharal de Praga, era membro de uma família nobre descendendo em linha direta do Rei David. Seu filho, Rabi Betsalel, teve um filho chamado Shemuel. O filho de Rabi Shemuel foi Rabi Yehuda Leib e seu neto, Rabi Moshe. O filho de Rabi Moshe se chamava Rabi Shneur Zalman, que era o pai de Rabi Baruch, pai do Alter Rebe.

Nascido em 5272 (1512), o Maharal de Praga tinha noventa e sete anos quando faleceu. Está enterrado em Praga.

18 de Elul de 5458 (1698)
Nascimento do Báal Shem Tov

O Báal Shem Tov, filho de Rabi Eliezer e Rebetsin Sara, nasceu numa segunda-feira, em 18 de Elul de 5458 (1698), na aldeia de Okup.

Seu nascimento e seus primeiros anos estão descritos com detalhes em outras obras. Segue-se uma nota escrita pelo Alter Rebe sobre a juventude do Báal Shem Tov, que somente veio à luz recentemente, e foi publicada no periódico Yagdil Torá nº 31(deve-se enfatizar que, nesta nota, há muitos detalhes sobre o Báal Shem Tov que diferem de outras tradições):

Há uma diferença de opinião entre Rabi Eliezer e os Sábios a respeito do Patriarca Avraham. Segundo um deles, ele tinha três anos quando se tornou cônscio da existência de D’us. De acordo com outro, isso não aconteceu até ele ter quarenta e oito anos. Sobre o Báal Shem Tov, por outro lado, todos concordam que ele O descobriu aos três anos.

Seu pai Rabi Eliezer tinha cem anos, e sua mãe Sara noventa, quando num sonho ouviu que deveria santificar-se, pois lhe nasceria um filho que seria uma luz para o povo judeu. Ele santificou-se e no devido tempo o Báal Shem Tov nasceu. Desde o começo, ele era diferente das outras crianças. Aos três meses já caminhava e falava como alguém muito mais velho.

Quando tinha um ano e meio perdeu seu pai que, antes de morrer, lhe disse: "Não tema ninguém, exceto o Eterno, bendito seja."

Um ano após o falecimento de seu pai, perdeu a mãe, Sara. Nesta época ele caminhava pela rua, sozinho, um cajado na mão, até que as pessoas da cidade começaram a tomar conta dele. Era destemido, percorrendo sozinho as florestas.

Na noite do seu terceiro aniversário, estava escuro lá fora e chovia torrencialmente. Ele pegou seu cajado e rumou para a floresta. Perguntaram a ele: "Como pode sair numa noite assim? Não há um fiapo de luz no céu!"

Ele respondeu: "Não temo a nada, exceto o Eterno, bendito seja."

Ele entrou na floresta, e ali viu uma casa grande e majestosa de onde emanava uma luz. Entrou na casa e percorreu sala por sala até chegar numa câmara na qual, ao redor de uma mesa, estavam reunidos muitos zombadores, todos mensageiros de Shamael. Perguntaram a ele:

"Como é possível que não tenha medo de entrar neste lugar?" Ele respondeu: "Não temo a nada, exceto o Eterno, bendito seja." Eles disseram: "Filho, não concorda que D’us abandonou o mundo?"

Ele começou a gritar: "Que todos os malfeitores sejam dispersados pelo vento!" Eles desapareceram no ar.

Até os dezoito anos ele estudou Torá com Achiya HaShiloni, e então recebeu o privilégio de estudar com Mashiach. Aos treze anos foi ensinado todos os Nomes de D’us, juntamente com suas formas alternadas, com a exceção de uma, que Achiya não lhe ensinou. Quando lhe perguntou o motivo, Achiya respondeu que também o desconhecia, pois este Nome tinha sido passado ao Anjo da Destruição, que se recusara a destruir o Templo, a menos que recebesse o Nome em garantia. Deste Nome dependia a chegada de Mashiach.

