Biografia de cabalistas – Parte 11

 

Rabi Benayahu ben Yehoyada

O túmulo hoje facilmente acessível do grande sábio e guerreiro da era davidiana, Benayahu ben Yehoyada no subúrbio de Beriya, em Tzfat não foi sempre tão simples de achar. Na verdade, foi preciso ninguém menos que um luminar, o santo Ari, para "sentir" que um determinado local onde ele passava com seus alunos há 500 anos nas redondezas de Tzfat era de fato o local de repouso de Ben Yehoyada.

Benayahu foi considerado o guerreiro mais brilhante de sua época. Além disso, era alguém cujo extraordinário conhecimento de Torá e virtudes o destinaram a se tornar líder do mais elevado corpo de Torá, o Sanhedrin. Ele também tornou-se conselheiro chefe de David.

Fomos apresentados à heróica grandeza e integridade de Benayahu no Segundo Livro de Shmuel, especialmente no capítulo 23, versículos 20-23. Eles se iniciam: "Benayahu, filho de yehoyada, filho de um homem valente (ben ish chayil) grande em ações, de Kabzeel, ele derrotou os dois poderosos homens de Moab…"

Nossos sábios explicam:

"Filho de um homem valente" – A força e a coragem de Benayahu foram herdadas de seu pai. No entanto, a forma escrita das três palavras é na verdade "Ben ish chai" – "o filho de um homem ainda vivo." Isso indica que Yehoyada, além de ter sido um guerreiro valente, foi também um homem justo, pois os atos dos realmente justos vivem além de sua existência física, dessa forma mantendo suas memórias vivas.

"Grande em ações" – grande em realizações militares, grande em seus atos de integridade.
"Os dois poderosos homens de Moab." Nossos rabinos declararam que ele não deixou ninguém como ele, nem no período do Primeiro Templo nem no do Segundo. Além disso, no Zôhar (1:7a), está declarado: "Benayahu nunca se afastou das paredes do coração de David. Jamais haverá uma separação entre eles."

"De Moab" – O Templo é aqui mencionado como "de Moab" porque Shelomô, que o construiu, era descendente de Ruth, a Moabita.

Atualmente, muitos visitantes a Tzfat, bem como os moradores locais, se detêm um certo tempo ao visitar o túmulo de Ben Yehoyada para se conectar num nível espiritual com a alma do homem por cujo mérito, afirma-se, tanto o Primeiro quanto o Segundo Templo permaneceram de pé – um dos 36 homens justos encontrados em cada geração em cujo mérito o próprio mundo existe.
Rabi Yossef Chaim, o famoso Sábio e cabalista que foi Rabino chefe de Bagdá por 50 anos (1859-1909), intitulado por seus livros pelas palavras dos versículos acima citados – "ben Ish Chai", "Benayahu", "Ben Yehoyada" e "Rav Pe’alim" – porque ele se considerava uma encarnação de Benayahu.

 

Fonte: http://www.chabad.org.br/

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