MASHIACH – Quem é o filho de D’us?

 

 

Você foi criado de maneira tal que pudesse reconhecer seu Criador, amá-Lo e servi-Lo aqui na terra. Mas você sabe como é D’us realmente?

A resposta a esta pergunta surpreende muita gente. É um engano comum pensar que se está adorando o único e verdadeiro D’us, enquanto na verdade se está servindo um que é falso. Para ajudar a não cometer este engano, D’us descreveu a Si mesmo na Torá, advertindo-nos a lembrar como Ele apareceu ao outorgar os Dez Mandamentos:

"E vos falou o Eterno no meio do fogo; som de palavras vós ouvistes, porém imagem alguma vistes, tão somente uma voz. E guardareis muito vossas almas, porque, não vistes imagem alguma no dia em que o Eterno vos falou em Horeb, no meio do fogo. Não vos corrompais, fazendo para vós uma estátua de imagem de qualquer forma, com semelhança de homem ou de mulher." (Devarim 4:12, 15-16).

Em outras palavras, D’us não tem forma física. É infinito e ilimitado, e jamais aparece na forma humana. D’us também não tem "parceiros". Somente Ele é o único que nos traz a salvação eterna, como Ele diz na Torá: "Não sou Eu o Eterno? E não há nenhum deus além de Mim – um D’us justo e Salvador; não há ninguém mais. Volte para Mim e salve-se, todos os confins da terra, pois Eu sou D’us e não há nenhum outro ."(Yesha’yáhu 45:21-22).

"Não confiem nos nobres, nem num ser humano que não sustenta salvação." (Mishlê 146:3).
A vida eterna vem diretamente de D’us, que é Único e infinito, e não através de nenhum mediador.

O primogênito de D’us

Então, como D’us trouxe Sua mensagem de verdade ao mundo? Segundo a Torá, D’us declara ter um filho especial cuja missão é trazer Suas bênçãos e Sua salvação ao mundo inteiro.Quem é este filho?

Muitos líderes religiosos opinam sobre a identidade de Seu filho, mas na verdade devemos buscar a "opinião" de D’us sobre este assunto.

Em Shemot, D’us claramente proclama Seu filho ao mundo: "E dirás ao faraó: Assim diz o Eterno: " Israel é meu filho, meu primogênito."

"Israel" é o povo judeu – todos eles. O povo judeu foi escolhido por D’us para ser para ser, conforme as palavras da Torá, "um reino de sacerdotes e um povo santo" para todo o mundo (Shemot 19:6).

Todos os povos são filhos de D’us, naturalmente, mas os judeus são como um "primogênito", que traz a palavra de D’us aos irmãos mais jovens. Cada pessoa que ajuda a cumprir este papel especial, torna-se uma parte do reino de D’us.

Infelizmente, por muitas vezes os povos não nos deram ouvidos.

A Torá nos diz que sofreríamos muito, não apenas pelos nossos próprios pecados, mas também pelo mérito de trazer a Palavra de D’us a um mundo rebelde: "Console, console Meu povo," diz D’us. "Persuada Jerusalém e chame por ela, pois seu tempo foi completado, e seus erros foram reparados; por todos seus pecados, ela recebeu em dobro da mão do Senhor." (Yeshay’áhu 40:1-2).

Salvação pela Lei

O povo judeu aprendeu o segredo para a vida eterna e recebeu bênçãos para todo o povo, e agora finalmente têm liberdade para revelar a mensagem de D’us.

De acordo com esta mensagem, a chave que abre a porta a uma relação pessoal com D’us é a Sua Lei – uma parte para os judeus, a outra para o resto do mundo.

No Monte Sinai, D’us outorgou os Dez Mandamentos (e centenas de outros) ao povo judeu. Estas leis aplicam-se apenas aos judeus, pelo seu papel especial no mundo.