A partir desse momento, o Báal Shem Tov empreendeu uma busca por este Nome. Ele recebeu um aviso celestial: muitos tinham embarcado nesta busca, apenas para atraírem sobre si mesmos a destruição. Ele respondeu: "Não temo a nada, exceto o Eterno, bendito seja."
Então veio o Anjo da Destruição em pessoa e disse:

"Homem mortal e putrefato, antes deste dia eu tinha visitado o mundo apenas duas vezes, para destruir o Primeiro e o Segundo Templos. Que afronta é esta, para chamar-me uma terceira vez?"

Ele respondeu: "Não temo a nada, exceto o Eterno, bendito seja."

Com essa resposta ele conseguiu retirar o Nome do Anjo da Destruição…

Ao final desta narrativa, o Alter Rebe escreve: Tudo isso eu tive o mérito de escutar dos lábios do próprio Báal Shem Tov, numa visão que tive acordado.

O Rebe, Rabi Yossef Yitschac, escreve sobre esta descrição:

Ouvi de meu pai, em nome do Ancião de Radamisal – que era um dos que limpavam os livros e papéis antes de Pêssach na casa do Tsemach Tsedec – que havia uma gaveta contendo muitos manuscritos, papéis e cartas, e ele ali encontrou um longo bilhete, manuscrito pelo Alter Rebe. O fato acima narrado é o que ele se lembra de ter lido ali.

O Ancião de Radamisal disse que desejava fazer uma cópia deste documento e que já tinha preparado caneta e papel quando o "Maharil", filho do Tsemac Tsedec, entrou e lhe disse para não fazê-lo, pois Reb Hilel de Paritch já tinha feito isso e o papel se incendiara, consumindo muitos de seus próprios manuscritos, "Além disso" – acrescentou ele – "o Tsemac Tsedec não tolerará isso, e por este motivo ele se absteve de copiá-lo ele mesmo."

5484/1724

Achiya HaShiloni se revela ao Báal Shem Tov e lhe ensina Torá

Numa carta que endereçou ao seu pupilo, Rabi Yaacov Yossef HaKohen, o Báal Shem Tov escreve:

No dia do meu 26º aniversário, 18 de Elul de 5484 (1724) em Okup, à meia-noite, meu mestre, Achiya HaShiloni, revelou-se a mim. A primeira coisa que ele me ensinou foi a Parashat Bereshit.

Achiya HaShiloni ensinou o Báal Shem Tov durante dez anos. Ensinou-lhe a luz interior das duas Nogleh e Cabalá – como são ensinados no Gan Eden.

5494/1734

O Báal Shem Tov revela sua verdadeira grandeza

Em 18 de Elul de 5494/1734, após dez anos de instrução com Achiya HaShiloni, o Báal Shem Tov revelou-se, realizou milagres e lançou uma luz sobre aspectos ocultos – tudo a pedido e ordem de seu professor.

Em conexão com isso, ele escreveu:
Quando tínhamos completado o estudo de Torá – até suas palavras finais: "… à vista de todo Israel" – eu completei trinta e seis anos e fui revelado.

Durante seis anos ele tinha se recusado a fazê-lo e, em represália por isso, sua vida foi abreviada pelo mesmo período de tempo.
(veja mais em Sefer Hatoledot Báal Shem Tov, vol.I pág. 37ff)

5505/1745

O nascimento do Alter Rebe

Estando já casado com Rebetsin Rivka há dez meses e sem nenhum sinal de sua esposa engravidar, Rabi Baruch estava muito aborrecido. Após conversar com seu amigo, Rabi Yitschac Shaul, o casal decidiu viajar para ver o Báal Shem Tov.

Era costume do Báal Shem Tov fazer uma refeição festiva todos os anos a 18 de Elul, pelo seu aniversário, e falar palavras de Torá. Nesta ocasião, o Báal Shem Tov disse a Rabi Baruch: "Nesta data exata, você estará segurando seu filho nos braços."