Para a humanidade D’us deu os Sete Mandamentos e dúzias de outras leis). Esses mandamentos foram dados a Nôach, quando saiu da grande arca que salvou sua família do grande dilúvio, como uma aliança eterna com todos os povos da terra.

"E construiu Nôach um altar ao Eterno, e tomou de todo quadrúpede puro e de toda ave pura, e ofereceu holocaustos no altar. E disse D’us a Nôach: Este é o sinal da aliança que tenho estabelecido entre Mim e toda criatura que sobre a terra esteja" (Bereshit 8:20 – 9:17).

Desde o Monte Sinai, os judeus têm levado a mensagem destas setes leis a todos os povos. Um não-judeu que siga estes mandamentos é chamado "Filho de Nôach," e recebe tanto a vida eterna como as bênçãos de D’us na sua vida terrena. Fazendo boas ações exatamente como D’us ordenou, merece um relacionamento estreito com seu Criador.

Um Filho de Nôach reza a D’us da maneira apropriada, conforme as instruções de D’us. Também ajuda os necessitados, e guia seus irmãos – incluindo judeus não-religiosos – de volta à Lei de D’us. Um Filho de Nôach aprende a direcionar cada parte de sua vida, tornando-se um "soldado" do exército espiritual de D’us.

A mensagem de Mashiach ao mundo

Mashiach é um rei judeu que levará todo o povo judeu para Israel, destruirá todo o mal, reconstruirá o Templo Sagrado em Jerusalém, e trará verdadeira liberdade ao mundo, e será capaz de trazer todos de volta ao cumprimento da vontade Divina. Ele instituirá o reino eterno de D’us aqui na terra.

Mashiach ensinará a palavra de D’us a todas as nações. A Torá diz que cada um tornar-se-á um Filho de Nôach, ansiando pela verdade:

"Ó Senhor, minha força e minha fortaleza, e meu refúgio no dia de aflição, os gentios virão a Ti dos confins da terra e dirão: ‘Recebemos apenas mentiras de nossos pais, vaidade e coisas que não são úteis. Pode um homem criar deuses por si mesmo?’

"Por isso, eis que eu os farei saber, desta vez eu os deixarei conhecer Minha mão e Minha força, e eles saberão que Meu nome é Hashem."

Em nossa geração o Rebe trouxe centenas de milhares de judeus e não-judeus de volta à Lei. O Rebe revelou que o Mashiach finalmente chegará agora, em nossa geração, em meio a grandes milagres. Também anunciou que cada judeu, e cada gentio, é um representante de D’us para ajudar a vinda imediata de Mashiach.

Chamada urgente à ação

Em Bereshit, D’us disse a Avraham que seus descendentes, o povo judeu, abençoaria o mundo com a luz da palavra de D’us. "E abençoarei os que te abençoarem, e àqueles que te amaldiçoarem, amaldiçoarei; e serão benditas em ti todas as famílias da terra."

D’us prometeu a Avraham que sua aliança de sacerdócio se aplicaria a todos os judeus, para sempre: "Estabelecerei Minha aliança entre Mim e ti, e entre tua semente depois de ti, nas suas gerações, numa aliança eterna, para ser teu D’us, e de tua semente depois de ti."

Independente de raça, formação religiosa ou nacionalidade, D’us conclama a todos para ajudar a trazer Mashiach, cada um conforme seu legado praticando ações positivas: os judeus através das 613 mitsvot e os filhos de Nôach através das Sete Leis.

Que todos possam presenciar em breve o despertar de uma nova era e um novo conhecimento onde a verdade será revelada como águas límpidas e puras que emanam da verdadeira e eterna fonte. Que tenhamos méritos para alcançar este dia.

 

Impacto

Por Sara Esther Crispe – Escritora, conferencista e faz parte da equipe editorial de chabad.org
 
Muitas vezes nos perguntamos se aquilo que fazemos no decorrer do dia faz alguma diferença. Não importa se é relevante, mas se realmente muda alguma coisa, se causa um impacto na vida das pessoas. Ora, se eu fosse um médico fazendo uma cirurgia, ou um juiz decidindo um caso importante, minhas ações literalmente poderiam determinar a diferença entre a vida e a morte para outra pessoa, e afetar para sempre sua vida e a vida da sua família e amigos. Mas e se eu não fizer nada de tão "importante"?
Muitos sentem que as coisas que fazem no decorrer de um dia normal são basicamente irrelevantes; nossas ações não tem muito impacto sobre o mundo ao nosso redor, e se deixarmos de fazê-las, outra pessoa poderia facilmente tomar nosso lugar.

Porém um dos ensinamentos mais famosos do Báal Shem Tov é que uma folha não cai ao solo se não estiver destinada a fazê-lo, e isso não tem um profundo efeito sobre o mundo à nossa volta. O Báal Shem Tov ensinou que somos trazidos a este mundo, todo e cada um de nós, por um período específico de tempo e com uma missão específica a cumprir; às vezes, vivemos uma vida plena de setenta ou oitenta anos com o único propósito de realizar um ato de bondade para uma outra pessoa.

 

Há alguns dias, lendo as manchetes da CNN, encontrei um exemplo poderoso dos ensinamentos do Báal Shem Tov. Era uma notícia sobre um evento histórico – algo que nunca tinha acontecido antes – e que não teria ocorrido a menos que algo aparentemente insignificante tivesse sido feito há cinquenta anos.

Há cinqüenta anos, uma mulher negra chamada Rosa Parks decidiu que não daria seu lugar na frente do ônibus a um homem branco. Embora hoje isso possa parecer corriqueiro e ridículo, na época, na América segregada, foi o suficiente para que ela fosse presa. E sua prisão por este tipo de recusa desencadeou o início do Movimento pelos Direitos Civis.

Rosa Parks não tinha intenção de se tornar líder, ou símbolo, ou uma figura histórica. Ela simplesmente achou que não estava correto um homem lhe pedir para ceder seu assento. Tudo que ela fez, basicamente, foi apegar-se às suas crenças e fazer aquilo que sentia estar certo. Porém ao fazê-lo, ela literalmente mudou o mundo à sua volta.

Quando Rosa Parks faleceu em 24 de outubro, o Presidente mandou hastear as bandeiras a meio-pau. Na semana passada, ela se tornou a primeira mulher a ser velada na Rotunda do Capitólio. O que ela fez de tão extraordinário para merecer honras nacionais? Poderia ela ter imaginado que sua pequena recusa faria tamanha diferença no processo da conquista de direitos iguais para os afro-americanos? Em última análise, isso não importa.

O que importa é que esta mulher mostrou ao mundo que saber quem você é, saber o que precisa fazer e fazê-lo – é assim que mudamos o mundo, tenhamos ou não essa intenção.

Outro dia minha filha de quatro anos chegou da escola e começou a correr pela casa ajudando em tudo que podia. Primeiro ela guardou seus brinquedos, depois ajudou o irmãozinho, depois comeu com boas maneiras, e assim por diante. Para uma criança precoce, isso era bem diferente do seu comportamento usual, Fiquei um tanto surpresa pela sua mudança de atitude, mas feliz com isso, portanto não a questionei.

Tudo que ela fez, basicamente, foi apegar-se às suas crenças e fazer aquilo que sentia estar certo. Porém ao fazê-lo, ela literalmente mudou o mundo à sua volta.

 

Quando passei pelo seu quarto naquela noite, percebi que ela estava de pé com os braços abertos como se fossem os pratos de uma balança. Enquanto fingia ser uma balança, ela se movia para a frente e para trás. Estava falando consigo mesma, mas alto o suficiente para eu ouvir. Ela estava mencionando todas as coisas boas que tinha feito naquele dia. Quando terminou a lista, inclinou o corpo para um lado e gritou: "O lado da mitsvá ganhou! Mashiach, você precisa vir agora!"