Antes da partida de Rabi Baruch e Rebetsin Rivca de Mezibush, eles entraram na presença do Báal Shem Tov para receber sua bênção para uma viagem segura. Rebetsin Rivca, bastante animada, disse ao Báal Shem Tov:

"Quando D’us cumprir a sagrada bênção do Báal Shem Tov e formos de fato abençoados com um filho saudável, eu o dedicarei à Torá e ao serviço de D’us, segundo o caminho do Báal Shem Tov."

Ela assim reiterava a promessa feita por Chana, a mãe do Profeta Shemuel. O Báal Shem Tov os abençoou e eles partiram, o coração transbordando de alegria.

Na quarta-feira, 18 de Elul de 5505/1745, nasceu um filho para Rabi Baruch e Rebetsin Rivka. Recebeu o nome de Shneur Zalman, numa homenagem ao avô paterno.

No mesmo dia o Báal Shem Tov, ao voltar do micvê, estava tão feliz que seus alunos ficaram maravilhados. Nenhum deles, porém, ousou pedir uma explicação para tamanho júbilo. O próprio Báal Shem Tov liderou as preces, mais uma vez despertando neles admiração quando entoou a melodia de Yom Tov e mais ainda, quando omitiu a prece Tachanun geralmente recitada naquele dia. As preces terminaram, o Báal Shem Tov convidou os alunos para uma refeição de celebração e estava muito feliz durante todo o jantar:

"No quarto dia da Criação, as luminárias estavam suspensas no céu. Hoje, o quarto dia da semana, uma semana relacionada à Haftará ‘Desperta, reluza’, uma nova alma desceu ao mundo e irá iluminá-lo com a luz de Nigle e da Chassidut; uma alma que vai se oferecer para o bem da Chassidut e cujas realizações introduzirão a Era de Mashiach."

5508/1748
O Báal Shem Tov é o primeiro a cortar o cabelo do Alter Rebe quando este atinge a idade de três anos

Quando Rabi Baruch, pai do Alter Rebe, passou Rosh Hashaná de 5508/1747 com o Báal Shem Tov, informou a ele sobre o fato de que ele e sua esposa tinham decidido levar o filho, Shneur Zalman, no dia 18 de Elul seguinte, para que este tivesse o seu corte de cabelo em seu opsherenish. O Báal Shem Tov concordou, com a condição de que uma carruagem ficasse de prontidão para levá-lo imediatamente de volta para casa. Ele não queria que o Alter Rebe o conhecesse ou o reconhecesse, pois ele (o Alter Rebe) estava destinado a ser ligado ao Maguid de Mezeritch. Além disso, a mãe da criança, Rebetsin Rivka, e sua tia, Rebetsin Devora Lea, teriam de levar a criança até a sinagoga, assim que a prece de Shacharit estivesse concluída. Então, após o Báal Shem Tov lhe cortar o cabelo, eles deveriam voltar imediatamente para casa.

Na quarta-feira 18 de Elul, Rebetsin Rivka e sua cunhada, Rebetsin Devora Lea, chegaram a Mezibush, na casa do Báal Shem Tov. Este iniciou-o no costume de peyot e o abençoou com Bircat Cohanim. Ele lembrou às mulheres para voltarem imediatamente e a não dizerem nada sobre o lugar que tinham acabado de deixar, e lhes deu uma bênção para um ano bom, desejando-lhes boa viagem.

Durante todo o caminho de volta para casa o menino perguntou quem era aquele judeu que tinha cortado seu cabelo e arrumado suas peyot, e a mãe respondia: "Aquele era Zeide."
No mesmo dia, o Báal Shem Tov organizou uma seudá para seus discípulos e explanou a declaração dos Sábios sobre "aos três anos seu pai Avraham reconheceu a existência de D’us." Então ele disse:

A criança da Polônia [dotada com] uma alma especial, completa hoje três anos, e neste dia ele reconhece seu Criador. E assim como Avraham, ele será chamado a sacrificar-se para dar testemunho a um caminho do serviço Divino baseado em Sua Unidade e a consciência da Divina Providência.