Ocorre que naquele dia na escola, as crianças tinham aprendido que tudo que precisamos fazer para trazer Mashiach é acrescentar mais algumas mitsvot, pois a "balança" universal está perto de se inclinar. Além disso, elas aprenderam que as preces e atos das crianças são maiores e mais importantes que os dos adultos, pois elas são puras e inocentes. Portanto, cada boa ação que uma criança faz provoca uma enorme diferença.

Quando percebi o que ela estava fazendo e por quê, comecei a rir e chorar ao mesmo tempo. Eu ri, porque jamais tinha visto algo tão bonito como ela inclinando o corpo e gritando a D’us que já estava na hora de Ele trazer Mashiach. Mas chorei, porque percebi que ela tinha uma fé que excedia muito a minha. Ela realmente acreditava que suas ações e seu comportamento podiam fazer uma enorme diferença, capaz de mudar o mundo. E ela está certa.

Rosa Parks não está recebendo homenagens do mundo inteiro hoje simplesmente porque ela não cedeu seu assento no ônibus. Está sendo homenageada por causa do enorme impacto que a sua opção de fazer o que é certo quando outros achavam que ela estava errada provocou, nos anos e décadas que viriam, sobre todos os Estados Unidos e ao redor do globo. Sua escolha naquele dia pode ter sido apenas uma das milhares de folhas que caem da árvore; porém Rosa Parks é a prova de que embora às vezes nossa missão possa estar oculta, e talvez jamais seja revelada, algo tão comum quanto uma simples ação – ou a falta de ação – tem o poder de mudar o mundo.

Férias marcadas

Por Rabino David Azulay
 

Imagine trabalhar durante um ano inteiro e, quando chega o mês de setembro, começa a sonhar com as férias de final do ano, para descansar e esfriar a cabeça, preparando-se para mais um ano letivo, com novas atividades e programações.

A expectativa das férias é sempre grande – os preparativos, comprar passagens, decidir o itinerário; tudo tem que estar adequadamente organizado.

Quando finalmente chega o dia da viagem, é aquela alegria! Tudo pronto, malas, passagens, passaportes, sacolas, em resumo: "toda tranqueira".

Tudo estava indo tão bem, quando… ao chegar no aeroporto, você descobre que perdeu o vôo; e o pior! O próximo? Só daqui a duas semanas; e o mais grave, não tem lugar, nem na lista de espera…Que agonia, tristeza, angústia, não há palavras. Agora, férias só ano que vem…

Sobre momentos decisivos, o Rebe, em sua última campanha (e, na minha opinião, a mais difícil), declarou publicamente que Mashiach está chegando, e que devemos nos preparar para esse momento máximo da história. E realmente tudo está indicando a vinda de Mashiach, pois os sinais previstos pelos livros sagrados estão aí. O que restou? O homem deve preparar seu "ego" e, com suas ações, conscientizar-se desse grande dia quando Mashiach "pintar na área".

Sempre me questionei: o que o Rebe quis dizer com "Mashiach está chegando"? Afinal, Mashiach sempre esteve "chegando"; cem anos atrás também.

A resposta é simples (voltando ao nosso "vôo"): há dez, cinco, dois dias eu sabia que o avião decolaria na quarta-feira às 11h50 para a Venezuela. Porém já no aeroporto escuto aquela voz: "Flight number 745, to Venezuela, boarding now gate 21." O vôo está saindo daqui a alguns minutos, o coração bate mais rápido; você não pára quieto, cada segundo é precioso, pois um vacilar e você perde o avião. Você corre e finalmente entra no avião… Ah! Que alívio!

O Rebe sabia que o povo está esperando Mashiach há cem anos, porém anunciou que Mashiach já está chegando mesmo, mamash.

Então mexa-se, prepare-se! Logo irão anunciar: "Flight Yerushaláyim, Boarding Now!" Você não vai querer ficar fora desta, vai?

 

 

Fonte: http://www.chabad.org.br/

Anúncios
Esse post foi publicado em BEIT CHABAD. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s