5573/1813

O Miteler Rebe se estabelece em Lubavitch

Após o falecimento do Alter Rebe em 24 de Tevet de 5573/1813, o Miteler Rebe passou vários meses em Kremenchug, na Ucrânia. Os chassidim de Chabad da Ucrânia o pressionaram a estabelecer-se permanentemente perto deles; em oposição a estes estavam os chassidim da Rússia Branca, que enviavam uma delegação após a outra para pedir-lhe que retornasse à sua região. Foram estes últimos que prevaleceram, e após a festa de Shavuot, o Miteler Rebe deixou Kremenchug e dirigiu-se à Rússia Branca.

Na segunda-feira, 18 de Elul, acompanhado por milhares de chassidim, ele chegou a Lubavitch e ali estabeleceu sua sede. Na cidade havia um local desolado onde, dois anos antes, todas as casas tinham sido incendiadas por completo. O Miteler Rebe foi até lá e disse:

"Há cinqüenta e oito anos, o Alter Rebe, que contava então dez anos, estava estudando com o justo chassid, Issachar Dov, numa sinagoga que ficava exatamente neste pedaço de terra. Quando eu estava fazendo meus preparativos para esta viagem, meu pai, o Alter Rebe, disse-me que ao chegar em Lubavitch eu deveria fincar raízes aqui, neste mesmo local, e dar sua bênção à cidade, base dos Rebes de Chabad, para que a cidade desfrutasse anos longos e felizes."

Por que esta obscura cidade de Lubavitch se tornaria a capital do Movimento Lubavitch? A resposta é fornecida pelo Rebe Yossef Yitschac:

"Não foi à toa que Lubavitch foi destinada a ocupar uma posição tão exaltada, primeiro pelos ‘tsadikim ocultos’, depois pelos Rebes e pelos chassidim de Chabad."

Em virtude de sua localização geográfica especial, Lubavitch foi um lugar conveniente para os pesquisadores espirituais, indivíduos que nada mais desejavam que recolher-se do mundo e suas vaidades e devotar-se de corpo e alma ao estudo de Torá e ao serviço de D’us. Era um lugar apropriado para o início de uma nova vida, baseada nos princípios morais puros ensinados pela Torá.

Lubavitch sempre foi cercada por uma grande área florestal, dando-lhe um ar de isolamento e instilando em seus moradores um profundo senso de solidão, Assim, a cidade tornou-se um ímã para aqueles em busca de comunhão com suas almas, e que desejavam se aproximar mais de D’us e de Sua criação.

Durante um período de cento e dois anos, Lubavitch foi a sede de quatro gerações de Rebes de Chabad e para dezenas de milhares de chassidim, na Rússia e no mundo além de suas fronteiras, o centro luminoso da Chassidut de Chabad.

5657/1897
Início dos estudos na Yeshivá Tomchei Temimim de Lubavitch

Como se vê acima, a Yeshivá Tomchei Temimim foi fundada em 15 de Elul. No entanto, os estudos em si só começaram no dia 18.

Sobre este tópico o Rebe, Rabi Yossef Yitschac, escreve:

"A 18 de Elul, meu pai escolheu os primeiros dezoito alunos, passando-os ao famoso chassid Reb Shemuel Gronem Esterman de Zembin, para que este os instruísse em Chassidut, de acordo com um programa que meu pai mesmo tinha determinado.

"A 18 de Elul, em uma de minhas Sheva Berachot, meu pai disse: ‘Hoje, 18 de Elul, é a data que se fez luminosa pelo nascimento do Alter Rebe e do Báal Shem Tov. Neste dia sagrado, ei fundei a yeshivá, por ordem dos meus sagrados ancestrais – uma yeshivá que enviará ao mundo estudantes capazes de darem a vida pelo estudo de Torá e pelo serviço de D’us, pois eles se apegam fielmente à trilha da Chassidut de Chabad. Estou agora acendendo as luzes que herdamos do Báal Shem Tov e dos Rebes, para que a promessa ‘que brotem os mananciais de seus ensinamentos’ possa ser cumprida, e a vinda do nosso justo Mashiach seja em breve.’

Sefer Hatoledot

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